Presidência do Governo Regional
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
Presidência do Governo Regional
Intervenção do Presidente do Governo
Intervenção do Presidente do Governo
Presidência do Governo Regional
José Manuel Bolieiro highlights “enhanced civil protection” with new vehicle for Faial Fire Brigade
José Manuel Bolieiro highlights “enhanced civil protection” with new vehicle for Faial Fire Brigade
May 25, 2026
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
May 25, 2026
Intervenção do Presidente do Governo
May 20, 2026
José Manuel Bolieiro highlights “enhanced civil protection” with new vehicle for Faial Fire Brigade
Welcome Note
Welcome to the website of the President of the XIV Regional Government of the Azores.
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26
May
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May
27
10:00
Sessão de abertura da terceira reunião plenária do Conselho da Diáspora Açoriana
Palácio da Conceição, em Ponta Delgada.
Presidente do Governo
19:00
Audiência à Comissão de Pescas do Parlamento Europeu
Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada.
Presidente do Governo
11:00
Comemorações do Dia Nacional da Agricultura
Mercado Agrícola de Santana, concelho da Ribeira Grande.
Presidente do Governo
Nota de Imprensa
May 25, 2026
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a necessidade de afirmar os Açores como um exemplo de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na capacidade de transformar desafios em oportunidades. O líder do executivo açoriano enfatizou o momento simbólico que marca os 50 anos da Autonomia Política, sublinhando o orgulho na identidade do povo açoriano. “Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade”, afirmou. José Manuel Bolieiro destacou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para o governante açoriano este processo permitiu transformar profundamente a realidade das ilhas: “Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes cinquenta anos, com recuperação de enormes atrasos”, sublinhou. O presidente do Governo dos Açores salientou ainda a evolução verificada em áreas essenciais, como a saúde, a educação e a economia, destacando indicadores que evidenciam esse progresso - referiu, por exemplo, o aumento significativo dos profissionais de saúde, a generalização do ensino secundário a todas as ilhas e o crescimento da riqueza regional. “Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e é assim que se combate a pobreza histórica”, afirmou. Num discurso que conciliou memória e projeção de futuro, José Manuel Bolieiro destacou a importância da unidade das nove ilhas como base do desenvolvimento regional. “A unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma para trás”, disse, apontando a coesão como elemento fundamental para o sucesso coletivo. O líder do executivo açoriano abordou também o contexto internacional atual, marcado por instabilidade e incerteza, defendendo que os Açores devem assumir-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional. “Num momento internacional marcado por conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária”, declarou. A estratégia de desenvolvimento sustentável foi outro dos pilares da intervenção, com o Presidente do Governo dos Acores a destacar a valorização dos recursos naturais e a aposta nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, afirmou, sublinhando o papel do arquipélago na proteção do oceano e na antecipação de metas globais de sustentabilidade. Outro dos pontos centrais do discurso foi a dimensão geoestratégica dos Açores, cada vez mais relevante no contexto atlântico. O líder açoriano destacou o papel da Região como ponte entre continentes e como ativo estratégico para Portugal, a União Europeia e a NATO. “Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro”, referiu. José Manuel Bolieiro assinalou igualmente os 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, considerando que essa pertença tem sido crucial para a modernização do arquipélago e para a criação de novas oportunidades. Salientou, contudo, a necessidade de continuar a valorizar a condição ultraperiférica, conciliando-a com a crescente centralidade atlântica dos Açores. O presidente do Governo dos Acores deixou uma mensagem de confiança e ambição, apelando à mobilização coletiva. “Pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser”, afirmou, reforçando o compromisso com um futuro construído com todas as gerações. Nota relacionada: Intervenção do Presidente do Governo
May 25, 2026
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a necessidade de afirmar os Açores como um exemplo de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na capacidade de transformar desafios em oportunidades. O líder do executivo açoriano enfatizou o momento simbólico que marca os 50 anos da Autonomia Política, sublinhando o orgulho na identidade do povo açoriano. “Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade”, afirmou. José Manuel Bolieiro destacou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para o governante açoriano este processo permitiu transformar profundamente a realidade das ilhas: “Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes cinquenta anos, com recuperação de enormes atrasos”, sublinhou. O presidente do Governo dos Açores salientou ainda a evolução verificada em áreas essenciais, como a saúde, a educação e a economia, destacando indicadores que evidenciam esse progresso - referiu, por exemplo, o aumento significativo dos profissionais de saúde, a generalização do ensino secundário a todas as ilhas e o crescimento da riqueza regional. “Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e é assim que se combate a pobreza histórica”, afirmou. Num discurso que conciliou memória e projeção de futuro, José Manuel Bolieiro destacou a importância da unidade das nove ilhas como base do desenvolvimento regional. “A unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma para trás”, disse, apontando a coesão como elemento fundamental para o sucesso coletivo. O líder do executivo açoriano abordou também o contexto internacional atual, marcado por instabilidade e incerteza, defendendo que os Açores devem assumir-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional. “Num momento internacional marcado por conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária”, declarou. A estratégia de desenvolvimento sustentável foi outro dos pilares da intervenção, com o Presidente do Governo dos Acores a destacar a valorização dos recursos naturais e a aposta nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, afirmou, sublinhando o papel do arquipélago na proteção do oceano e na antecipação de metas globais de sustentabilidade. Outro dos pontos centrais do discurso foi a dimensão geoestratégica dos Açores, cada vez mais relevante no contexto atlântico. O líder açoriano destacou o papel da Região como ponte entre continentes e como ativo estratégico para Portugal, a União Europeia e a NATO. “Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro”, referiu. José Manuel Bolieiro assinalou igualmente os 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, considerando que essa pertença tem sido crucial para a modernização do arquipélago e para a criação de novas oportunidades. Salientou, contudo, a necessidade de continuar a valorizar a condição ultraperiférica, conciliando-a com a crescente centralidade atlântica dos Açores. O presidente do Governo dos Acores deixou uma mensagem de confiança e ambição, apelando à mobilização coletiva. “Pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser”, afirmou, reforçando o compromisso com um futuro construído com todas as gerações. Nota relacionada: Intervenção do Presidente do Governo
Intervenção
May 25, 2026
Intervenção do Presidente do Governo
Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, em Ponta Delgada, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores: “- Senhora Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Excelência; Permita-me que lhe dirija uma especial saudação, nesta que é a sua primeira participação na sessão celebrativa do Dia dos Açores e da sua Autonomia Política. - Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Excelência; - Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Excelência; - Senhora Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil do Governo Regional da Madeira, em representação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira - Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada; Permita-me que, na sua pessoa, faça uma saudação e felicitação à condição especial de Ponta Delgada, como capital Portuguesa da Cultura, 2026. - Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada; - Senhores Antigos Presidentes do Governo dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia da República; - Senhores Deputados ao Parlamento Europeu; - Senhoras e Senhores Membros do Governo Regional dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; - Senhora Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores; - Senhor Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores; - Senhor Coordenador Regional da Associação Nacional de Freguesias; - Magnífica Reitora da Universidade dos Açores; - Senhor Comandante Operacional dos Açores; - Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo de Angra; - Entidades Autárquicas, Religiosas, Militares, das Forças de Segurança e representantes de diversos organismos governamentais e não governamentais; - Dirigentes e Representantes das Ordens Profissionais, Organizações Sindicais, Associações Patronais, Profissionais, Culturais, Recreativas e Humanitárias, bem como das entidades representativas do setor social e solidário; - Distintos Agraciados; - Ilustres Convidados; - Minhas Senhoras e Meus Senhores. Açorianos: Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo. Evocamos a nossa identidade, a nossa história, e, de forma muito especial, evocamos os 50 anos de Autonomia Política. Exaltamos um marco fundador, a conquista da democracia. Exaltamos a consagração constitucional da Autonomia Política, a criação da Região Autónoma e dos Órgãos de Governo Próprio. Celebramos o que somos: Um Povo. Povo forjado ao longo de 600 anos de história insular. O Povo Açoriano, atlântico, ilhéu e resiliente, que, ao longo da sua história, soube transformar dificuldades em caminho, isolamento em abertura ao mundo e incerteza em esperança. No preâmbulo do nosso Estatuto Político-Administrativo está bem expressa a marca da identidade do Povo Açoriano, e cito: “afirmando-se herdeiros daqueles que historicamente resistiram ao isolamento e ao abandono, às intempéries e a outros cataclismos da natureza, aos ciclos de escassez material e às mais variadas contrariedades, forjando assim um singular e orgulhoso portuguesismo a que ousaram nomear de açorianidade”. A unidade das nove ilhas dos Açores é essencial para o sucesso deste projeto ousado e inovador. Unidade que é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores. Um desenvolvimento que permitiu um surto de progresso social, territorial e económico, em todas as ilhas, sem paralelo na nossa história pré-Autonomia Política. Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes 50 anos, com recuperação de enormes atrasos, por isolamento, solidão, desconsideração e abandono. Ao longo destas cinco décadas de Autonomia Política e Democrática, o Povo Açoriano escolheu, em cada eleição, a composição da Assembleia Legislativa e a subsequente formação dos Governos Regionais. Saúdo, com o simbolismo próprio desta ocasião, os meus antecessores, os Presidentes Mota Amaral, Madruga da Costa, Carlos César e Vasco Cordeiro. Assinalar, adequadamente, 50 anos de Autonomia Política é fazer compreender o que nos trouxe até aqui, e, simultaneamente, afirmar compromisso com o futuro. A Autonomia Política nasceu da consciência de uma real identidade própria e do nosso entendimento da Democracia Portuguesa. Entendemos que um Estado se torna mais forte quando reconhece a diversidade do seu território e Povo. Portugal é um País arquipelágico e o Povo Português tem povos insulares. Portugal é mais valioso por causa do território Açores. E a história do Povo Açoriano é um orgulho para o País. A nossa Autonomia Política forjou-se na liberdade trazida pelo 25 de Abril de 1974 e no texto da Constituição da República de 1976, sempre progressiva, em cada revisão constitucional subsequente. Os Deputados Constituintes dos Açores conceberam e defenderam, com conteúdo e projeção, como nunca dantes tinha sido sequer pensado ou alcançado, a Autonomia Política e a criação das Regiões Autónomas. Aproveito o ensejo para renovar e reforçar uma saudação, com reconhecimento e gratidão, aos nossos Deputados Constituintes: – Mota Amaral, Jaime Gama, Américo Natalino Viveiros, Germano Domingos, José Manuel Bettencourt e Rúben Raposo. Antero de Quental disse-nos: “A liberdade é a primeira condição para que alcancem as sociedades o fim a que as destina a Providência”. E tem sido assim, a nossa Autonomia Política Democrática nos Açores. Em liberdade, o Povo Açoriano tem escolhido, acreditando nos valores da governabilidade e do realismo das condições sociais e económicas. Apesar da grandeza dos desafios, e numa análise mais macro, estes cinquenta anos foram fazedores de conhecimento e de responsabilidade. Foram construtores de um caminho feito com o Povo, que transformou a realidade das nossas ilhas. A qualidade de vida que hoje vivemos nos Açores não tem nada a ver com aquela que tínhamos há 50 anos. Hoje, os açorianos têm acesso a cuidados de saúde, que eram impensáveis antes da Autonomia Política. Em 1976, os três hospitais existentes empregavam cerca de 700 pessoas. Hoje, em instalações maiores e modernizadas, e equipados com tecnologia avançada, empregam quase 4.200 pessoas. Em 1977 trabalhavam nos Açores 90 médicos. Hoje, trabalham 6.148 profissionais de saúde, dos quais cerca de 900 são médicos e 2.000 são enfermeiros. Hoje os açorianos têm mais qualificações. O ensino secundário foi alargado a todas as ilhas, a qualificação técnica de nível superior foi incentivada e a formação profissional consolidou-se como alternativa para os jovens açorianos. A evolução da riqueza produzida na Região cresceu muito. O PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026. O dobro. A economia da Região alterou-se profundamente. O turismo de natureza, as energias renováveis, os serviços especializados, a modernização da agricultura, a exportação de valor acrescentado dos produtos de agro e do marítimo alimentar impulsionaram o volume total da economia. Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica. Atualmente, temos o maior número de empregados de sempre. Mais de 120.000 pessoas estão empregadas nos Açores! Passamos de uma terra de emigrantes para uma Região que recebe imigrantes e bem os acolhe. E é essa capacidade coletiva que hoje importa reconhecer. E faço-o com orgulho, pois foi a Autonomia Política que o permitiu. Num momento internacional marcado pela instabilidade, conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária, e serem espaço político e social de estabilidade, de diálogo e de responsabilidade institucional. E tem sido com esse sentido de responsabilidade que temos vindo a afirmar a nossa estratégia. Uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que valoriza as pessoas, que promove o aumento do rendimento das famílias e das empresas, que mantém uma política de redução fiscal consistente, que estimula o crescimento económico, que promove a mobilidade interna das pessoas e a circulação de mercadorias, gerando riqueza, que assegure a estabilidade do emprego e qualificação do nosso recurso humano. Os Açores estão a reforçar a sua dimensão geoestratégica, com valorização do seu património natural e de todo o seu território - o terrestre, o marítimo e o espacial. Na verdade, o mundo e o futuro precisam dessa estratégia de desenvolvimento sustentável. E ambos precisam de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol. Compreender e respeitar a terra, o mar e o espaço é a melhor forma de criar valor. Valor para os Açores. Na proteção do oceano, lideramos pelo exemplo. E essa liderança é reconhecida, sobretudo a nível internacional, onde o cumprimento antecipado de objetivos globais de desenvolvimento sustentável previsto pelas Nações Unidas demonstra a consistência do nosso caminho. E este é um resultado da nossa Autonomia Política. Açorianos: Também este ano, celebramos 40 anos da nossa integração na União Europeia. A nossa integração europeia tem vindo a permitir reforçar meios financeiros para modernizar o nosso território, para qualificar os nossos cidadãos e, portanto, para potenciar novas oportunidades e ambições. Na atualidade, devemos juntar à nossa condição de Região Ultraperiférica, que justifica a atenção especial às nossas especificidades e necessidades, para que sejam cumpridos valores europeus e comunitários fundamentais, como a coesão social, a continuidade territorial, o direito a ficar das populações residentes, também a nossa condição de centralidade atlântica, que justifica o reconhecimento do valor que acrescentamos a Portugal, à União Europeia e à NATO. Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro. Elementos essenciais para sermos efetivamente relevantes nas transições globais, como sejam as transições climática, digital, energética e tecnológica. Todas muito importantes para a definição das economias de alta precisão, no mar, no espaço e em terra. Aliás, o melhor futuro que poderemos dar à nossa Autonomia, será o da Autonomia do conhecimento. Facto é que somos um ponto de ligação entre continentes. Uma relevante presença da União Europeia no Atlântico. Um território que é, simultaneamente, fronteira e ponto de encontro, linha avançada e lugar de convergência entre continentes, rotas e interesses globais. A importância geoestratégica dos Açores manifesta se na forma como o arquipélago acrescenta dimensão a Portugal e à União Europeia — no mar, no espaço, nas comunicações e na ciência. Portugal e a União Europeia têm, nos Açores, uma vantagem estratégica singular, a qual têm o dever e a oportunidade de reconhecer e potenciar. Os constrangimentos geográficos continuarão a existir, mas as oportunidades da geografia tornar-se-ão cada vez mais evidentes. Progressivamente, pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser. E é para essa transformação que trabalhamos, com confiança, transformando incerteza em ambição. É um dever. Com todas as gerações. Com todos os açorianos. Vivam os Açores!”
May 25, 2026
Intervenção do Presidente do Governo
Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, em Ponta Delgada, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores: “- Senhora Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Excelência; Permita-me que lhe dirija uma especial saudação, nesta que é a sua primeira participação na sessão celebrativa do Dia dos Açores e da sua Autonomia Política. - Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Excelência; - Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Excelência; - Senhora Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil do Governo Regional da Madeira, em representação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira - Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada; Permita-me que, na sua pessoa, faça uma saudação e felicitação à condição especial de Ponta Delgada, como capital Portuguesa da Cultura, 2026. - Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada; - Senhores Antigos Presidentes do Governo dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia da República; - Senhores Deputados ao Parlamento Europeu; - Senhoras e Senhores Membros do Governo Regional dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; - Senhora Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores; - Senhor Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores; - Senhor Coordenador Regional da Associação Nacional de Freguesias; - Magnífica Reitora da Universidade dos Açores; - Senhor Comandante Operacional dos Açores; - Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo de Angra; - Entidades Autárquicas, Religiosas, Militares, das Forças de Segurança e representantes de diversos organismos governamentais e não governamentais; - Dirigentes e Representantes das Ordens Profissionais, Organizações Sindicais, Associações Patronais, Profissionais, Culturais, Recreativas e Humanitárias, bem como das entidades representativas do setor social e solidário; - Distintos Agraciados; - Ilustres Convidados; - Minhas Senhoras e Meus Senhores. Açorianos: Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo. Evocamos a nossa identidade, a nossa história, e, de forma muito especial, evocamos os 50 anos de Autonomia Política. Exaltamos um marco fundador, a conquista da democracia. Exaltamos a consagração constitucional da Autonomia Política, a criação da Região Autónoma e dos Órgãos de Governo Próprio. Celebramos o que somos: Um Povo. Povo forjado ao longo de 600 anos de história insular. O Povo Açoriano, atlântico, ilhéu e resiliente, que, ao longo da sua história, soube transformar dificuldades em caminho, isolamento em abertura ao mundo e incerteza em esperança. No preâmbulo do nosso Estatuto Político-Administrativo está bem expressa a marca da identidade do Povo Açoriano, e cito: “afirmando-se herdeiros daqueles que historicamente resistiram ao isolamento e ao abandono, às intempéries e a outros cataclismos da natureza, aos ciclos de escassez material e às mais variadas contrariedades, forjando assim um singular e orgulhoso portuguesismo a que ousaram nomear de açorianidade”. A unidade das nove ilhas dos Açores é essencial para o sucesso deste projeto ousado e inovador. Unidade que é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores. Um desenvolvimento que permitiu um surto de progresso social, territorial e económico, em todas as ilhas, sem paralelo na nossa história pré-Autonomia Política. Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes 50 anos, com recuperação de enormes atrasos, por isolamento, solidão, desconsideração e abandono. Ao longo destas cinco décadas de Autonomia Política e Democrática, o Povo Açoriano escolheu, em cada eleição, a composição da Assembleia Legislativa e a subsequente formação dos Governos Regionais. Saúdo, com o simbolismo próprio desta ocasião, os meus antecessores, os Presidentes Mota Amaral, Madruga da Costa, Carlos César e Vasco Cordeiro. Assinalar, adequadamente, 50 anos de Autonomia Política é fazer compreender o que nos trouxe até aqui, e, simultaneamente, afirmar compromisso com o futuro. A Autonomia Política nasceu da consciência de uma real identidade própria e do nosso entendimento da Democracia Portuguesa. Entendemos que um Estado se torna mais forte quando reconhece a diversidade do seu território e Povo. Portugal é um País arquipelágico e o Povo Português tem povos insulares. Portugal é mais valioso por causa do território Açores. E a história do Povo Açoriano é um orgulho para o País. A nossa Autonomia Política forjou-se na liberdade trazida pelo 25 de Abril de 1974 e no texto da Constituição da República de 1976, sempre progressiva, em cada revisão constitucional subsequente. Os Deputados Constituintes dos Açores conceberam e defenderam, com conteúdo e projeção, como nunca dantes tinha sido sequer pensado ou alcançado, a Autonomia Política e a criação das Regiões Autónomas. Aproveito o ensejo para renovar e reforçar uma saudação, com reconhecimento e gratidão, aos nossos Deputados Constituintes: – Mota Amaral, Jaime Gama, Américo Natalino Viveiros, Germano Domingos, José Manuel Bettencourt e Rúben Raposo. Antero de Quental disse-nos: “A liberdade é a primeira condição para que alcancem as sociedades o fim a que as destina a Providência”. E tem sido assim, a nossa Autonomia Política Democrática nos Açores. Em liberdade, o Povo Açoriano tem escolhido, acreditando nos valores da governabilidade e do realismo das condições sociais e económicas. Apesar da grandeza dos desafios, e numa análise mais macro, estes cinquenta anos foram fazedores de conhecimento e de responsabilidade. Foram construtores de um caminho feito com o Povo, que transformou a realidade das nossas ilhas. A qualidade de vida que hoje vivemos nos Açores não tem nada a ver com aquela que tínhamos há 50 anos. Hoje, os açorianos têm acesso a cuidados de saúde, que eram impensáveis antes da Autonomia Política. Em 1976, os três hospitais existentes empregavam cerca de 700 pessoas. Hoje, em instalações maiores e modernizadas, e equipados com tecnologia avançada, empregam quase 4.200 pessoas. Em 1977 trabalhavam nos Açores 90 médicos. Hoje, trabalham 6.148 profissionais de saúde, dos quais cerca de 900 são médicos e 2.000 são enfermeiros. Hoje os açorianos têm mais qualificações. O ensino secundário foi alargado a todas as ilhas, a qualificação técnica de nível superior foi incentivada e a formação profissional consolidou-se como alternativa para os jovens açorianos. A evolução da riqueza produzida na Região cresceu muito. O PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026. O dobro. A economia da Região alterou-se profundamente. O turismo de natureza, as energias renováveis, os serviços especializados, a modernização da agricultura, a exportação de valor acrescentado dos produtos de agro e do marítimo alimentar impulsionaram o volume total da economia. Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica. Atualmente, temos o maior número de empregados de sempre. Mais de 120.000 pessoas estão empregadas nos Açores! Passamos de uma terra de emigrantes para uma Região que recebe imigrantes e bem os acolhe. E é essa capacidade coletiva que hoje importa reconhecer. E faço-o com orgulho, pois foi a Autonomia Política que o permitiu. Num momento internacional marcado pela instabilidade, conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária, e serem espaço político e social de estabilidade, de diálogo e de responsabilidade institucional. E tem sido com esse sentido de responsabilidade que temos vindo a afirmar a nossa estratégia. Uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que valoriza as pessoas, que promove o aumento do rendimento das famílias e das empresas, que mantém uma política de redução fiscal consistente, que estimula o crescimento económico, que promove a mobilidade interna das pessoas e a circulação de mercadorias, gerando riqueza, que assegure a estabilidade do emprego e qualificação do nosso recurso humano. Os Açores estão a reforçar a sua dimensão geoestratégica, com valorização do seu património natural e de todo o seu território - o terrestre, o marítimo e o espacial. Na verdade, o mundo e o futuro precisam dessa estratégia de desenvolvimento sustentável. E ambos precisam de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol. Compreender e respeitar a terra, o mar e o espaço é a melhor forma de criar valor. Valor para os Açores. Na proteção do oceano, lideramos pelo exemplo. E essa liderança é reconhecida, sobretudo a nível internacional, onde o cumprimento antecipado de objetivos globais de desenvolvimento sustentável previsto pelas Nações Unidas demonstra a consistência do nosso caminho. E este é um resultado da nossa Autonomia Política. Açorianos: Também este ano, celebramos 40 anos da nossa integração na União Europeia. A nossa integração europeia tem vindo a permitir reforçar meios financeiros para modernizar o nosso território, para qualificar os nossos cidadãos e, portanto, para potenciar novas oportunidades e ambições. Na atualidade, devemos juntar à nossa condição de Região Ultraperiférica, que justifica a atenção especial às nossas especificidades e necessidades, para que sejam cumpridos valores europeus e comunitários fundamentais, como a coesão social, a continuidade territorial, o direito a ficar das populações residentes, também a nossa condição de centralidade atlântica, que justifica o reconhecimento do valor que acrescentamos a Portugal, à União Europeia e à NATO. Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro. Elementos essenciais para sermos efetivamente relevantes nas transições globais, como sejam as transições climática, digital, energética e tecnológica. Todas muito importantes para a definição das economias de alta precisão, no mar, no espaço e em terra. Aliás, o melhor futuro que poderemos dar à nossa Autonomia, será o da Autonomia do conhecimento. Facto é que somos um ponto de ligação entre continentes. Uma relevante presença da União Europeia no Atlântico. Um território que é, simultaneamente, fronteira e ponto de encontro, linha avançada e lugar de convergência entre continentes, rotas e interesses globais. A importância geoestratégica dos Açores manifesta se na forma como o arquipélago acrescenta dimensão a Portugal e à União Europeia — no mar, no espaço, nas comunicações e na ciência. Portugal e a União Europeia têm, nos Açores, uma vantagem estratégica singular, a qual têm o dever e a oportunidade de reconhecer e potenciar. Os constrangimentos geográficos continuarão a existir, mas as oportunidades da geografia tornar-se-ão cada vez mais evidentes. Progressivamente, pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser. E é para essa transformação que trabalhamos, com confiança, transformando incerteza em ambição. É um dever. Com todas as gerações. Com todos os açorianos. Vivam os Açores!”