Reunião do Conselho Nacional do Internato Médico
Nota de Imprensa
23 de Abril 2026 Governo dos Açores defende reposição de vagas preferenciais para reforço do Serviço Regional de Saúde A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, participou hoje na reunião do Conselho Nacional do Internato Médico, que decorreu na Quinta da Nasce Água, em Angra do Heroísmo, onde reiterou como prioridade estratégica do Governo dos Açores a reposição das vagas preferenciais no acesso às especialidades médicas. A governante sublinhou que o objetivo da Região Autónoma dos Açores é garantir que já no próximo processo de escolha das especialidades médicas, habitualmente realizado no final do mês de novembro, volte a existir a possibilidade de atribuição destas vagas. Mónica Seidi recordou que a eliminação destas vagas, há cerca de uma década, representou um retrocesso significativo na capacidade da Região em captar e fixar médicos, sobretudo em especialidades que, sendo já atrativas a nível nacional, se tornam mais difíceis de assegurar num contexto ultraperiférico. A Secretária Regional destacou também o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Comissão Regional do Internato Médico, em articulação com a Comissão Nacional do Internato Médico, no sentido de sustentar esta pretensão. Ainda no âmbito da atração e fixação de profissionais de saúde na Região Autónoma dos Açores, a governante destacou ainda a publicação, no dia de hoje, em Jornal Oficial, do despacho que aprova o regulamento de atribuição de subsídio de renda destinado a trabalhadores médicos deslocados do exterior da Região ou de ilha diferente daquela onde exercem funções. O Governo Regional dos Açores reafirma que irá reivindicar junto da Ministra da Saúde a reposição das vagas preferenciais, considerando tratar-se de “uma necessidade premente para a sustentabilidade e qualidade do Serviço Regional de Saúde”, concluiu Mónica Seidi.
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Declarações
Nota de Imprensa
23 de Abril 2026 Governo dos Açores organizou ‘workshop’ científico para apoiar desenvolvimento do Programa de Monitorização e Avaliação da RAMPA A Secretaria Regional do Mar e Pescas, através da Direção Regional de Políticas Marítimas, organizou esta semana, com o apoio do programa Blue Azores, um ‘workshop’ científico, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento do Programa de Monitorização e Avaliação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA). A implementação eficaz da RAMPA requer um sistema de monitorização robusto, que permita avaliar o estado dos ecossistemas marinhos, as pressões a que estão sujeitos e as condições socioeconómicas associadas, de forma a informar a gestão adaptativa da rede. Esta iniciativa, que decorreu na Escola do Mar, na Horta, reflete a prioridade estratégica do executivo regional na proteção e valorização do oceano, assente numa abordagem científica e orientada para uma gestão informada, transparente e focada em resultados. Participaram no ‘workshop’ científico mais de 40 cientistas e especialistas, das áreas das ciências ambientais e sociais, que contribuíram com recomendações para o desenvolvimento das componentes ecológica e socioeconómica do Programa de Monitorização e Avaliação. Ao longo de dois dias, foram recolhidos contributos para a monitorização de larga-escala e a longo-prazo da RAMPA, bem como para a definição da sua situação de referência — a partir da qual, e através de medições contínuas de indicadores, será possível estabelecer comparações dentro e fora das Áreas Marinhas Protegidas, ao longo do tempo. Os contributos servirão para apoiar a tomada de decisão do Governo dos Açores na identificação e seleção dos indicadores ecológicos e socioeconómicos prioritários, nos métodos e procedimentos a utilizar no Programa e no desenvolvimento do sistema de monitorização integrado da RAMPA. O Programa permitirá acompanhar, de forma contínua, os efeitos das medidas de conservação e de gestão na biodiversidade, na saúde dos ecossistemas marinhos — incluindo na recuperação de populações de espécies comerciais —, assim como os impactos socioeconómicos, contribuindo para demonstrar os efeitos da RAMPA ao nível da conservação da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável de usos e atividades, da economia local e do bem-estar das comunidades da Região. O Governo dos Açores reafirma o seu compromisso com a conservação da biodiversidade e ecossistemas marinhos e com o desenvolvimento sustentável da Região, reforçando a articulação entre o conhecimento científico e a decisão política.
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Obra do Ramal do Porto Formoso
Nota de Imprensa
23 de Abril 2026 Obra do Ramal do Porto Formoso concluída A empreitada de beneficiação do Ramal do Porto Formoso, na Ribeira Grande, obra promovida pela Direção Regional das Obras Públicas, da tutela da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, já se encontra concluída. A intervenção teve início com a execução de trabalhos preparatórios, que incluíram o reperfilamento de lancis e a melhoria da drenagem existente, tendo posteriormente avançado para a pavimentação da via. Com um investimento aproximado de 143 mil euros, a obra englobou a reabilitação do pavimento em dois troços do Ramal do Porto Formoso, numa extensão total de cerca de um quilómetro. Os trabalhos incluíram a regularização das deformações existentes no pavimento, com a aplicação de uma nova camada de desgaste em betão betuminoso com 0,05 metros de espessura. No troço inserido na zona urbana foi aplicada uma camada de desgaste em microbetão betuminoso, com 0,035 metros de espessura, adequada às especificidades do contexto urbano. Para além da pavimentação, a empreitada contemplou ainda a execução de sinalização horizontal, nomeadamente a marcação do eixo da via com pintura termoplástica a quente, contribuindo para a melhoria das condições de segurança e conforto dos utentes.
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 seminário
Nota de Imprensa
23 de Abril 2026 Açores também estão na linha da frente da transição energética europeia, sublinha Artur Lima O Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, participou, como orador, na qualidade de Vice-Presidente da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM), com o pelouro da energia, no seminário "Electrification of regional energy and transport systems: state of play, challenges and pathways", em Lahti, Finlândia. Na ocasião, o Vice-Presidente do Governo abordou a eletrificação em curso nos sistemas europeus de transporte, indústria e aquecimento. “A eletrificação já não é apenas uma componente da transição energética. É um alicerce da transformação económica da Europa sobre o qual construiremos a nossa ambição climática, a nossa competitividade industrial e, acima de tudo, a coesão territorial”, sublinhou. “Estas transformação não é abstrata. Concretiza-se no terreno, nos nossos portos, nas nossas cidades e nas nossas zonas rurais, apresentando desafios específicos para as nossas ilhas e Regiões Ultraperiféricas”, como é o caso dos Açores, considerou Artur Lima. Perante “um aumento sem precedentes da procura, exige-se mais do que um simples acelerar de licenciamentos. Exige-se uma coordenação fundamental entre o planeamento de longo prazo e a implementação local”, salientou. Para o Vice-Presidente do executivo, “a eletrificação é europeia na ambição, mas local na implementação”. As ilhas e Regiões Ultraperiféricas “estão na linha da frente da transição, sendo frequentemente pioneiros em sistemas energéticos isolados e micro-redes”, observou, apresentando o caso dos Açores como Região que tem apostado cada vez mais na sua independência e transição energéticas. No entanto, o governante alertou que as ilhas e demais regiões periféricas marítimas “sem apoio específico, enfrentam o risco de ficarem isoladas energeticamente, pelo deve ser assegurado que o afastamento geográfico não conduz à exclusão económica, nem acentua as disparidades territoriais”. Artur Lima referiu-se também às três prioridades estratégicas definidas pela CRPM: a integração de sistemas através do reforço de redes, devendo ser considerados investimentos específicos para ilhas e regiões periféricas; a garantia do envolvimento das regiões no desenho de soluções energéticas; e a promoção de uma governação territorial que tenha em conta o contexto marítimo e as especificidades das Regiões Ultraperiféricas. A nível europeu, “deverá ser garantido que a eletrificação reforça a coesão, e não a fragmentação, e que promove a competitividade, sem agravar desigualdades”, defendeu o Vice-Presidente. “O futuro sistema energético europeu não será construído apenas nas centrais elétricas, será também construído nos nossos portos, nas infraestruturas de carregamento e nas decisões de planeamento regional. Somos agentes decisivos desta transformação”, asseverou. O seminário "Electrification of regional energy and transport systems: state of play, challenges and pathways" reuniu responsáveis e especialistas dos setores da energia e dos transportes da CRPM para debater estratégias regionais e os desafios atuais e futuros nestes setores.
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Declarações
Nota de Imprensa
23 de Abril 2026 António Ventura valoriza investimento do PRR na qualificação da agricultura açoriana O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, promoveu ao longo de 2025 mais de uma centena de ações de formação agrícola, abrangendo todas as ilhas do arquipélago. Com um investimento superior a 244 mil euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), este esforço estratégico visou reforçar competências, promover boas práticas e garantir a sustentabilidade económica, ambiental e social do setor agroalimentar. Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, os resultados alcançados demonstram que “investir na formação é investir no futuro da agricultura açoriana”. O governante sublinha que “a capacitação profissional é um instrumento fundamental para melhorar a gestão das explorações, otimizar recursos e aumentar a produtividade de forma ajustada aos desafios atuais”. “Cada ação realizada, cada agricultor capacitado e cada jovem sensibilizado representa um passo firme rumo a um setor mais qualificado, competitivo e sustentável”, enaltece o titular da pasta. Operacionalizada pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), em articulação com a Federação Agrícola dos Açores e outras entidades parceiras, a oferta formativa do último ano traduziu-se em 106 ações de formação, correspondentes a 2.201 horas de capacitação. As iniciativas mobilizaram mais de 1.500 participantes provenientes de diversas explorações e focaram-se em áreas estruturantes para a modernização do setor agroalimentar. Entre as múltiplas temáticas abordadas destacaram-se a utilização sustentável de produtos fitofarmacêuticos, o bem-estar animal, a agricultura de precisão, a segurança no trabalho agrícola, a gestão de resíduos, a economia circular, o modo de produção biológico, o ‘carbon farming’, os sistemas agroflorestais, a apicultura, a fruticultura, a pastagens e os solos agrícolas. O programa incluiu ainda sessões inovadoras de 'coaching' técnico, com centenas de visitas diretas às explorações para uma abordagem personalizada no terreno. Paralelamente à formação técnica direcionada aos produtores, a Secretaria Regional apostou numa vertente de sensibilização junto da comunidade escolar, nomeadamente através dos ‘workshops’ “Do Campo à Mesa: Cultivando o Futuro!”, em que foram promovidas 55 ações em 46 estabelecimentos de ensino de todas as ilhas, envolvendo ativamente 1.200 alunos. O objetivo destas sessões passou por valorizar a produção agrícola regional, incutir hábitos alimentares saudáveis e reforçar a indispensável ligação de proximidade entre quem produz e quem consome. Para o ano de 2026, encontra-se já no terreno um novo plano de formação, priorizando áreas essenciais como a aplicação e atualização em produtos fitofarmacêuticos, a instalação de jovens agricultores, o modo de produção biológica, o controlo integrado de roedores e a gestão sustentável de pastagens. Reafirmando a estratégia de valorização do conhecimento e da inovação, António Ventura garante que a tutela continuará a trabalhar lado a lado com os agricultores, técnicos, parceiros institucionais e comunidades locais. “Reafirmamos, assim, o nosso compromisso com uma agricultura moderna, resiliente e economicamente viável, que respeita o ambiente, valoriza as pessoas e contribui decisivamente para o desenvolvimento sustentável da Região Autónoma dos Açores”, conclui o governante.
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