Visita à obra de reestruturação e ampliação dos Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada
Nota de Imprensa
16 de Junho 2026 José Manuel Bolieiro destaca investimento que aumenta em 31% a capacidade de cuidados continuados em Ponta Delgada O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, visitou na segunda-feira a obra de ampliação e remodelação do 3.º piso do antigo Hospital de Ponta Delgada, investimento concretizado pela Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada que permitiu reforçar a resposta da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) e aumentar significativamente a sua capacidade de acolhimento. A intervenção possibilitou o aumento de 42 para 55 camas de Longa Duração e Manutenção, representando um acréscimo de 31% da capacidade instalada, reforçando a resposta às necessidades crescentes da população, num contexto marcado pelo envelhecimento demográfico e pela crescente procura de cuidados continuados. José Manuel Bolieiro enalteceu o papel histórico da instituição e o serviço prestado à comunidade ao longo de várias décadas. “Esta é uma obra que resulta num serviço que pretende prestar cuidados de elevada qualidade e aumentar as disponibilidades para quem mais precisa. Quero destacar o trabalho que, historicamente, a Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada tem realizado em benefício dos seus utentes e das suas famílias”, afirmou. O líder do executivo açoriano sublinhou ainda que este investimento traduz a estratégia do executivo por si liderado de reforço das respostas sociais e de saúde, em estreita cooperação com as instituições da economia social. “Estamos a cumprir para que o dia de amanhã seja melhor do que o de hoje, sendo que o dia de hoje já é melhor do que o de ontem. É um estímulo olhar para as nossas instituições, sobretudo as de solidariedade social, que colaboram de forma complementar com o Serviço Regional de Saúde, contribuindo para garantir melhores cuidados aos açorianos”, salientou. José Manuel Bolieiro destacou também a importância da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados e da articulação entre os diferentes níveis de prestação de cuidados. “Temos procurado desenvolver uma política em que o acesso aos cuidados de saúde seja cada vez mais próximo e de maior qualidade, valorizando igualmente a educação para a saúde. É fundamental continuarmos a reforçar esta rede de cuidados integrados e a complementaridade da oferta, para que possamos responder, de forma cada vez mais próxima, à totalidade das necessidades da população”, concluiu. A obra da UCCI foi apoiada através do Contrato de Cooperação – Valor de Investimento n.º 83/2020, num montante máximo de 2,3 milhões de euros, permitindo não só a adaptação e modernização do 3.º piso do antigo Hospital de Ponta Delgada, mas também a remodelação geral da lavandaria da instituição. O investimento contribuiu para reforçar a humanização dos espaços e melhorar as condições de conforto, privacidade e qualidade dos cuidados prestados. Com esta intervenção, o Governo dos Açores reforça a aposta na qualificação da Rede Regional de Cuidados Continuados e Paliativos, promovendo respostas mais humanizadas, próximas e adequadas às necessidades dos açorianos. Na visita estiveram igualmente presentes o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, Américo Natalino Viveiros, a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, e o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, entre outras entidades e responsáveis institucionais ligados aos setores da saúde, da solidariedade social e do poder local.
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Declarações no plenário da ALRAA
Nota de Imprensa
16 de Junho 2026 José Manuel Bolieiro defende maior "valorização estratégica" dos Açores por parte do Estado português O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje, na Horta, durante os trabalhos do plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, uma maior valorização estratégica do arquipélago por parte do Estado português, sublinhando a importância geopolítica, geoeconómica e científica da Região para o futuro de Portugal e da Europa. Na sua intervenção, enquadrada nas comemorações dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa e da Autonomia Política dos Açores, o governante destacou o simbolismo da escolha dos Açores para as celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, considerando que esta decisão representa também um olhar para o futuro do país. O líder do executivo açoriano salientou que os Açores reforçam a soberania portuguesa no Atlântico e constituem uma plataforma estratégica para a afirmação nacional nos domínios da segurança e defesa, da ciência, da tecnologia, da economia azul e das relações transatlânticas. O Presidente do Governo dos Açores alertou, contudo, para a necessidade de transformar o reconhecimento político do valor estratégico dos Açores em medidas concretas, defendendo um maior investimento do Estado em infraestruturas críticas de duplo uso, essenciais para a afirmação da soberania nacional e para o desenvolvimento económico da Região. Durante a intervenção, José Manuel Bolieiro destacou ainda o papel dos Açores como “laboratório do futuro”, referindo os avanços registados nos setores espacial, marítimo, energético e científico. No domínio espacial, evidenciou a crescente afirmação da ilha de Santa Maria como polo emergente para atividades ligadas à observação da Terra e ao processamento de dados por satélite. Referiu igualmente o investimento realizado nos três radares meteorológicos instalados na Região, que reforçam a capacidade de monitorização do Atlântico e contribuem para a sustentabilidade e resiliência dos territórios. Relativamente à economia do mar, o Presidente do Governo sublinhou os investimentos previstos no novo navio de investigação científica e no MARTEC – Centro de Tecnologia e Inovação para a Economia do Mar, projetos que visam aproximar a investigação científica da atividade económica e criar novas oportunidades de desenvolvimento sustentável. José Manuel Bolieiro reafirmou a ambição de posicionar os Açores como uma Região inovadora e sustentável, reconhecida internacionalmente pela sua capacidade de gerar conhecimento, desenvolver tecnologia e proteger recursos fundamentais. O governante açoriano destacou ainda a relevância da comunidade cultural açoriana espalhada pelo mundo, considerando-a um ativo estratégico para o futuro da Região e de Portugal. “O valor estratégico dos Açores, sendo um ativo regional, é uma questão portuguesa, europeia e será, cada vez mais, uma questão atlântica”, concluiu.
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Feira Agrícola Açores 2026
Nota de Imprensa
16 de Junho 2026 António Ventura assinala sucesso da Feira Agrícola Açores 2026, "verdadeira montra da excelência e vitalidade do setor” A Feira Agrícola Açores 2026 encerrou, no Parque Multissetorial da Ilha Terceira, com um balanço extremamente positivo, consolidando-se como o maior e mais relevante certame agropecuário da Região Autónoma dos Açores. Ao longo de três dias, o evento reuniu milhares de visitantes, produtores, associações e empresas em torno da excelência do mundo rural açoriano. Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a avaliação desta edição é clara: “O balanço é simples: foi um sucesso que afirmou e potenciou a agricultura na região e no exterior”, diz. O governante fez questão de sublinhar que a Feira Agrícola Açores “voltou a demonstrar a vitalidade, a capacidade de inovação e a qualidade do setor agrícola regional, constituindo uma verdadeira montra da excelência da agricultura açoriana e do trabalho desenvolvido diariamente pelos agricultores e produtores da Região”. Este certame de grande envergadura resultou de um forte trabalho de cooperação e parceria institucional entre a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação - através da Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação e do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira -, a Federação Agrícola dos Açores e a Associação Agrícola da Ilha Terceira. Durante o evento, o público teve a oportunidade de contactar de perto com a diversidade da produção regional através de uma vasta mostra pecuária que integrou mais de 250 animais. Os concursos assumiram particular destaque, evidenciando o trabalho de topo desenvolvido pelos produtores açorianos ao nível da seleção genética e do melhoramento animal nas vertentes de leite, carne, equinos, ovinos e caprinos. As raças autóctones tiveram também um espaço de relevo, sublinhando-se o seu elevado valor agrícola, genético e cultural. Para além da vertente expositiva, a Feira Açores 2026 distinguiu-se por uma forte componente técnica e formativa. O programa incluiu workshops, palestras, demonstrações práticas e provas comentadas, com o objetivo de promover a inovação, a adoção de boas práticas de sustentabilidade, a tecnologia agrícola e a transferência de conhecimento. A dimensão pedagógica e interativa do evento foi reforçada com atividades equestres, demonstrações caninas (incluindo a demonstração cinotécnica da PSP) e concursos de produtos hortícolas, frutícolas, floricultura, mel e arranjos florais. A forte componente cultural e recreativa atraiu centenas de famílias e jovens, proporcionando momentos de convívio que ditaram a elevada adesão do público. Mais do que um evento expositivo, a Feira Açores 2026 confirmou-se como o grande ponto de encontro da agricultura regional, cimentando a proximidade entre produtores e consumidores e valorizando, de forma inequívoca, o mundo rural como um elemento estruturante da identidade e da economia dos Açores.
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Declarações
Nota de Imprensa
16 de Junho 2026 Projeto do Pensamento Computacional vai iniciar pela primeira vez no 2.º ciclo do ensino básico A Secretária Regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, anuncia que o projeto do Pensamento Computacional vai ser implementado, pela primeira vez, no 2.º ciclo do ensino básico. “Damos assim continuidade ao trabalho realizado no 1.º ciclo, iniciado, gradualmente, desde 2021”, frisou. O anúncio foi feito na última reunião do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional, tido recentemente na Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada. De acordo com a titular da pasta da Educação, a aplicação do projeto continua a ser feita “por decisão voluntária de cada unidade orgânica”. A Secretária Regional elencou as várias possibilidades para que as escolas que quisessem aderir ao projeto pudessem incluí-lo nos seus horários letivos. Durante a reunião, os membros do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional votaram por unanimidade, e por decisão própria, que o projeto fosse aplicado no tempo remanescente de cada matriz curricular. Ou seja, a legislação que rege a distribuição dos horários de lecionação de cada disciplina gera tempos sem atribuição específica que podem, por decisão de cada escola, ser alocados às diversas disciplinas e projetos das unidades orgânicas. Recorde-se que são membros do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional os presidentes de todas as escolas da Região, representantes dos sindicatos da Região e das associações de pais e encarregados de educação. A governante lembrou que o projeto do Pensamento Computacional não implica a utilização de computadores na sala de aula. “O objetivo é estruturar o pensamento e a capacidade de o transmitir através de jogos, brincadeiras e exercícios orientados”, explicou. Inicialmente lançado como projeto-piloto de adesão voluntária, o sucesso do projeto levou a uma implementação alargada em todas as unidades orgânicas da Região Autónoma dos Açores.
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Declarações
Intervenção
16 de Junho 2026 Intervenção do Presidente do Governo Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, na Horta, nos trabalhos do plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores: “O ano de 2026 celebra meio século de Portugal Democrático. Cinquenta anos de vigência da Lei Fundamental portuguesa, que deu vida às suas instituições democráticas de representação e governação. Este ano, o Senhor Presidente da República, em boa hora, escolheu os Açores, a ilha Terceira, para sua celebração, associando a evocação do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades também à celebração da Autonomia Política dos Açores, com consagração constitucional. Mas mais: quando escolheu os Açores estava, também, de certa forma, a olhar para o futuro de Portugal. Um Portugal maior, que no seu território, vê o valor do seu grandioso mar, que os Açores lhe conferem, como fronteira ocidental da Europa. Os Açores reforçam a soberania portuguesa do Atlântico. É essencial que Portugal comece a reconhecer, de forma mais clara e objetiva, a importância geopolítica e geoeconómica dos Açores. Há reconhecimento do valor geoestratégico das capacidades instaladas no nosso arquipélago. E este valor tem de ser sentido por todos no seu dia-a-dia. A valorização dos Açores, por palavras, não deve ser vã. Pode e deve ter uma tradução prática na cooperação com os órgãos de governo próprios dos Açores e com um impacto prático na vida de cada um dos açorianos. Somos uma Região estratégica, apesar de sermos uma Região Ultraperiférica. Os Açores vivem um momento particularmente relevante da sua história coletiva. Ao celebrarmos 50 anos de autonomia política, reafirmamos o orgulho pelo caminho percorrido e renovamos a ambição de continuar a afirmar os Açores como uma Região de referência no Atlântico, na Europa e no mundo. Saúdo Sua Excelência o Presidente da República, e expresso reconhecimento, pela sua decisão de celebrar Portugal nos Açores, focado no futuro. Felicito o valor político e simbólico das mensagens institucionais do Senhor Presidente da República e do Presidente da Comissão Organizadora do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Mensagens que justificaram a escolha dos Açores e elevaram as capacidades estratégicas de Portugal para o seu futuro relevante, na União Europeia, na NATO e nas relações transatlânticas nos domínios de segurança e defesa, da competitividade e crescimento económico, todos associados ao conhecimento e à tecnologia. Os discursos de Sua Excelência o Presidente da República e do Dr. Miguel Monjardino na cerimónia celebrativa do 10 de junho identificaram os Açores como uma expressão maior da vocação atlântica de Portugal e uma plataforma estratégica para a afirmação nacional no contexto internacional. Neles ficou evidente uma ideia fundamental: os Açores representam uma oportunidade para Portugal reforçar a sua presença geopolítica, científica, tecnológica e económica num espaço oceânico cuja relevância cresce à escala global. Ao reconhecerem o valor dos Açores para a segurança coletiva, para a observação dos oceanos e da atmosfera, para a investigação científica, para as políticas espaciais, para a economia azul e para a sustentabilidade ambiental, aquelas intervenções projetaram uma visão nacional que coincide com a visão que tenham traçado para os Açores. Uma visão que deve comprometer Portugal no seu todo. Mas, a par do reconhecimento e da felicitação, justas, registo um alerta. Alertamos o país para a necessária consequência das palavras ditas, reveladoras de visão estratégica. Apostar no investimento nos Açores em infraestruturas críticas de duplo uso. O Estado Português tem de assumir o investimento público de interesse comum – regional, nacional e comunitário – nestas infraestruturas essenciais para afirmação de soberania. Insisto – nos domínios da segurança, defesa, competitividade e crescimento económico. Num tempo de transições várias, nos planos climático, digital, energético e científico, os Açores são um verdadeiro laboratório do futuro. Temos capital de geografia e de recursos naturais excecionais. À região de necessidades que somos, nos planos da coesão social e económica podemos acrescentar a região de oportunidades para as novas economias, que a dimensão azul e espacial dos Açores proporcionam para si, para o país e para a União Europeia. Quando afirmo que devemos ser uma Região de oportunidades, reafirmo uma visão de futuro para os Açores. Não do mesmo de sempre, mas de grandeza com uma Autonomia do conhecimento e da inovação. No setor espacial, Santa Maria começa a afirmar-se como um polo emergente. O desenvolvimento de infraestruturas associadas à observação da Terra, à receção e processamento de dados por satélite e às novas atividades espaciais colocam os Açores numa posição privilegiada para participar nas cadeias de valor da economia do conhecimento. Esta capacidade de observação e monitorização encontra igualmente expressão no investimento realizado nos três radares meteorológicos instalados nos Açores. Os Açores afirmam-se, assim, como um centro avançado de observação da Terra e do Atlântico, colocando a ciência e a tecnologia ao serviço da sustentabilidade e da resiliência. Também no mar estamos a construir o futuro. Com uma das maiores áreas marítimas da Europa, os Açores assumem responsabilidades acrescidas na proteção dos oceanos, mas encontram igualmente nesse património natural uma das maiores oportunidades de desenvolvimento sustentável das próximas décadas. A economia azul é uma prioridade estratégica para a Região. Os investimentos num novo navio de investigação científica e no MARTEC — Centro de Tecnologia e Inovação para a Economia do Mar — criarão condições para desenvolver investigação científica, aproximando-a da economia, potenciando, assim, novas oportunidades. Queremos que os Açores sejam reconhecidos internacionalmente como um laboratório atlântico de excelência, onde ciência, inovação e sustentabilidade caminham lado a lado. A mesma ambição está presente na transição energética que estamos a promover. Espaço, mar, clima e energia não são áreas isoladas. São dimensões complementares de uma mesma estratégia: afirmar os Açores como uma Região inovadora e sustentável, reconhecida à escala global. Hoje, o valor estratégico dos Açores mede-se não apenas pela sua posição geográfica, mas também pela sua capacidade de gerar conhecimento, proteger recursos fundamentais, desenvolver tecnologia e contribuir para um futuro mais sustentável. O valor estratégico dos Açores, sendo um ativo regional é uma questão portuguesa, europeia e será, cada vez mais, uma questão atlântica. A comunidade cultural açoriana constitui também um dos mais importantes ativos dos Açores e de Portugal. A capacidade de estruturar, mobilizar e reforçar a coesão da comunidade cultural açoriana constituirá um dos desafios estratégicos deste século. Tal como a nossa posição geográfica no Atlântico, a dimensão da nossa ZEE ou a relevância geopolítica das nossas infraestruturas estratégicas representam ativos fundamentais para o futuro, a comunidade cultural açoriana, deve ser encarada como um recurso de valor excecional. Como escreveu Fernando Pessoa: «sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura». Somos mais, considerando a nossa geografia total e a nossa dimensão demográfica espalhada pelo mundo. Portugal e a Europa são maiores com os Açores”.
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