- Prevenção
Governo dos Açores prossegue aposta na prevenção de comportamentos aditivos e dependências em toda a Região
Governo dos Açores apela à Assembleia da República para que criminalize novas substâncias psicoativas
Governo dos Açores apresentou campanha “Nem só de álcool se faz a festa”
A Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências é o serviço operativo da Secretaria Regional da Saúde e Desporto que tem como missão a Promoção da Saúde e Estilos de Vida Saudável e a Prevenção e Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (CAD).
Tem como visão consolidar e aprofundar uma política pública integrada e eficaz no âmbito da prevenção dos CAD, com base numa articulação intersectorial, visando ganhos em saúde e o bem-estar na sociedade.
Pretende-se que toda a intervenção seja centralizada no cidadão, numa visão ativa do seu ciclo de vida. Neste sentido, torna-se fundamental disponibilizar respostas o mais precocemente possível, que não se centrem apenas na doença mas que promovam a saúde da pessoa, reforçando as competências pessoais e os laços familiares e sociais.
Este espaço tem como desígnio proporcionar informação atualizada sobre as nossas estratégias e projetos a desenvolver, pretendendo também recolher as vossas opiniões/sugestões, esclarecer as vossas dúvidas e responder às vossas questões.
26 de Março 2025
Governo dos Açores prossegue aposta na prevenção de comportamentos aditivos e dependências em toda a Região
Para além do programa “Haja Saúde” que, na Terceira, trabalha a prevenção nos comportamentos aditivos, a Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências, em articulação com os parceiros do setor, criou mais duas equipas para trabalhar neste âmbito, passando agora a cobrir todo o arquipélago dos Açores. O projeto “Mais Saúde” e o “Sementes de Mudança” aliam-se ao esforço do Governo Regional para desenvolver, nos Açores, um trabalho de prevenção dos comportamentos aditivos e dependências mais consistente, eficaz e atento às idiossincrasias de cada ilha. Estas três equipas de prevenção vão funcionar em três zonas geográficas específicas e, assim, passar-se-á a cobrir todas as ilhas do arquipélago, “potenciando a proximidade que, por sua vez, facilitará a relação com o público-alvo, essencial para o trabalho de prevenção”, sublinha Mónica Seidi, Secretária Regional da Saúde e Segurança Social. Valorizando cada vez mais o eixo da prevenção, a Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências tem desde o presente ano um departamento, em São Miguel, integrado no Núcleo da Promoção de Estilos de Vida e Prevenção, atendendo às necessidades que se têm vindo a verificar na ilha. Como forma de incluir cada vez mais a comunidade no processo de combate aos comportamentos aditivos, a Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências dinamizou, na ilha Terceira no passado sábado, o II Encontro “As juntas de freguesia enquanto suporte da comunidade: o seu papel no fenómeno dos comportamentos aditivos", contando com a presença de presidentes de junta das ilhas Graciosa, Terceira e Santa Maria. O terceiro e último encontro realizar-se-á no Pico, a 3 de maio, e chegará assim a todos os restantes presidentes de juntas de freguesia dos Açores. Relativamente ao eixo do tratamento, o executivo regional estabeleceu 20 convenções com comunidades terapêuticas de modo a diversificar o tipo de resposta disponível, e assegurando tratamentos cada vez mais “à medida” de cada utente, potenciando o seu sucesso. O compromisso do Governo dos Açores com a prevenção e combate às dependências mantém-se prioritário, promovendo um reforço contínuo dos meios disponíveis para assegurar uma resposta eficaz e integrada a este problema de saúde pública.
6 de Dezembro 2024
Governo dos Açores apela à Assembleia da República para que criminalize novas substâncias psicoativas
A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, através da Direção Regional da Prevenção e Combate às Dependências, enviou ao Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, um pedido para a rápida criminalização de novas substâncias psicoativas identificadas recentemente em circulação nas ilhas de São Miguel e Terceira, que representam uma ameaça emergente à saúde pública. O apelo surge após denúncia feita na última reunião da ‘task-force’ dedicada ao tema, onde foram apontadas alterações significativas no comportamento de indivíduos com dependência seguidos pela equipa de rua. A rápida articulação entre as várias entidades, e a disponibilidade imediata da Polícia Judiciária, permitiu que fossem identificadas novas substâncias em amostras de droga apreendidas pelas autoridades. O rápido surgimento destas novas substâncias dificulta a sua identificação pelas autoridades, agravando os riscos associados ao seu consumo pelo seu alto potencial aditivo, toxicidade e efeitos imprevisíveis no organismo. Atualmente, estas novas substâncias ainda não estão criminalizadas nem incluídas no quadro legal da Lei da Droga 15/93, de 22 de janeiro, o que cria uma lacuna na capacidade das autoridades de agir eficazmente para controlar o seu consumo, tráfico e distribuição. Este vácuo legislativo compromete a proteção das populações mais vulneráveis, especialmente jovens, e limita os esforços preventivos e repressivos na Região, como noutros locais, pelo que a inclusão destas substâncias na legislação é uma medida urgente e essencial para capacitar as autoridades na sua atuação contra o fenómeno. Somente através de uma resposta célere e coordenada entre as diversas entidades – governamentais, educativas, sociais e de saúde – será possível proteger o bem-estar e a saúde das comunidades açorianas, minimizando o impacto dos comportamentos aditivos e dependências na Região.