- X Jornadas Florestais da Macaronésia
Açores aumentam área rearborizada e reforçam gestão ativa dos ecossistemas florestais
Calendários venatórios para a época 2025 – 2026 publicados em Jornal Oficial
Uso de ‘drones’ tem sido um “poderoso aliado” na conservação ambiental, sublinha António Ventura
A Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial (DRRFOT) é o serviço de natureza operativa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, a quem compete apoiar na definição da política de ordenamento, proteção, desenvolvimento e uso dos recursos florestais, cinegéticos e piscícolas das águas interiores da Região Autónoma dos Açores.
A DRRFOT dispõe dos seguintes serviços: Direção de Serviços Florestais (DSF), que compreende as Divisões de Gestão para o Uso Múltiplo (DGU), de Ordenamento e Sistemas de Informação (DOSI) e de Apoio ao Sector Florestal (DASF); Divisão Administrativa, Financeira e de Planeamento (DAFP), que compreende a Secção de Apoio Administrativo (SAA).
A DRRFOT dispõe ainda de serviços operativos (Serviços Florestais) em todas as ilhas do arquipélago.
A DRRFOT tem como missão principal zelar por uma utilização racional dos recursos florestais e naturais da Região, coordenando, fiscalizando e orientando tecnicamente a exploração florestal, e, simultaneamente, promovendo estudos que visem não só a melhoria genética das espécies florestais já existentes, como também a utilização de novas espécies que venham diversificar a floresta açoriana.
Por outro lado, a DRRFOT tem também como missão a manutenção e beneficiação das redes viárias rural e florestal, facilitando assim a entrada dos factores de produção e a saída dos produtos das explorações.
Por fim, à DRRFOT compete ainda a gestão dos recursos cinegéticos e piscícolas das águas interiores da Região, tomando medidas que visem uma utilização racional desses recursos assegurando, simultaneamente, a preservação dessas mesmas espécies.
27 de Janeiro 2026
Açores aumentam área rearborizada e reforçam gestão ativa dos ecossistemas florestais
A Região Autónoma dos Açores registou, em 2025, um aumento de 16,8% na área arborizada face ao ano anterior, totalizando cerca de 141,5 hectares de novas intervenções. O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha que este crescimento demonstra o compromisso do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano. “O aumento da área rearborizada em 2025 demonstra o compromisso firme do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano, confirmando que estamos a consolidar um caminho de gestão ativa das nossas florestas que reforça simultaneamente a sua resiliência ambiental e a sua importância económica”, afirma o governante, baseando-se nos dados da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial. Em 2025, foram cedidas 493.568 plantas através dos Viveiros Florestais da Região. As empresas e entidades particulares foram responsáveis pela arborização de cerca de 73,7 hectares, um valor significativo num ano de transição entre quadros comunitários. “Perspetiva-se que, com a entrada em vigor dos apoios do PEPAC, haja um incremento significativo das áreas arborizadas por entidades privadas, particularmente através da florestação de pastagens marginais, contribuindo para elevar a taxa de arborização do arquipélago, que se situa atualmente nos 31%”, referiu António Ventura. De salientar também o papel do Governo Regional dos Açores, com intervenções de arborização em 2025 em cerca de 60 hectares, quer com meios próprios quer com recurso a parcerias, estando grande parte destas arborizações associadas à gestão dos Perímetros Florestais públicos ou à execução de projetos comunitários, como por exemplo os cofinanciados pelo programa LIFE. Destacam-se ainda ações de arborização por parte de autarquias, associações e coletividades em cerca de 7,8 hectares. A estratégia de plantação diferenciou-se consoante os objetivos de cada área. A criptoméria manteve a preferência para produção florestal, ocupando cerca de 70 hectares. Já em áreas destinadas à conservação e recuperação da biodiversidade, priorizaram-se as espécies nativas, como o cedro-do-mato, o louro, a ginja e o azevinho, com a utilização de 178.551 plantas em 40 hectares. “Este reforço das intervenções de rearborização integra-se numa estratégia ampla de adaptação às alterações climáticas, de proteção dos solos e de regulação hídrica, refletindo também uma seleção criteriosa das espécies”, explica o Secretário Regional. O governante destaca ainda a utilização de espécies ornamentais, como carvalhos e camélias, para a qualificação paisagística de áreas públicas. O reforço das intervenções de rearborização em 2025 insere-se num esforço mais amplo de recuperação de áreas degradadas e aumento da produtividade da floresta açoriana, aumento da capacidade de regulação hídrica e conservação dos solos, valorização dos serviços dos ecossistemas, bem como na construção de uma paisagem mais diversificada e equilibrada, capaz de promover a resiliência climática do território.
1 de Julho 2025
Calendários venatórios para a época 2025 – 2026 publicados em Jornal Oficial
O Governo Regional dos Açores publicou já em Jornal Oficial as portarias que estabelecem os calendários venatórios de cada ilha para a próxima época, que se inicia hoje e termina a 30 de junho de 2026. O calendário venatório é constituído de forma a se adequar à realidade de cada ilha e visa fornecer aos caçadores quais as espécies que se podem caçar, o período em que a caça pode ser exercida, o número de peças que podem ser capturadas, os locais onde a caça é permitida e os processos de caça que podem ser utilizados. A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento do Território, pretende assegurar que a gestão dos recursos cinegéticos regionais é feita de uma forma sustentável, no respeito pelos princípios de conservação da natureza e do equilíbrio ecológico, e em articulação com as restantes formas de exploração da terra. Nesse sentido, é desenvolvida uma estratégia de gestão que assenta essencialmente no desenvolvimento de estudos técnico-científicos que permitam aprofundar os conhecimentos sobre a biologia e ecologia das espécies cinegéticas na Região; na monitorização da abundância das diferentes espécies cinegéticas e demais trabalhos e estudos desenvolvidos ao longo dos anos pelos serviços florestais de cada ilha; no acompanhamento do esforço de caça praticado; na fiscalização e recolha de dados sobre as jornadas de caça e no estabelecimento de calendários venatórios ajustados à realidade de cada ilha e às circunstâncias do momento, sendo passível de alterações, assim que a evolução da situação o justifique. Todas as propostas para os calendários venatórios para a época de 2025/2026 foram apresentadas, analisadas e discutidas com as organizações de caçadores, associações de agricultores, de produtores florestais e de defesa do ambiente existentes em cada ilha. A Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação informa ainda que as propostas apresentadas pelos parceiros consultados foram consideradas e enquadradas nos respetivos calendários venatórios, mediante consenso entre todos os ouvidos, que merecem um agradecimento por toda a colaboração prestada. A caça prevista para a época venatória de 2025/2026, mantem-se essencialmente nos mesmos níveis da época anterior, excetuando-se o caso das ilhas de São Miguel, Faial e Flores, nas quais está prevista um aumento da caça do coelho-bravo, através do incremento no número de dias de caça, em consequência do registo de níveis de abundância que se pretendem mais controlados. Por outro lado, o declínio registado no efetivo nidificante de narceja-comum nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, levou a que a caça às narcejas fosse novamente interditada nessas ilhas. Para as demais espécies cinegéticas, a situação populacional não obrigou a alterações de maior, das condicionantes à sua caça. “As espécies cinegéticas enfrentam hoje várias perturbações que conduzem à fragmentação e deterioração de habitats, de nichos ecológicos, alteração da composição e estruturas das comunidades. A estas ameaças juntam-se as alterações climáticas e os fenómenos extremos”, sublinha o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura. E acrescenta: “As espécies cinegéticas, assumem um papel ecológico fundamental. Os caçadores que exerçam a atividade cinegética de forma ética, adaptativa e sustentável, são elementos essenciais na conservação da natureza, contribuindo assim para a reversão da perda de biodiversidade e degradação dos ecossistemas”.