Berta Cabral diz que Açores reforçam liderança na inovação energética com projeto europeu EV4EU
Governo dos Açores promoveu Curso de Formação em Produção e Análise de Superfícies LiDAR
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O LREC foi criado em 1980 e exerce a sua atividade nos domínios da Engenharia Geotécnica, Engenharia de Estruturas, Engenharia de Materiais, Engenharia Sísmica, Engenharia Rodoviária e Geologia de Engenharia.
Para além da investigação aplicada às especificidades regionais, o LREC tem como atribuições genéricas, definidas pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 17/2024/A, o apoio técnico às obras de engenharia civil e o controlo da qualidade dos materiais de construção, competindo-lhe ainda a divulgação científica e técnica no domínio da Engenharia Civil. Caracterizam a sua atividade a prestação de serviços laboratoriais, através da realização de ensaios, calibrações, estudos e emissão de pareceres, a todas as entidades públicas ou privadas que o solicitem. Poder-se-á assim dizer que o LREC é um organismo disponibilizado pelo Governo Regional dos Açores / Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas para servir como instrumento na avaliação e controlo da qualidade da construção a nível regional.
"É política do LREC obter e manter um elevado nível de Qualidade em todas as suas atividades, pretendendo assim contribuir para que os sectores de atividade da RAA ligados à construção civil e obras públicas, possam dispor de um conjunto de serviços, de natureza laboratorial e de controlo da Qualidade, com a garantia da idoneidade, de isenção e da aspiração à Excelência ..."

Missão
O LREC tem por missão promover a investigação científica aplicada às especificidades regionais e o desenvolvimento tecnológico no domínio da engenharia civil, bem como disponibilizar, a todas as entidades públicas ou privadas que o solicitem, um conjunto de serviços de natureza laboratorial e de controlo da qualidade, com a garantia de idoneidade e de isenção.
Através da sua atividade o LREC visa fomentar a qualidade e a segurança nas obras, a modernização do sector da construção civil e a preservação do património natural e construído.
10 de Abril 2026
Berta Cabral diz que Açores reforçam liderança na inovação energética com projeto europeu EV4EU
A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, destacou hoje, em Ponta Delgada, a relevância estratégica do projeto europeu EV4EU – Electric Vehicles Management for Carbon Neutrality in Europe - para o futuro energético da Região Autónoma dos Açores. A governante falava no auditório do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), na sessão dedicada à apresentação dos resultados do demonstrador português do projeto, localizado na ilha de São Miguel. Financiado pelo programa Horizonte Europa, o EV4EU “colocou os Açores no centro da reflexão europeia sobre soluções inovadoras para a integração da mobilidade elétrica nos sistemas energéticos”, afirmou. Berta Cabral elogiou o papel da Direção Regional da Energia e do LREC, sublinhando que a integração de entidades açorianas num consórcio internacional “demonstra a elevada capacidade técnica existente na Região e o valor de iniciativas que trazem conhecimento, inovação e experiência prática para os Açores”. Estes projetos, acrescentou, “não são meros exercícios académicos ou laboratoriais, mas instrumentos concretos de capacitação regional, essenciais para aproximar os Açores das melhores práticas europeias”, reforçando que “a inovação é um pilar incontornável da transição energética”. Segundo Berta Cabral, “não haverá futuro sustentável sem soluções tecnológicas inteligentes, sem novos modelos de gestão da energia e sem a integração coerente de setores como a energia e a mobilidade”. A governante salientou que a mobilidade elétrica representa “uma oportunidade única para acelerar a descarbonização, aumentar a eficiência do sistema elétrico e reforçar a integração das energias renováveis”, destacando o percurso de referência dos Açores nesta área. Berta Cabral recordou ainda o investimento consistente da Região em fontes renováveis, com especial enfoque na energia geotérmica, um exemplo claro da aposta em recursos endógenos que reduzem a dependência de combustíveis fósseis, diminuem emissões e reforçam a segurança energética. Neste quadro, a responsável da tutela afirmou que a mobilidade elétrica assume um papel central na estratégia regional, destacando o Plano para a Mobilidade Elétrica dos Açores (PMEA) como instrumento estruturante da visão governamental para uma economia mais limpa, eficiente e sustentável. O projeto EV4EU, disse, “acrescentou valor significativo a este percurso”. O EV4EU desenvolveu e testou estratégias inovadoras de gestão inteligente de veículos elétricos, com destaque para soluções Vehicle-to-Everything (V2X), que demonstram como os veículos podem evoluir de simples consumidores de energia para unidades de armazenamento distribuído, capazes de apoiar a rede elétrica, absorver excedentes de produção renovável e reforçar a resiliência do sistema — especialmente relevante em territórios insulares como os Açores. Segundo a Secretária Regional, o demonstrador instalado em São Miguel “permitiu identificar limitações, consolidar conhecimento e retirar ensinamentos essenciais para futuros desenvolvimentos”, sublinhando que mesmo quando a implementação não é imediata, “o conhecimento adquirido é de valor inegável e constitui base sólida para novas abordagens e projetos”. Num mundo marcado por mudanças constantes, Berta Cabral reforçou a urgência de investir na inovação, na transição energética e na diversificação de fontes, para construir “um futuro mais resiliente, seguro e próspero”. A Secretária Regional recordou ainda o contributo dos projetos desenvolvidos ao abrigo do PRR, através dos quais a EDA reforçou a produção elétrica para fornecimento público, enquanto os privados, com o SOLENERGE, investiram no autoconsumo. Foi neste quadro que destacou que projetos como o EV4EU “provam que os Açores têm condições para participar ativamente na construção das soluções energéticas do futuro, contribuindo para os objetivos regionais, nacionais e europeus de neutralidade carbónica”. “Este é um caminho que estamos a trilhar com sucesso, reconhecido internacionalmente e que nos posiciona nos melhores ‘benchmarks’ de desenvolvimento sustentável”, afirmou, concluindo que a transição energética na Região “é um desígnio estratégico construído de forma estruturada e coerente”. Berta Cabral rematou defendendo que “é vital que entidades públicas, privadas e cada cidadão assumam o seu papel de forma autónoma, consciente e responsável neste processo transformador”.
6 de Abril 2026
Governo dos Açores promoveu Curso de Formação em Produção e Análise de Superfícies LiDAR
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática promoveu um curso de formação em Produção e Análise de Superfícies LiDAR (Light Detection and Ranging), ministrada pelo especialista Nelson Ribeiro Pires, Engenheiro Geoespacial e Professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que decorreu na ilha de São Miguel, entre os dias 27 de março e 2 de abril, com o objetivo de contribuir para a capacitação da Região neste domínio. Segundo o Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, “a formação teve como principal objetivo capacitar os profissionais da Administração Pública Regional ao nível do tratamento e análise de dados LiDAR e de fotogrametria, dotando-os de competências essenciais para reforçar a capacidade de resposta e planeamento em diversas áreas, entre as quais, produção cartográfica, gestão de riscos, Proteção Civil, desenvolvimento florestal, ordenamento do território e gestão sustentável da paisagem, através da produção, análise e utilização de informação geoespacial de elevada precisão”. O LiDAR é uma tecnologia de deteção remota ativa que permite obter pontos tridimensionais, através da medição das propriedades da luz refletida em objetos distantes, possibilitando medir distâncias e movimentos com precisão, em tempo real, e criar modelos detalhados do terreno, essenciais, por exemplo, para a simulação de cheias e movimento de vertente, para a monitorização de áreas costeiras e para mapeamento de bacias hidrográficas. Esta formação, promovida no âmbito do projeto Life IP Climaz, com uma duração de 26 horas, reuniu 35 formandos provenientes de diversas áreas, incluindo técnicos da Administração Pública afetos à Proteção Civil, ambiente e ação climática, ordenamento do território, serviços florestais, políticas marítimas, bem como do Laboratório Regional de Engenharia Civil. Alonso Miguel lembrou que “o Governo Regional promoveu a realização, em 2024, de um levantamento aerofotogramétrico, com varrimento LiDAR, que será tornado público brevemente, encontrando-se a ultimar um procedimento concursal para a produção de cartografia topográfica vetorial, à escala de 1:2000 para as áreas edificadas e de 1:10.000 para as áreas não edificadas da Região, que dotará a Região de uma base cartográfica comum e normalizada”. “Com este procedimento para a aquisição de serviços de cartografia topográfica vetorial, que será lançado ainda em 2026, representando um investimento de 2,2 milhões de euros, a Região passa a dispor de informação de elevado detalhe de toda a sua superfície, nomeadamente modelos digitais do terreno e de superfície de elevada resolução, algo inédito até então, assegurando uma evolução muito significativa, com reflexos relevantes ao nível do conhecimento, planeamento e gestão do território”, prosseguiu. Alonso Miguel acrescentou que “a cartografia de pormenor é também fundamental no âmbito dos processos de planeamento territorial, nomeadamente, para a alteração de Instrumentos de Gestão Territorial, com especial enfoque na alteração e revisão dos Planos Especiais de Ordenamento do Território e dos Planos Municipais de Ordenamento do Território (PDM), os quais, de acordo com o Programa Regional para as Alterações Climáticas, devem desenvolver cartografia de pormenor à escala de 1:2.000 ou superior, sempre que visem determinar o afastamento de edificações, equipamentos ou infraestruturas de zonas de risco significativo”. O governante destacou também que a subsequente cartografia a ser elaborada, com base nesta informação, terá como principal objetivo atualizar, de forma detalhada, as faixas das áreas edificadas das nossas ilhas expostas aos riscos costeiros durante a ocorrência de eventos extremos, bem como permitir a criação de cenários no âmbito das alterações climáticas, contribuindo para a definição de medidas de mitigação e de adaptação, aspeto com significativa importância também no que diz respeito à segurança de pessoas e bens. O Secretário Regional sublinhou que, “até ao momento, desde 2022, já foram investidos cerca de 1,5 milhões de euros para capacitação da Região com equipamentos tecnológicos, fundamentais para o desenvolvimento e atualização de cartografia nas nove ilhas”. “A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática procedeu, em 2023, à aquisição de diversos equipamentos com o objetivo de capacitar os serviços internos na área da geodesia, cartografia e cadastro, num investimento superior a 800 mil euros, financiado a 100% no âmbito do REACT-EU, tendo sido adquiridos quatro Estações Totais, quatro Recetores GNSS, nove Drones Multirotores, uma Estação Permanente GNSS, três Quadrirotores para levantamento LiDAR, três Workstations, três Restituidores fotogramétricos, um Laser Scanner e nove Recetores GNSS para a Rede de Estações Permanentes”, recordou. Alonso Miguel referiu que “de nada serviria capacitar a Região com equipamentos tecnológicos de ponta, se não fosse ministrada a correspondente formação, que permita aos técnicos da Administração Pública tirar o máximo partido da utilização eficiente destas ferramentas”, acrescentando que “com o salto tecnológico que a Região deu será possível atualizar conteúdos cartográficos com maior frequência, sendo esta informação também pertinente para a investigação e ciência e para o tecido empresarial dos Açores”. O governante concluiu afirmando que “o desenvolvimento destas competências na Administração Pública Regional reforça a capacidade de resposta na prevenção de riscos naturais, na gestão ambiental e na disponibilização de informação técnica essencial para a tomada de decisão e o planeamento territorial na Região”. A formação centrou-se no conhecimento de plataformas autónomas, sensores e aplicações, bem como nos algoritmos usados no processamento fotogramétrico. O curso foi pensado numa abordagem aberta, tendo sido dado primazia à utilização de software opensource como o OpenDroneMap (ODM) e ferramentas como o PDAL (Point Data Abstraction Library) e o Open Point Cloud, para processamento e classificação de nuvens de pontos. No entanto, também foram testadas outras ferramentas com código proprietário como o LAStools e o Whiteboxtools para Qgis.
