- X Jornadas Florestais da Macaronésia
António Ventura faz balanço da época venatória e destaca gestão sustentável das espécies e reforço de fiscalização
Açores aumentam área rearborizada e reforçam gestão ativa dos ecossistemas florestais
Calendários venatórios para a época 2025 – 2026 publicados em Jornal Oficial
A Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial (DRRFOT) é o serviço de natureza operativa da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, a quem compete apoiar na definição da política de ordenamento, proteção, desenvolvimento e uso dos recursos florestais, cinegéticos e piscícolas das águas interiores da Região Autónoma dos Açores.
A DRRFOT dispõe dos seguintes serviços: Direção de Serviços Florestais (DSF), que compreende as Divisões de Gestão para o Uso Múltiplo (DGU), de Ordenamento e Sistemas de Informação (DOSI) e de Apoio ao Sector Florestal (DASF); Divisão Administrativa, Financeira e de Planeamento (DAFP), que compreende a Secção de Apoio Administrativo (SAA).
A DRRFOT dispõe ainda de serviços operativos (Serviços Florestais) em todas as ilhas do arquipélago.
A DRRFOT tem como missão principal zelar por uma utilização racional dos recursos florestais e naturais da Região, coordenando, fiscalizando e orientando tecnicamente a exploração florestal, e, simultaneamente, promovendo estudos que visem não só a melhoria genética das espécies florestais já existentes, como também a utilização de novas espécies que venham diversificar a floresta açoriana.
Por outro lado, a DRRFOT tem também como missão a manutenção e beneficiação das redes viárias rural e florestal, facilitando assim a entrada dos factores de produção e a saída dos produtos das explorações.
Por fim, à DRRFOT compete ainda a gestão dos recursos cinegéticos e piscícolas das águas interiores da Região, tomando medidas que visem uma utilização racional desses recursos assegurando, simultaneamente, a preservação dessas mesmas espécies.
24 de Março 2026
António Ventura faz balanço da época venatória e destaca gestão sustentável das espécies e reforço de fiscalização
O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, divulga o balanço final da época venatória 2025/2026 - a apresentação dos dados decorreu no âmbito de uma visita ao Posto Cinegético da Chã da Macela, no concelho da Lagoa. Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, os resultados evidenciam “uma gestão responsável e sustentável dos recursos naturais, marcada pela normalidade das atividades, pela segurança e pela fiscalização reforçada”. Este balanço reflete a atividade cinegética desenvolvida em todas as ilhas do arquipélago, com a aplicação de níveis de pressão ajustados à realidade populacional e às especificidades de cada território. Embora a pressão de caça se tenha mantido globalmente semelhante à da época anterior, o Governo Regional aplicou ajustes cirúrgicos fundamentados tecnicamente - o aumento dos dias de caça ao coelho-bravo nas ilhas de São Miguel, Faial e Flores, justificado pelos elevados níveis de abundância da espécie, e a interdição da caça à narceja-comum nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, em resposta ao declínio observado nas populações nidificantes. Até ao final da época, a Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial emitiu 2.011 licenças de caça, correspondendo a 1.896 caçadores distintos. Deste total, 1.905 licenças foram atribuídas a residentes e 106 a não residentes, mantendo a média da última década. A ilha de São Miguel concentrou o maior número de licenças (924), seguindo-se a Terceira (371), Faial (162), Pico (138), São Jorge (117), Santa Maria (83), Flores (69) e Graciosa (41). A atratividade para caçadores não residentes foi particularmente relevante no Pico (23,2% das licenças), São Jorge (18,%), Graciosa (9,8%) e Terceira (9,4%). Entre 1 de julho de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, os Serviços Florestais realizaram 218 ações de fiscalização, num total de 1.087 horas de operação e 770 abordagens no terreno. Registaram-se apenas oito infrações (sobretudo relacionadas com horários interditos, falta de documentação e caça em áreas proibidas), o que demonstra um elevado cumprimento das regras por parte dos praticantes. Durante estas ações, foram inquiridos 421 caçadores (22,2% dos habilitados nesta época), a maioria revelou-se satisfeita com o atual modelo: 60,1% consideram que os períodos de caça devem manter-se e 74,9% defendem a manutenção dos limites diários de abate. Nos próximos meses, o Governo dos Açores irá analisar os indicadores de monitorização das populações, o resultado dos abates e os pedidos de correção de densidade. Estes dados científicos, aliados ao diálogo com organizações de caçadores, agricultores e entidades ambientais, servirão de base para o calendário da época 2026/2027, que inicia a 1 de julho. “O trabalho conjunto entre caçadores, técnicos e entidades parceiras está a fortalecer a resiliência do território e a preparar as ilhas para os desafios futuros”, afirma António Ventura. O governante conclui reiterando que “o compromisso e o respeito pela natureza continuam a ser a base para garantir ecossistemas equilibrados e uma atividade venatória alinhada com a sustentabilidade”.
27 de Janeiro 2026
Açores aumentam área rearborizada e reforçam gestão ativa dos ecossistemas florestais
A Região Autónoma dos Açores registou, em 2025, um aumento de 16,8% na área arborizada face ao ano anterior, totalizando cerca de 141,5 hectares de novas intervenções. O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha que este crescimento demonstra o compromisso do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano. “O aumento da área rearborizada em 2025 demonstra o compromisso firme do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano, confirmando que estamos a consolidar um caminho de gestão ativa das nossas florestas que reforça simultaneamente a sua resiliência ambiental e a sua importância económica”, afirma o governante, baseando-se nos dados da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial. Em 2025, foram cedidas 493.568 plantas através dos Viveiros Florestais da Região. As empresas e entidades particulares foram responsáveis pela arborização de cerca de 73,7 hectares, um valor significativo num ano de transição entre quadros comunitários. “Perspetiva-se que, com a entrada em vigor dos apoios do PEPAC, haja um incremento significativo das áreas arborizadas por entidades privadas, particularmente através da florestação de pastagens marginais, contribuindo para elevar a taxa de arborização do arquipélago, que se situa atualmente nos 31%”, referiu António Ventura. De salientar também o papel do Governo Regional dos Açores, com intervenções de arborização em 2025 em cerca de 60 hectares, quer com meios próprios quer com recurso a parcerias, estando grande parte destas arborizações associadas à gestão dos Perímetros Florestais públicos ou à execução de projetos comunitários, como por exemplo os cofinanciados pelo programa LIFE. Destacam-se ainda ações de arborização por parte de autarquias, associações e coletividades em cerca de 7,8 hectares. A estratégia de plantação diferenciou-se consoante os objetivos de cada área. A criptoméria manteve a preferência para produção florestal, ocupando cerca de 70 hectares. Já em áreas destinadas à conservação e recuperação da biodiversidade, priorizaram-se as espécies nativas, como o cedro-do-mato, o louro, a ginja e o azevinho, com a utilização de 178.551 plantas em 40 hectares. “Este reforço das intervenções de rearborização integra-se numa estratégia ampla de adaptação às alterações climáticas, de proteção dos solos e de regulação hídrica, refletindo também uma seleção criteriosa das espécies”, explica o Secretário Regional. O governante destaca ainda a utilização de espécies ornamentais, como carvalhos e camélias, para a qualificação paisagística de áreas públicas. O reforço das intervenções de rearborização em 2025 insere-se num esforço mais amplo de recuperação de áreas degradadas e aumento da produtividade da floresta açoriana, aumento da capacidade de regulação hídrica e conservação dos solos, valorização dos serviços dos ecossistemas, bem como na construção de uma paisagem mais diversificada e equilibrada, capaz de promover a resiliência climática do território.