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Governo dos Açores lança aplicação móvel para visitação autónoma dos Centros Ambientais e Parques Naturais da Região
Corvo acolhe Festival da Reservas da Biosfera de Portugal
Governo dos Açores lança concurso de dois milhões de euros para aquisição de novas viaturas para os Corpos de Bombeiros
As nossas ilhas são reconhecidas internacionalmente pelos seus elevados níveis de qualidade ambiental e por um extraordinário património natural, que temos a responsabilidade de proteger e de legar às futuras gerações.
O XIV Governo Regional dos Açores está comprometido com a preservação e valorização de todo este património único, tendo como objetivo garantir o desenvolvimento sustentável da Região Autónoma dos Açores, através de uma estratégia centrada no fomento da educação, sensibilização e literacia ambiental, que configuram pilares essenciais para a sustentabilidade ambiental dos Açores.
Estamos absolutamente focados na conservação da natureza e na proteção dos nossos ecossistemas, bem como na preservação da biodiversidade e no combate à proliferação das espécies exóticas invasoras.
É também uma missão prioritária da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática a construção de políticas que garantam a melhoria da gestão de resíduos e uma transição célere para uma economia circular, com vista a atingir as metas definidas a nível regional e contribuir para o cumprimento dos compromissos assumidos a nível nacional e comunitário.
O planeamento e a gestão eficiente dos recursos hídricos representam também importantes desafios, que exigem respostas integradas que permitam assegurar, em quantidade e qualidade adequadas, o abastecimento de água às nossas populações, bem como satisfazer as necessidades atuais da sociedade, perspetivando ainda futuras necessidades expetáveis no contexto de diferentes cenários de evolução social e económica.
As Alterações Climáticas representam um dos maiores desafios com que a humanidade jamais se deparou. É, portanto, necessário que estejamos preparados para garantir a mitigação dos impactes negativos das alterações climáticas, mas, sobretudo, para nos adaptarmos a este fenómeno, assegurando uma transição energética e ecológica firme e responsável, tão acelerada quanto possível, garantindo um desenvolvimento sustentável dos Açores.
A Proteção Civil assume-se cada vez mais como um fator decisivo na segurança e bem-estar da população. É, pois, um desiderato da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, garantir a existência nos Açores de um Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros bem organizado, devidamente equipado, e com capacidade de garantir uma atuação preventiva e de resposta rápida e eficaz a situações de risco, acidente grave ou catástrofe, para evitar a perda de vidas humanas, proteger bens e contribuir para preservar a segurança individual e coletiva dos Açorianos.
17 de Março 2026
Governo dos Açores lança aplicação móvel para visitação autónoma dos Centros Ambientais e Parques Naturais da Região
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, apresentou na segunda-feira a Aplicação Móvel dos Parques Naturais dos Açores e o Projeto de Visitação Autónoma dos Centros Ambientais da Região, no âmbito de um evento realizado no Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos – Centro de Ciência Viva, na ilha do Faial. De acordo com Alonso Miguel, “trata-se de uma iniciativa que representa mais um passo firme na estratégia da Região para a preservação e valorização do património natural, para o reforço da educação ambiental e para a melhoria da experiência de todos aqueles que visitam os centros ambientais e áreas protegidas” dos Açores. O Secretário Regional com a tutela do Ambiente recordou que é “fundamental desenvolver conhecimento e apostar na literacia ambiental, aspeto que constitui um dos eixos estratégicos da atuação governativa da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática”, destacando, neste contexto, a particular relevância da Rede de Centros Ambientais dos Açores “enquanto ferramenta estratégica de disseminação e interpretação do conhecimento produzido”. “Distribuídos pelas nove ilhas do arquipélago, estes centros são muito mais do que espaços expositivos, são verdadeiras portas de entrada para a natureza açoriana. São também locais onde se promove, de forma muito concreta, a educação ambiental, com vista a informar, sensibilizar e educar quem nos visita, mas sobretudo as nossas comunidades, com especial destaque para o envolvimento das escolas, enquanto veículos essenciais para a criação de uma sociedade mais consciente e desperta para os desafios ambientais”, destacou. “Os dados estatísticos demonstram bem a relevância crescente dos Centros de Interpretação Ambiental dos Açores, verificando-se um crescimento muito significativo e consolidado do número de visitantes nestes espaços”, disse ainda. Alonso Miguel sublinhou que, em 2021, os centros receberam cerca de 229 mil visitantes, sendo que os dados mais recentes, relativos a 2025, apontam para mais de 422 mil visitantes, reforçando que “em apenas quatro anos, se verificou, praticamente, uma duplicação da procura por estes espaços”. “Trata-se de um crescimento muito expressivo, que demonstra bem o interesse crescente pelo património natural dos Açores, mas também o papel fundamental que os centros ambientais desempenham enquanto espaços de interpretação, de sensibilização e de educação ambiental”, frisou. O governante esclareceu que “a Região tem vindo a investir de forma consistente na modernização destes espaços e na melhoria das ferramentas que permitem interpretar e comunicar o património natural”. E anunciou: “Foi nesse contexto que surgiu o Projeto de Visitação Autónoma dos Centros Ambientais dos Açores, cuja principal ferramenta é a Aplicação Móvel dos Parques Naturais dos Açores, concebida com o objetivo de permitir que qualquer visitante possa explorar os centros ambientais de forma autónoma, informada e acessível”. O governante esclareceu que, “através da aplicação, os visitantes passam a ter acesso a audioguias e conteúdos em vídeo que explicam os diferentes elementos expositivos e ajudam a interpretar os conteúdos presentes em cada centro ambiental, permitindo uma visita organizada através de estações interpretativas correspondentes a diferentes pontos de interesse, associados a painéis, vitrinas, objetos expositivos ou elementos naturais”. Segundo o Secretário Regional, “em alguns centros, estas estações estendem-se também aos espaços exteriores, como é o caso” do “magnífico Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, permitindo uma interpretação integrada da paisagem envolvente e dos valores naturais que caracterizam cada território”. “Desta forma, o visitante pode percorrer o espaço ao seu próprio ritmo, aprofundando o conhecimento sobre cada tema e explorando os conteúdos de forma mais dinâmica e envolvente”, afirmou. Alonso Miguel destacou ainda que “a aplicação foi desenvolvida para garantir que todos os visitantes possam usufruir da experiência, independentemente das suas condições físicas, sensoriais ou linguísticas”. O governante sublinhou que “a aplicação disponibiliza conteúdos em português e inglês, permitindo responder ao público nacional e estrangeiro, sendo que, para pessoas com incapacidade visual, foram preparados conteúdos áudio com descrições detalhadas dos espaços e dos objetos expositivos”, acrescentando que “para pessoas surdas ou com baixa audição, estão disponíveis conteúdos em vídeo com interpretação em língua gestual”. “A própria aplicação integra ainda sistemas de acessibilidade, como o VoiceOver, nos dispositivos Apple, e o TalkBack, nos dispositivos Android, facilitando a navegação por parte de utilizadores com limitações visuais”, frisou. Alonso Miguel revelou ainda outro aspeto relevante: “O facto de a aplicação poder funcionar online ou offline, o que significa que os visitantes podem descarregar previamente os conteúdos e utilizá-los durante a visita, mesmo em locais onde a cobertura de internet seja limitada ou inexistente, situação que ocorre com frequência em áreas naturais”. E acrescentou: “Para além do apoio direto à visitação dos centros ambientais, esta aplicação inclui também informação sobre toda a Rede Regional de Áreas Protegidas dos Açores, permitindo que os visitantes passem a dispor de uma plataforma integrada onde podem conhecer melhor os parques naturais das diferentes ilhas, identificar pontos de interesse e descobrir novas áreas para visitar”. Alonso Miguel terminou destacando que “se trata de um salto qualitativo importante, que vem aproximar ainda mais as pessoas da natureza e tornar a experiência de visitação mais acessível, mais inclusiva, mais interativa e mais adaptada às expectativas de quem nos visita. No fundo, vem reforçar a posição dos Açores como um território que aposta claramente na sustentabilidade, na educação ambiental e na valorização do seu património natural”.
13 de Março 2026
Corvo acolhe Festival da Reservas da Biosfera de Portugal
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, presidiu na quinta-feira à sessão de abertura da IV Edição do Festival das Reservas da Biosfera de Portugal, que decorre na ilha do Corvo, até 29 de março, destacando a importância deste evento na promoção de territórios sustentáveis e na valorização do património natural, cultural e humano. Segundo o governante, trata-se de um evento que “se tem vindo a afirmar como uma referência na promoção de territórios sustentáveis e na valorização do património natural, cultural e humano, a nível nacional”. “Esta quarta edição, realizada no Corvo, assume um significado particularmente especial, uma vez que encerra um ciclo iniciado há quatro anos nos Açores, com o objetivo de dar visibilidade às quatro Reservas da Biosfera da Região”, continuou. “Este festival tem trilhado um percurso de sucesso nos Açores, com a realização da primeira edição na ilha Graciosa, em 2023, tendo tido continuidade nas Fajãs de São Jorge, em 2024, e migrando para as Flores em 2025, sendo agora com especial entusiasmo que acolhemos esta quarta edição na ilha do Corvo”, afirmou. Alonso Miguel recordou que “o Corvo foi reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO em 2007, sendo, a par da Graciosa, a segunda Reserva da Biosfera mais antiga de Portugal, sublinhando que se trata de um território pequeno em dimensão, mas extraordinariamente rico do ponto de vista natural, cultural e social”. “O Corvo encerra um território pequeno em área emersa, mas enorme do ponto de vista da riqueza do seu património natural, cultural e social”, afirmou, acrescentando que “a ilha, com apenas 17,1 km², apresenta uma rara beleza paisagística, marcada pela imponência do Caldeirão e pela concentração de ecossistemas de elevado valor ecológico”. O governante destacou também a forte dimensão cultural da ilha e a capacidade da comunidade local em preservar tradições e práticas culturais únicas, referindo que o Corvo constitui “um dos exemplos mais expressivos da relação harmoniosa entre o homem e a natureza”. “Trata-se de uma comunidade que soube resistir, ao longo do tempo, às agruras inerentes a uma realidade de ultraperiferia extrema e adaptar-se a cada novo desafio, assegurando um equilíbrio entre conservação, identidade cultural e desenvolvimento sustentável”, frisou. Alonso Miguel salientou ainda que “o Festival das Reservas da Biosfera não se limita à programação da ilha anfitriã, contando também com eventos-espelho promovidos nas restantes Reservas da Biosfera do país, incluindo as dos Açores, reforçando o espírito de cooperação e de trabalho em rede”. Durante a sua intervenção, o Secretário Regional frisou “o extraordinário património natural dos Açores e o reconhecimento internacional que a Região tem vindo a alcançar, lembrando que quatro ilhas açorianas são classificadas como Reservas da Biosfera”. O governante destacou ainda outras distinções relevantes, como “a classificação de 41 áreas no âmbito da Rede Natura 2000, a designação de 13 sítios RAMSAR, o reconhecimento das Terras do Priolo com a Carta Europeia de Turismo Sustentável, a classificação das ilhas do Triângulo como Bio Região e a integração do Geoparque Açores na Rede Mundial de Geoparques da UNESCO”. “Na realidade, os Açores são uma das poucas regiões do mundo designadas como MIDAS – Multi-Internationally Designated Areas, que concentram, simultaneamente, sítios Ramsar, Sítios Património Mundial da Humanidade, Reservas da Biosfera e geoparques mundiais da UNESCO”, continuou. Alonso Miguel lembrou a certificação dos Açores como primeiro arquipélago do mundo classificado como Destino Turístico Sustentável pela EarthCheck, atualmente já com certificação de nível ouro. “Todas estas distinções fortalecem uma imagem de marca de sustentabilidade, que é cada vez mais procurada e valiosa, representando um extraordinário ativo turístico e um catalisador do desenvolvimento económico e social da Região”, afirmou. Contudo, o governante alertou também para a responsabilidade coletiva de proteger e valorizar este património natural. “Todo este património tem tanto de valioso como de frágil, pelo que sobre nós recai a enorme responsabilidade, coletiva e individual, de garantir a sua proteção e valorização, num processo contínuo que exige reflexão e adaptação constante a novos desafios”, sublinhou. Neste contexto, Alonso Miguel destacou o trabalho desenvolvido pelo Governo dos Açores na preservação e valorização do património natural, nomeadamente através da criação da Rede Regional de Áreas Protegidas, dos Parques Naturais de Ilha, da Rede Regional de Centros de Interpretação Ambiental e da implementação de diversos instrumentos de gestão territorial. O governante referiu ainda que “cerca de 45% do território terrestre da ilha do Corvo está integrado no Parque Natural de Ilha, evidenciando a importância da conservação do património natural local, bem como o papel das comunidades locais na gestão das Reservas da Biosfera”. “As Reservas da Biosfera são territórios dinâmicos, com comunidades reais, histórias profundas e um potencial extraordinário de desenvolvimento sustentável. No fundo, a Reserva da Biosfera somos todos nós”, afirmou. Nesse sentido, deixou um apelo “a todos os parceiros da Reserva da Biosfera do Corvo, desde a Câmara Municipal aos serviços do Governo Regional, empresas públicas, grupos de ação local e organizações não governamentais de ambiente, para que continuem empenhados na gestão e promoção deste território”. “Ao longo dos próximos dias, o festival contará com um programa diversificado e participativo, que inclui percursos interpretativos, eventos desportivos, momentos musicais, cinema, palestras, iniciativas de educação ambiental dirigidas a crianças e jovens, bem como uma visita à Reserva da Biosfera das Flores”, esclareceu. E concluiu: “Mais do que uma celebração, este festival pretende ser uma plataforma de diálogo, de ação e de compromisso para com um modelo de desenvolvimento sustentável, contribuindo para reforçar o sentimento de pertença das comunidades às Reservas da Biosfera, distinção que é motivo de enorme orgulho para todos os açorianos”.