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Jardim Botânico do Faial celebra 40 anos ao serviço da conservação da natureza nos Açores
Alonso Miguel destaca recuperação e modernização do Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa após incêndio
Governo dos Açores assinalou Dia Mundial do Ambiente na Graciosa
As nossas ilhas são reconhecidas internacionalmente pelos seus elevados níveis de qualidade ambiental e por um extraordinário património natural, que temos a responsabilidade de proteger e de legar às futuras gerações.
O XIV Governo Regional dos Açores está comprometido com a preservação e valorização de todo este património único, tendo como objetivo garantir o desenvolvimento sustentável da Região Autónoma dos Açores, através de uma estratégia centrada no fomento da educação, sensibilização e literacia ambiental, que configuram pilares essenciais para a sustentabilidade ambiental dos Açores.
Estamos absolutamente focados na conservação da natureza e na proteção dos nossos ecossistemas, bem como na preservação da biodiversidade e no combate à proliferação das espécies exóticas invasoras.
É também uma missão prioritária da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática a construção de políticas que garantam a melhoria da gestão de resíduos e uma transição célere para uma economia circular, com vista a atingir as metas definidas a nível regional e contribuir para o cumprimento dos compromissos assumidos a nível nacional e comunitário.
O planeamento e a gestão eficiente dos recursos hídricos representam também importantes desafios, que exigem respostas integradas que permitam assegurar, em quantidade e qualidade adequadas, o abastecimento de água às nossas populações, bem como satisfazer as necessidades atuais da sociedade, perspetivando ainda futuras necessidades expetáveis no contexto de diferentes cenários de evolução social e económica.
As Alterações Climáticas representam um dos maiores desafios com que a humanidade jamais se deparou. É, portanto, necessário que estejamos preparados para garantir a mitigação dos impactes negativos das alterações climáticas, mas, sobretudo, para nos adaptarmos a este fenómeno, assegurando uma transição energética e ecológica firme e responsável, tão acelerada quanto possível, garantindo um desenvolvimento sustentável dos Açores.
A Proteção Civil assume-se cada vez mais como um fator decisivo na segurança e bem-estar da população. É, pois, um desiderato da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, garantir a existência nos Açores de um Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros bem organizado, devidamente equipado, e com capacidade de garantir uma atuação preventiva e de resposta rápida e eficaz a situações de risco, acidente grave ou catástrofe, para evitar a perda de vidas humanas, proteger bens e contribuir para preservar a segurança individual e coletiva dos Açorianos.
18 de Junho 2026
Jardim Botânico do Faial celebra 40 anos ao serviço da conservação da natureza nos Açores
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, presidiu esta semana às comemorações do 40.º aniversário do Jardim Botânico do Faial, uma infraestrutura de referência na conservação da flora açoriana, da preservação e restauro de habitats naturais, da investigação científica e da educação ambiental. No âmbito da cerimónia, o governante assinalou simbolicamente a efeméride com a plantação de um exemplar de cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), espécie endémica dos Açores e uma das mais emblemáticas da floresta Laurissilva açoriana, num gesto que pretende representar o compromisso do Governo dos Açores com a preservação do património natural da Região e com o futuro da conservação da biodiversidade. Na ocasião, Alonso Miguel destacou que "o Jardim Botânico do Faial é muito mais do que um espaço de visitação. É um centro de excelência na conservação da flora açoriana, na investigação científica, na educação ambiental, na produção de plantas destinadas ao restauro ecológico dos habitats naturais e na valorização do património natural dos Açores". "O percurso verificado ao longo dos 40 anos Jardim Botânico do Faial, que representa o mais antigo centro ambiental dos Açores, demonstra que investir na conservação da natureza é investir no futuro dos Açores. Hoje celebramos uma história de sucesso construída por várias gerações de técnicos, investigadores e colaboradores que fizeram deste Jardim uma referência regional e internacional", afirmou. Criado em 1986, o Jardim Botânico do Faial iniciou a sua atividade, vocacionado para a conservação e divulgação da flora da Macaronésia, tendo evoluído para uma infraestrutura fundamental na proteção da biodiversidade açoriana. Atualmente integra importantes valências, como o Banco de Sementes dos Açores, o Herbário Ilídio Botelho Gonçalves, o Orquidário dos Açores, coleções de flora endémica, nativa e da Macaronésia, viveiros especializados na produção de espécies endémicas e nativas, para além do Polo de Altitude de Pedro Miguel, dedicado à conservação de espécies características das zonas de maior altitude do arquipélago. De acordo com o governante, “desde a sua criação, o Jardim Botânico tem desempenhado um papel determinante na conservação ex situ e in situ de espécies ameaçadas, na recuperação de ecossistemas degradados e no fornecimento de milhares de plantas utilizadas em projetos de restauro ecológico desenvolvidos em diversas ilhas dos Açores”. Alonso Miguel salientou ainda que "a proteção da biodiversidade exige conhecimento científico, capacidade técnica e uma visão de longo prazo, sendo que o Jardim Botânico do Faial reúne estas três dimensões, assumindo-se como um parceiro indispensável na concretização das políticas ambientais da Região". O governante recordou ainda que o Jardim Botânico do Faial representa um importante ativo turístico e um pilar fundamental para a literacia ambiental, tendo recebido mais de 132 mil visitantes desde 2008, dos quais mais de 40 mil apenas nos últimos 5 anos, refletindo o crescente interesse da população e dos turistas pelo património natural açoriano e pelo trabalho desenvolvido na infraestrutura. "O crescente número de visitantes demonstra que existe uma maior consciência ambiental e uma valorização cada vez mais significativa do nosso património natural. Esta é também uma forma de promover os Açores como um destino que aposta na sustentabilidade e na conservação da natureza como fatores distintivos", sublinhou. O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática salientou ainda a importância da educação ambiental como um dos pilares da formação cívica, sublinhando o seu contributo para o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre as questões ambientais, para o reforço do sentimento de pertença e para a valorização do património natural dos Açores. Neste âmbito, recordou que “a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática promove, desde 2022, a Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE), dirigido a todos os níveis de ensino, desde o pré-escolar ao ensino profissional, que disponibiliza um vasto conjunto de iniciativas nas áreas da conservação da natureza, património natural e cultural, alterações climáticas, recursos hídricos, resíduos e economia circular”. Através desta oferta são dinamizados percursos interpretativos, atividades de campo em áreas classificadas, jogos, exposições, sessões lúdico-didáticas e visitas guiadas aos Centros Ambientais. No caso do Jardim Botânico do Faial, desde a implementação da OASAE, já foram dinamizadas mais de uma centena de atividades de sensibilização ambiental, que envolveram cerca de 2.200 participantes, reforçando assim o papel desta infraestrutura na promoção da literacia ambiental e na sensibilização das novas gerações para a conservação da natureza. No que respeita às comemorações do 40.º aniversário, o Jardim Botânico do Faial promoveu ainda a atividade "40 anos – 40 fotografias", desenvolvida em parceria com os utentes da APADIF. A iniciativa proporcionou uma experiência inclusiva de contacto com a natureza, incentivando a observação, o trabalho em equipa e a descoberta do Jardim Botânico de uma forma dinâmica e participativa, mantendo uma ligação simbólica à celebração das quatro décadas desta infraestrutura. As comemorações estendem-se igualmente à comunidade, com a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática a convidar todos os interessados a visitar o único Jardim Botânico dos Açores e a associar-se a esta data comemorativa. Ao longo do dia, os visitantes beneficiam de entrada gratuita, podendo ainda celebrar o aniversário com bolo comemorativo e infusões preparadas com plantas aromáticas cultivadas no próprio Jardim Botânico. A plantação de um exemplar de cedro-do-mato, constituiu um dos momentos mais simbólicos da celebração, representando não apenas os 40 anos de história do Jardim Botânico do Faial, mas também o compromisso coletivo com as próximas décadas de conservação da flora e dos habitats naturais dos Açores. "O cedro-do-mato que hoje plantámos simboliza as raízes profundas do trabalho realizado ao longo de todos estes anos e a responsabilidade que assumimos perante as gerações futuras. Com a mesma resiliência com que esta árvore crescerá ao longo dos próximos anos, queremos também continuar a fortalecer as políticas de conservação da natureza, garantindo que os Açores permanecem uma referência na proteção da sua biodiversidade única", concluiu o Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática.
8 de Junho 2026
Alonso Miguel destaca recuperação e modernização do Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa após incêndio
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, visitou, no Dia Mundial do Ambiente, o Centro de Processamento de Resíduos (CPR) da ilha Graciosa. De acordo com o governante, trata-se de uma infraestrutura “absolutamente fundamental em matéria de gestão de resíduos, qualidade ambiental, salubridade e saúde pública”, mas que “lamentavelmente, sofreu danos muito consideráveis na sequência de um incêndio de grandes dimensões, ocorrido a 9 de outubro de 2025, que destruiu por completo o pavilhão de triagem e todos os equipamentos nele existentes, afetando ainda o pavilhão de compostagem”. Alonso Miguel aproveitou a ocasião para fazer um reconhecimento e “saudar a capacidade de reação e a proatividade da empresa concessionária - Equiambi, LDA. - e dos seus colaboradores, que foram determinantes para encontrar soluções para manter a operacionalidade e para evitar a interrupção na receção de resíduos no CPR”. Alonso Miguel destacou que “a pronta intervenção da empresa concessionária permitiu assegurar, desde os primeiros momentos após a ocorrência do incêndio, a retoma da receção de resíduos no CPR da ilha Graciosa, sem impactos relevantes na prestação do serviço público e sem prejuízos para a população”. “Após o incidente, num contexto inesperado e exigente, a empresa respondeu de imediato com um conjunto de intervenções essenciais para garantir a continuidade operacional do sistema, nomeadamente através da reorganização de áreas de receção e tratamento de resíduos, da mobilização de meios materiais e humanos para o CPR, bem como da contratação de serviços especializados para desmantelamento e remoção das estruturas afetadas”, referiu. Alonso Miguel adiantou que, “concluídos os procedimentos de perícia e de acionamento dos seguros, já se encontram em curso os trabalhos de construção em alvenaria”, acrescentando que “a maioria dos materiais necessários à construção do novo pavilhão, nomeadamente coberturas e pilares de sustentação, já se encontra na ilha, prevendo-se o início da respetiva montagem durante a próxima semana”. O Secretário Regional revelou que a previsão é de que a construção da nova infraestrutura esteja concluída até final de agosto, altura em que serão também instaladas as novas linhas de triagem adquiridas pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática. O governante recordou igualmente que “o Governo Regional dos Açores tem vindo a realizar um investimento muito expressivo na requalificação, modernização e apetrechamento dos Centros de Processamento de Resíduos da Região, investimento esse que ascende já a cerca de 10 milhões de euros”. Alonso Miguel salientou que “em 2023, ficaram concluídos os procedimentos de reestruturação dos CPR da Região para a realização do processo de compostagem da recolha seletiva de orgânicos, que incluíram a aquisição de equipamentos industriais para processamento dos biorresíduos, num investimento superior a seis milhões de euros”, acrescentando que “em fevereiro de 2025, muito antes da ocorrência do incêndio, foi lançado um concurso para a modernização dos processos de reciclagem, com a instalação de novas linhas de triagem, representando um investimento global superior a 3 milhões de euros”. No caso concreto da ilha Graciosa, o Secretário Regional indicou que “o investimento na construção do pavilhão de compostagem e na aquisição dos referidos equipamentos industriais ascendeu a um milhão de euros, enquanto a aquisição e instalação da nova linha de receção e triagem de resíduos representa um investimento superior a 800 mil euros”. Assim, Alonso Miguel sublinhou que “a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática já concretizou um investimento superior a 1,8 milhões de euros na requalificação, modernização e apetrechamento do Centro de Processamento de Resíduos da ilha Graciosa, num período de apenas três anos”. E concluiu: “o objetivo é que todo o processo de recuperação e modernização das infraestruturas fique concluído até ao final do mês de agosto, permitindo que o CPR da ilha Graciosa passe a dispor de instalações mais modernas e de uma capacidade operacional de gestão de resíduos significativamente superior”.