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Governo Regional promoveu sessão sobre Mercado Voluntário de Carbono nos Açores
Governo dos Açores assinala Dia Internacional da Diversidade Biológica com ações de sensibilização e educação ambiental
Proteção Civil realiza exercício TOURO em São Miguel para testar capacidade de resposta em cenário sismovulcânico
As nossas ilhas são reconhecidas internacionalmente pelos seus elevados níveis de qualidade ambiental e por um extraordinário património natural, que temos a responsabilidade de proteger e de legar às futuras gerações.
O XIV Governo Regional dos Açores está comprometido com a preservação e valorização de todo este património único, tendo como objetivo garantir o desenvolvimento sustentável da Região Autónoma dos Açores, através de uma estratégia centrada no fomento da educação, sensibilização e literacia ambiental, que configuram pilares essenciais para a sustentabilidade ambiental dos Açores.
Estamos absolutamente focados na conservação da natureza e na proteção dos nossos ecossistemas, bem como na preservação da biodiversidade e no combate à proliferação das espécies exóticas invasoras.
É também uma missão prioritária da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática a construção de políticas que garantam a melhoria da gestão de resíduos e uma transição célere para uma economia circular, com vista a atingir as metas definidas a nível regional e contribuir para o cumprimento dos compromissos assumidos a nível nacional e comunitário.
O planeamento e a gestão eficiente dos recursos hídricos representam também importantes desafios, que exigem respostas integradas que permitam assegurar, em quantidade e qualidade adequadas, o abastecimento de água às nossas populações, bem como satisfazer as necessidades atuais da sociedade, perspetivando ainda futuras necessidades expetáveis no contexto de diferentes cenários de evolução social e económica.
As Alterações Climáticas representam um dos maiores desafios com que a humanidade jamais se deparou. É, portanto, necessário que estejamos preparados para garantir a mitigação dos impactes negativos das alterações climáticas, mas, sobretudo, para nos adaptarmos a este fenómeno, assegurando uma transição energética e ecológica firme e responsável, tão acelerada quanto possível, garantindo um desenvolvimento sustentável dos Açores.
A Proteção Civil assume-se cada vez mais como um fator decisivo na segurança e bem-estar da população. É, pois, um desiderato da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, garantir a existência nos Açores de um Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros bem organizado, devidamente equipado, e com capacidade de garantir uma atuação preventiva e de resposta rápida e eficaz a situações de risco, acidente grave ou catástrofe, para evitar a perda de vidas humanas, proteger bens e contribuir para preservar a segurança individual e coletiva dos Açorianos.
28 de Maio 2026
Governo Regional promoveu sessão sobre Mercado Voluntário de Carbono nos Açores
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, presidiu na quarta-feira à abertura da sessão de apresentação do Mercado Voluntário de Carbono – Rumo à neutralidade climática, no Auditório do Laboratório Regional de Engenharia Civil, em Ponta Delgada. O evento foi promovido pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, em articulação com a Agência para o Clima (ApC), entidade supervisora do Mercado Voluntário de Carbono, e pela Agência para a Energia (ADENE), entidade gestora da plataforma de registo de projetos e de créditos de carbono, contou com mais de 100 participantes, tendo por objetivo apresentar o Mercado Voluntário de carbono, a sua evolução e estado atual, bem como as oportunidades para a Região Autónoma dos Açores, que reúne condições favoráveis ao desenvolvimento de projetos desta natureza. Na ocasião, o Secretário Regional com a tutela do ambiente realçou que “o Governo Regional dos Açores, de modo transversal, assumiu um compromisso claro para com a transição climática e o desenvolvimento sustentável, através da implementação de um conjunto de políticas e instrumentos que promovem a mitigação e a adaptação aos efeitos das alterações climáticas, atendendo à vulnerabilidade acrescida dos Açores a este fenómeno”. Alonso Miguel salientou que os impactes das alterações climáticas “têm sido sentidos de modo cada vez mais intenso e frequente nos Açores, sobretudo ao nível de fenómenos meteorológicos extremos, associados à atividade ciclónica e episódios de precipitação intensa e concentrada”, que trazem consigo “outros perigos naturais, como cheias, inundações, movimentos de vertente ou galgamentos costeiros, que provocam danos materiais e financeiros avultados, e que, acima de tudo colocam em risco a seguranças das populações”. “No passado recente, o arquipélago tem vindo a ser fustigado por um vasto conjunto de fenómenos meteorológicos extremos como aconteceu, por exemplo, com o furacão Lorenzo, que deixou um enorme rasto de destruição, provocando prejuízos avaliados em mais de 330 milhões de euros”, disse. “Apesar de sermos muito mais vítimas dos efeitos das alterações climáticas, do que que contribuintes para os fenómenos que lhe estão na origem, é fundamental que a Região possa contribuir responsavelmente para a mitigação dos impactes, mas, sobretudo, que possa garantir a capacitação necessária para uma adequada adaptação a esta nova realidade, que nos afeta e continuará a afetar durante um longo período”, prosseguiu. Alonso Miguel recordou que neste momento estão em execução diversos instrumentos de política pública relevantes nesta matéria, como o Programa Regional para as Alterações Climáticas, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica dos Açores, ou projetos como o Planclimac e o Reinforce, que contêm um conjunto de medidas estratégicas para mitigação e adaptação da Região aos efeitos das alterações climáticas. “A Região tem vindo também a investir em projetos concretos de reforço da capacidade de mitigação e adaptação, entre os quais, a criação de Cartografia de Risco para mitigação e adaptação às alterações climáticas, a criação do Plano de Gestão de Riscos de Inundações e do Plano de Secas e Escassez dos Açores, a implementação de sistemas de alerta para cheias em bacias hidrográficas de risco da Região, ou ainda a implementação do projeto de recuperação e monitorização das turfeiras dos Açores, ecossistemas de enorme relevância climática, enquanto sumidouros de carbono”, vincou. Por outro lado, Alonso Miguel realçou ainda que “têm sido realizados esforços muito significativos para acelerar a transição climática e a descarbonização nos Açores, designadamente no que se refere aumento da produção de energias renováveis, com investimentos, por parte do Governo Regional e de empresas públicas como a EDA, que, nos últimos cinco anos, ultrapassaram os 200 milhões de euros”. O Secretário Regional destacou que “é no contexto deste compromisso para com a ação climática que se vê o Mercado Voluntário de Carbono como um instrumento complementar e inovador, que poderá criar incentivos económicos para projetos de redução de emissões de gases com efeito de estufa e de sequestro de carbono, permitindo transformar a ação climática em valor económico e promover o envolvimento não apenas de entidades públicas, mas também das empresas e dos cidadãos”. “É precisamente por reconhecermos esse potencial que promovemos esta sessão, em São Miguel, com o objetivo de esclarecer e capacitar os potenciais intervenientes neste mercado, aprofundando o conhecimento sobre o seu funcionamento”, vincou. De acordo com Alonso Miguel, “este instrumento assume particular relevância estratégica para os Açores, uma vez que poderá contribuir, desde logo, para a valorização dos ecossistemas naturais, mas também para a atração de investimento sustentável e para o reforço do posicionamento da Região no contexto da transição climática”. O Secretário Regional do ambiente realçou que “este mercado poderá constituir uma mais-valia adicional ao promover a transição e a reconversão de áreas de pastagem, sobretudo de baixa aptidão e em zonas de altitude, para zonas de floresta, na medida em que cria um incentivo económico que poderá justificar e impulsionar essa conversão”. E prosseguiu: “Desta forma, estaremos não só a contribuir para o aumento dos sumidouros de carbono nos Açores, como também para o cumprimento da nova legislação europeia relacionada com o restauro da natureza”. Para Alonso Miguel, a realização deste evento nos Açores “assume um significado particularmente relevante, considerando que, para regiões insulares, a transição climática não representa apenas uma necessidade, mas também uma oportunidade para inovar, valorizar o território e construir um modelo de desenvolvimento mais sustentável e resiliente”.
22 de Maio 2026
Governo dos Açores assinala Dia Internacional da Diversidade Biológica com ações de sensibilização e educação ambiental
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática assinalou hoje o Dia Internacional da Diversidade Biológica, instituído pelas Nações Unidas com o propósito de reforçar a consciencialização das populações para a importância da preservação da biodiversidade e para os desafios crescentes que se colocam à sua conservação. A comemoração da efeméride em 2026 esteve subordinada ao tema “Ação local, impacto global”, sublinhando que cada gesto de proteção ambiental pode contribuir de forma decisiva para a construção de um futuro mais sustentável e equilibrado. O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, participou nas comemorações com uma visita aos Viveiros do Jardim Botânico do Faial, acompanhado pela Diretora Regional do Ambiente e Ação Climática, Ana Rodrigues, e por alunos de turmas do 3.º e 4.º ano da EB1/JI de Castelo Branco. Na ocasião, o governante esclareceu que “esta data assume particular relevância para os Açores, tendo em conta a riqueza natural ímpar do arquipélago, caracterizada pela existência de ecossistemas únicos e por um elevado número de espécies endémicas, que representam um património natural de valor excecional”. “A biodiversidade singular dos Açores representa um património extremamente valioso, mas que é também muito frágil e sensível, pelo que nos cabe a todos, em conjunto, garantir a sua preservação”, disse. Alonso Miguel realçou que “a biodiversidade desempenha um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas e na qualidade de vida das populações, garantindo serviços de ecossistemas fundamentais, responsáveis por assegurar a qualidade do ar, a saúde dos nossos solos, a qualidade dos nossos alimentos, a recarga de aquíferos e a disponibilidade e purificação dos nossos recursos hídricos”, o que, em última instância “contribui para a segurança e bem-estar das populações, através da redução dos riscos associados aos diversos perigos naturais, como cheias, inundações, movimentos de vertentes, secas ou incêndios”. O Secretário Regional reconheceu, por isso, que “a preservação da biodiversidade e a gestão sustentável dos nossos recursos deve ser encarada como uma missão prioritária do ponto de vista da ação governativa, aos diversos níveis, assegurando necessariamente o envolvimento de toda a sociedade e uma aposta firme e contínua na literacia ambiental”. Neste contexto, a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática tem vindo a reforçar a sua atuação com investimentos muito significativos na implementação de diversos programas de conservação da natureza e preservação da biodiversidade, contando, para o efeito, com instrumentos financeiros e operacionais estratégicos para a Região, como o Programa LIFE. “Nos últimos anos têm vindo a ser implementados, com sucesso, diversos projetos LIFE estruturantes para os Açores, alguns dos quais recentemente concluídos, como o LIFE Vidália e o LIFE Beetles, e outros em execução, designadamente o LIFE IP AZORES NATURA, o LIFE IP CLIMAZ e o LIFE SNAILS, coordenados pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, que, no seu conjunto, representam um investimento global que ascende a cerca de 45 milhões de euros”. De acordo com o governante, “estes projetos são fundamentais para a capacitação técnica e operacional da administração pública no domínio da gestão e conservação da natureza, da preservação da biodiversidade e da ação climática, tendo por objetivo promover uma abordagem integrada de conservação, focada na recuperação de habitats, no controlo de espécies exóticas invasoras, na proteção de espécies ameaçadas e na mitigação e adaptação aos efeitos das alterações climáticas”. Alonso Miguel acrescentou ainda que “toda esta capacitação operacional, ao nível do planeamento e conhecimento científico, aliada à experiência adquirida localmente, permite-nos acreditar que é possível garantir a preservação e resiliência dos nossos ecossistemas, assegurando que as gerações futuras possam também usufruir do privilégio dos seus benefícios”. O Secretário Regional com a tutela do ambiente destacou que “a celebração do Dia Internacional da Diversidade Biológica tem por objetivo aumentar os níveis de consciencialização das populações para a importância da preservação da biodiversidade, bem como fomentar uma necessária mudança na nossa relação com a natureza e com os demais seres vivos”. Para assinalar esta efeméride, este ano, no âmbito da Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE), foram dinamizadas diversas iniciativas dirigidas à comunidade escolar, em várias ilhas do arquipélago, com o objetivo de promover a educação ambiental e o contacto direto com a riqueza natural dos Açores. Na ilha Terceira foi dinamizada a atividade “Conhece o Morcego dos Açores”, dedicada à sensibilização para a conservação desta espécie endémica, enquanto no Pico foram dinamizadas as atividades “Mini-turfeira: Um Ecossistema numa Garrafa” e “Não é um Bicho, é um Amigo!”, promovendo o conhecimento sobre as zonas húmidas e a importância dos insetos para o equilíbrio dos ecossistemas. No Faial realizaram-se visitas aos Viveiros do Jardim Botânico do Faial e a atividade “Explorar as Áreas Protegidas – Perímetro da Caldeira”, ao passo que nas Flores teve lugar a iniciativa “Rota dos Geossítios”, valorizando o património geológico e paisagístico da ilha. Na Graciosa realizou-se uma palestra de sensibilização dedicada à subespécie “Camarinha dos Açores” (Corema album), promovida pela Doutora Alexandra Abreu, investigadora do MARE–NOVA e da LA ARNET, seguida de uma apresentação sobre a respetivas características, habitat e dispersão, promovida pela Serviço de Ambiente e Ação Climática da Graciosa, procurando sensibilizar a comunidade para a importância da proteção da biodiversidade local e dos ecossistemas. Já na ilha de São Miguel, foi promovida uma visita à Reserva Natural do Ilhéu de Vila Franca do Campo, com vista a dar a conhecer os trabalhos de conservação da natureza aí desenvolvidos nos últimos anos. Neste Dia Internacional da Diversidade Biológica, através destas ações, a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática reafirmou o seu compromisso para com a promoção da literacia ambiental, a conservação da natureza e a valorização do património natural dos Açores, envolvendo as novas gerações na construção de uma Região mais resiliente, sustentável e ambientalmente responsável.