- X Jornadas Florestais da Macaronésia
Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação reforça infraestruturas agrícolas na ilha das Flores
António Ventura faz balanço da época venatória e destaca gestão sustentável das espécies e reforço de fiscalização
Açores aumentam área rearborizada e reforçam gestão ativa dos ecossistemas florestais
A Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial (DRRFOT) é o serviço de natureza operativa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, a quem compete apoiar na definição da política de ordenamento, proteção, desenvolvimento e uso dos recursos florestais, cinegéticos e piscícolas das águas interiores da Região Autónoma dos Açores.
A DRRFOT dispõe dos seguintes serviços: Direção de Serviços Florestais (DSF), que compreende as Divisões de Gestão para o Uso Múltiplo (DGU), de Ordenamento e Sistemas de Informação (DOSI) e de Apoio ao Sector Florestal (DASF); Divisão Administrativa, Financeira e de Planeamento (DAFP), que compreende a Secção de Apoio Administrativo (SAA).
A DRRFOT dispõe ainda de serviços operativos (Serviços Florestais) em todas as ilhas do arquipélago.
A DRRFOT tem como missão principal zelar por uma utilização racional dos recursos florestais e naturais da Região, coordenando, fiscalizando e orientando tecnicamente a exploração florestal, e, simultaneamente, promovendo estudos que visem não só a melhoria genética das espécies florestais já existentes, como também a utilização de novas espécies que venham diversificar a floresta açoriana.
Por outro lado, a DRRFOT tem também como missão a manutenção e beneficiação das redes viárias rural e florestal, facilitando assim a entrada dos factores de produção e a saída dos produtos das explorações.
Por fim, à DRRFOT compete ainda a gestão dos recursos cinegéticos e piscícolas das águas interiores da Região, tomando medidas que visem uma utilização racional desses recursos assegurando, simultaneamente, a preservação dessas mesmas espécies.
11 de Julho 2026
Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação reforça infraestruturas agrícolas na ilha das Flores
A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação prossegue a sua política de reforço da cooperação institucional entre os serviços sob a sua tutela, promovendo uma atuação articulada e de proximidade em todas as ilhas dos Açores. Esta estratégia visa responder de forma mais eficaz aos desafios associados à manutenção das infraestruturas agrícolas e florestais, bem como à melhoria dos sistemas de abastecimento de água à lavoura. Nesse sentido, no passado dia 6 de julho, durante uma jornada de trabalho na ilha das Flores, o Diretor Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento do Território (DRRFOT), o Presidente do IROA, S.A. e o Presidente da Associação de Agricultores da Ilha das Flores realizaram uma visita técnica ao terreno para avaliar diversas intervenções em curso e definir novas medidas de atuação. No âmbito desta deslocação, foi celebrado um protocolo de colaboração entre o IROA, S.A. e a DRRFOT, que prevê a cedência de uma máquina “Limpa Bermas” de estrada. Este equipamento permitirá reforçar a capacidade de intervenção na manutenção dos cerca de 43 quilómetros de caminhos do perímetro florestal da ilha das Flores, assegurando uma execução mais rápida e eficiente dos trabalhos e contribuindo para minimizar os constrangimentos decorrentes da escassez de recursos humanos. Durante a visita, o IROA, S.A. procedeu igualmente à fiscalização final da empreitada de reparação e beneficiação do sistema de abastecimento de água à lavoura na freguesia de Ponta Delgada, tendo sido determinada a realização dos estudos necessários para o reforço desta infraestrutura, numa parceria a desenvolver com a respetiva Junta de Freguesia. A jornada de trabalho incluiu também o levantamento técnico do sistema de abastecimento de água à lavoura da freguesia da Fazenda das Lajes, etapa que permitirá avançar com o projeto de requalificação desta infraestrutura, igualmente em articulação com a Junta de Freguesia local, atendendo ao seu atual estado de degradação. Sobre a ação nestas frentes, o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, reafirma que “a melhoria dos sistemas de abastecimento de água à lavoura continua a ser uma prioridade estratégica”. O governante sublinha que o executivo está a “investir na redução das perdas nas redes de distribuição”. E prosseguiu: “só assim conseguimos reforçar a eficiência na utilização dos recursos hídricos e aumentar a resiliência do setor agrícola face aos desafios atuais”. “Paralelamente, mantemos um compromisso firme com a valorização das infraestruturas agrícolas e florestais, prosseguindo o investimento na melhoria dos caminhos agrícolas e rurais, na modernização dos sistemas de abastecimento de água e no reforço das parcerias institucionais. O nosso objetivo é criar melhores condições para os agricultores e promover um setor agrícola cada vez mais sustentável e preparado para o futuro”, vinca por fim o governante.
24 de Março 2026
António Ventura faz balanço da época venatória e destaca gestão sustentável das espécies e reforço de fiscalização
O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, divulga o balanço final da época venatória 2025/2026 - a apresentação dos dados decorreu no âmbito de uma visita ao Posto Cinegético da Chã da Macela, no concelho da Lagoa. Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, os resultados evidenciam “uma gestão responsável e sustentável dos recursos naturais, marcada pela normalidade das atividades, pela segurança e pela fiscalização reforçada”. Este balanço reflete a atividade cinegética desenvolvida em todas as ilhas do arquipélago, com a aplicação de níveis de pressão ajustados à realidade populacional e às especificidades de cada território. Embora a pressão de caça se tenha mantido globalmente semelhante à da época anterior, o Governo Regional aplicou ajustes cirúrgicos fundamentados tecnicamente - o aumento dos dias de caça ao coelho-bravo nas ilhas de São Miguel, Faial e Flores, justificado pelos elevados níveis de abundância da espécie, e a interdição da caça à narceja-comum nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, em resposta ao declínio observado nas populações nidificantes. Até ao final da época, a Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial emitiu 2.011 licenças de caça, correspondendo a 1.896 caçadores distintos. Deste total, 1.905 licenças foram atribuídas a residentes e 106 a não residentes, mantendo a média da última década. A ilha de São Miguel concentrou o maior número de licenças (924), seguindo-se a Terceira (371), Faial (162), Pico (138), São Jorge (117), Santa Maria (83), Flores (69) e Graciosa (41). A atratividade para caçadores não residentes foi particularmente relevante no Pico (23,2% das licenças), São Jorge (18,%), Graciosa (9,8%) e Terceira (9,4%). Entre 1 de julho de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, os Serviços Florestais realizaram 218 ações de fiscalização, num total de 1.087 horas de operação e 770 abordagens no terreno. Registaram-se apenas oito infrações (sobretudo relacionadas com horários interditos, falta de documentação e caça em áreas proibidas), o que demonstra um elevado cumprimento das regras por parte dos praticantes. Durante estas ações, foram inquiridos 421 caçadores (22,2% dos habilitados nesta época), a maioria revelou-se satisfeita com o atual modelo: 60,1% consideram que os períodos de caça devem manter-se e 74,9% defendem a manutenção dos limites diários de abate. Nos próximos meses, o Governo dos Açores irá analisar os indicadores de monitorização das populações, o resultado dos abates e os pedidos de correção de densidade. Estes dados científicos, aliados ao diálogo com organizações de caçadores, agricultores e entidades ambientais, servirão de base para o calendário da época 2026/2027, que inicia a 1 de julho. “O trabalho conjunto entre caçadores, técnicos e entidades parceiras está a fortalecer a resiliência do território e a preparar as ilhas para os desafios futuros”, afirma António Ventura. O governante conclui reiterando que “o compromisso e o respeito pela natureza continuam a ser a base para garantir ecossistemas equilibrados e uma atividade venatória alinhada com a sustentabilidade”.