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Quota do atum-rabilho aumenta 21% em 2026, valoriza Governo dos Açores
Nova aplicação RecFishing já permite registo eletrónico de capturas para pescadores recreativos nos Açores
FUNDOPESCA ativado para compensar pescadores e armadores
A Secretaria Regional do Mar e Pescas (SRMP) é o departamento do governo responsável pela definição, avaliação e execução da política regional relativa Mar e Pescas. Na sua ação a SRMP procura, no âmbito do Governo Regional, desenvolver a sua ação em linha com a estratégia de reforço da Autonomia Regional e da sua afirmação geoestratégica no atlântico. Ao concentrar as competências na área do mar, incluindo a gestão da orla costeira e do licenciamento dos usos e atividades marítimas, numa só tutela demonstra-se a importância que o XIV governo atribui às políticas do Mar e ao desenvolvimento da sua economia associado ao conceito de sustentabilidade que promova a região e o País.
No âmbito das políticas Marítimas, a SRMP atua na definição da política regional para a valorização económica e ambiental do espaço marítimo dos Açores, nomeadamente através do seu ordenamento, da promoção do aumento do conhecimento sobre o meio marinho, do licenciamento para os usos do mar, incluindo atividades marítimo -turísticas, bem como da tomada de medidas com vista à preservação do seu bom estado ambiental e dos recursos aí existentes.
No âmbito do setor das pescas a SRMP promove o desenvolvimento, de forma sustentável da fileira da pesca e atua para valorizar o mar, este recurso tão determinante na nossa identidade coletiva, enquanto região ultraperiférica.
No âmbito da Inspeção compete à SRMP, na Região Autónoma dos Açores, programar, coordenar e executar, em colaboração com outros organismos e instituições, a fiscalização e o controlo da atividade da pesca e dos usos marítimos, respondendo à crescente necessidade de proteger os recursos da pesca como garante de uma atividade económica de muitos Açorianos.
O Secretário Regional do Mar e das Pescas
Mário Rui Rilhó de Pinho
13 de Fevereiro 2026
Quota do atum-rabilho aumenta 21% em 2026, valoriza Governo dos Açores
A quota de pesca dirigida ao atum-rabilho vai aumentar 21% em 2026, permitindo aos pescadores açorianos capturar 115 toneladas desta espécie de elevado valor comercial. Este aumento resulta de um processo negocial entre os Governos dos Açores e da Madeira, através dos seus serviços regionais de pescas, e a Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, que permitiu aumentar a quota disponível em mais 20 toneladas, passando de 95 toneladas em 2025 para 115 toneladas em 2026. Esta medida representa um reforço significativo das oportunidades económicas para o setor das pescas e para as comunidades costeiras dependentes desta atividade. De acordo com o despacho da Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, foi definida a repartição da quota nacional de atum-rabilho no Oceano Atlântico, a leste dos 45º W e no Mar Mediterrâneo, no âmbito do plano de pesca apresentado à Comissão Europeia. Para 2026, Portugal dispõe de uma quota total de 746,51 toneladas. O aumento da quota destinada à pesca dirigida nos Açores e Madeira está em linha com a valorização crescente do atum-rabilho nos mercados internacionais, onde a espécie tem elevado valor comercial e procura, sobretudo na indústria alimentar de exportação. O reforço das capturas poderá traduzir-se num maior rendimento dos armadores e dos pescadores açorianos, dinamizando economias locais e cadeias logísticas associadas, como a transformação, o transporte e o comércio. Além da pesca dirigida, o Despacho estabelece também a atribuição de 106,01 toneladas para pesca acessória a embarcações com portos de referência no continente, Açores e Madeira, garantindo maior flexibilidade operacional ao setor. O Governo dos Açores defende que o contributo do atum-rabilho para a sustentabilidade económica das comunidades piscatórias deve ser acompanhado por uma gestão responsável da pescaria por parte dos armadores, apostando na valorização máxima do preço desta espécie no mercado da primeira venda em lota.
11 de Fevereiro 2026
Nova aplicação RecFishing já permite registo eletrónico de capturas para pescadores recreativos nos Açores
O Governo dos Açores informa que já se encontra disponível para ser descarregada, nas plataformas Play Store e App Store, a aplicação RecFishing. Esta ferramenta digital foi concebida para assegurar o cumprimento da obrigatoriedade de registo diário de capturas por parte dos pescadores recreativos na Região, em conformidade com as recentes alterações ao regulamento europeu de controlo das pescas. A introdução desta obrigatoriedade decorre do Regulamento (UE) 2023/2842, que estabelece que os pescadores recreativos devem comunicar diária e eletronicamente as suas capturas, com especial enfoque em espécies sujeitas a medidas de conservação da União Europeia. Atualmente, em Portugal, o regime de registo obrigatório abrange as seguintes espécies: Atum-rabilho (Thunnus thynnus), Espadim-azul (Makaira nigricans), Espadim-branco (Tetrapterus albidus), Espadim-preto (Tetrapturus georgii) e Robalo-legítimo (Dicentrarchus labrax). Com a RecFishing, o processo de comunicação torna-se célere e acessível, garantindo que a atividade da pesca lúdica contribui para a recolha de dados científicos essenciais à gestão sustentável dos recursos marinhos. Para o esclarecimento de dúvidas sobre o funcionamento da aplicação, os pescadores podem contatar o suporte técnico através do e-mail [email protected] . Questões adicionais sobre o exercício da pesca recreativa nos Açores devem ser remetidas para a Inspeção Regional das Pescas, através do endereço [email protected]. Informações complementares e guias de utilização podem ser consultados no Portal da Inspeção Regional das Pescas e dos Usos Marítimos.