Governo dos Açores reforça aposta nas Escolas de Infantes e Cadetes com formação de instrutores inédita na Região
Exercício TOURO26 reforça capacidade de resposta a crises sísmicas nos Açores
Proteção Civil realiza exercício TOURO em São Miguel para testar capacidade de resposta em cenário sismovulcânico
O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) é o departamento que depende da Secretaria Regional do Ambiente e Ação climática e que tem como atribuições orientar, coordenar e fiscalizar, a nível da Região Autónoma dos Açores, as atividades de Proteção Civil e dos Corpos de Bombeiros, bem como assegurar o funcionamento de um sistema de transporte terrestre de emergência médica, de forma a garantir, aos sinistrados ou vítimas de doença súbita, a pronta e correta prestação de cuidados de saúde.
Deste modo, ao lançarmos esta página pretendemos para além de dar a conhecer a estrutura orgânica do SRPCBA, ou seja, os seus órgãos e serviços, pretendemos também disponibilizar ao cidadão informação sobre avisos de mau tempo, comunicados de sismos e notas informativas.
Por fim, esperamos que esta página possa vir constituir um meio privilegiado de diálogo em torno das temáticas nela abordadas e que os vossos comentários e sugestões possam contribuir para a melhoria do funcionamento do SRPCBA, em benefício dos cidadãos.
13 de Julho 2026
Governo dos Açores reforça aposta nas Escolas de Infantes e Cadetes com formação de instrutores inédita na Região
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, através do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), promoveu a realização de um Curso de Instrutor de Escola de Infantes e Cadetes (EIC), em parceria com a Escola Nacional de Bombeiros (ENB), que se realiza pela primeira vez nos Açores. A formação decorreu entre 9 e 11 de julho, no Quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, em São Miguel, sendo assegurada por quatro formadores da ENB e reunindo 17 formandos, incluindo um elemento do SRPCBA e elementos de vários corpos de bombeiros da Região. O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, com a tutela da Proteção Civil nos Açores, Alonso Miguel, acompanhou os trabalhos esta sexta-feira, afirmando que “o curso tem como objetivo reforçar a qualificação pedagógica, técnica e cívica dos responsáveis pelo acompanhamento das crianças e jovens que integram estas escolas”. O governante destacou que a realização desta formação “constitui um marco importante para a consolidação das Escolas de Infantes e Cadetes nos Açores, reforçando a capacidade dos corpos de bombeiros para desenvolverem um trabalho estruturado, seguro e pedagogicamente adequado junto das novas gerações”. Durante a visita, Alonso Miguel, que esteve acompanhado pelo Presidente do SRPCBA, Rui Andrade, sublinhou que esta formação constitui “mais um contributo relevante para a estratégia de consolidação e expansão das Escolas de Infantes e Cadetes, num momento de forte crescimento do projeto”. “Em 2023 existiam sete Escolas de Infantes e Cadetes ativas e 167 crianças e jovens inscritos. Atualmente, a Região conta com 11 escolas ativas e 304 participantes. Ou seja, em menos de três anos, verificou-se um crescimento muito significativo, superior a 57% no número de escolas e a 82% no número de inscritos”, afirmou. Para o Secretário Regional com a tutela da Proteção Civil, esta evolução demonstra que “a aposta do Governo dos Açores nas Escolas de Infantes e Cadetes está a produzir resultados concretos, aproximando as crianças e jovens dos bombeiros, da proteção civil e do voluntariado”. Alonso Miguel lembrou que o Governo Regional aprovou o Regulamento de Apoio à Constituição e Dinamização das Escolas de Infantes e Cadetes, “um instrumento pioneiro e inovador a nível nacional”, que prevê, entre outras medidas, um apoio anual de 40 euros por cada Infante ou Cadete, destinado à comparticipação do fardamento, e um apoio anual de 300 euros por escola para a dinamização do respetivo plano de atividades. “Este apoio permitiu criar melhores condições para a abertura, funcionamento e valorização destas escolas. O nosso objetivo é continuar a consolidar e expandir este projeto, assegurando maior participação, melhor formação e uma ligação cada vez mais forte entre os corpos de bombeiros e as comunidades que servem”, afirmou. De acordo com o governante, “o reforço destas escolas tem sido concretizado em estreita colaboração com a Federação de Bombeiros da Região Autónoma dos Açores e com as associações humanitárias de bombeiros voluntários da Região, num trabalho conjunto orientado para a consolidação, dinamização e expansão do projeto em toda a Região”. O Secretário Regional acrescentou que “as Escolas de Infantes e Cadetes desempenham um papel fundamental na promoção dos valores da cidadania, da proteção civil e do serviço à comunidade, sendo estratégicas para aproximar as crianças e os jovens dos bombeiros e para contribuir para a futura renovação e sustentabilidade desta atividade”. “Investir nas Escolas de Infantes e Cadetes é investir no futuro dos bombeiros e no futuro do sistema regional de proteção civil, bem como na transmissão de valores como disciplina, responsabilidade, espírito de equipa, solidariedade e disponibilidade para servir”, vincou. As EIC destinam-se a duas faixas etárias: Infantes, entre os seis e os 13 anos, com formação orientada para valores de cidadania, primeiros socorros e noções básicas de proteção civil; e Cadetes, entre os 14 e os 16 anos, que têm acesso a conteúdos mais avançados, incluindo matérias relacionadas com combate a incêndios, salvamento e outras atividades operacionais. Atualmente, existem 11 Escolas de Infantes e Cadetes nos Açores, nomeadamente nos corpos de bombeiros de Santa Maria, Ponta Delgada, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Povoação, Nordeste, Praia da Vitória, Calheta, São Roque do Pico, Faial e Santa Cruz das Flores. Alonso Miguel agradeceu ainda à Escola Nacional de Bombeiros “a disponibilidade demonstrada para assegurar esta formação, ao SRPCBA a iniciativa e o empenho na dinamização do projeto e aos formandos a adesão ao curso e, sobretudo, pelo trabalho realizado no âmbito do funcionamento das Escolas de Infantes e Cadetes dos Açores. O governante concluiu, deixando um apelo às famílias “para que incentivem as crianças e os jovens a conhecer e integrar as Escolas de Infantes e Cadetes”, sublinhando que “a proteção civil também se constrói através da educação, da proximidade e do envolvimento das novas gerações”.
1 de Junho 2026
Exercício TOURO26 reforça capacidade de resposta a crises sísmicas nos Açores
O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores promoveu, entre os dias 28 e 30 de maio, na ilha de São Miguel, o exercício TOURO26, o maior exercício de proteção civil realizado, anualmente, nos Açores. A iniciativa decorreu nos concelhos da Ribeira Grande, Vila Franca do Campo e Povoação, envolvendo 26 entidades e cerca de 250 participantes, entre operacionais, técnicos, figurantes e outros elementos de apoio, num amplo esforço de coordenação, treino e articulação dos diversos agentes e organismos com responsabilidades no sistema regional de proteção civil. O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, com a tutela da Proteção Civil nos Açores, esteve presente na sessão de ‘warmup’ do exercício, destacando a “importância do TOURO26 para o reforço da prontidão, da coordenação e da capacidade de resposta operacional do Sistema Regional de Proteção Civil dos Açores perante situações de emergência e catástrofe”. Segundo Alonso Miguel, “a Proteção Civil assume-se, hoje mais do que nunca, como um fator absolutamente decisivo para a segurança e o bem-estar das populações”. E prosseguiu: “Sem um sistema robusto, articulado e eficaz, seríamos uma comunidade altamente vulnerável nos momentos mais críticos”. “O TOURO26 é muito mais do que um exercício. É uma demonstração das capacidades instaladas na Região e do compromisso contínuo do Governo dos Açores com a proteção das populações açorianas”, afirmou ainda. Durante o exercício foi testada a capacidade de resposta da Região perante um cenário de crise sísmica, com múltiplas ocorrências em simultâneo, em diferentes concelhos, colocando à prova os mecanismos de coordenação, os planos de emergência e a articulação operacional entre todos os agentes e entidades participantes. Alonso Miguel fez um balanço extremamente positivo do TOURO26, sublinhando que “os objetivos inicialmente definidos foram plenamente alcançados. Ao longo dos diversos cenários foi possível testar capacidades fundamentais do Sistema Regional de Proteção Civil para a resposta a situações de emergência complexa e de catástrofe, nomeadamente no contexto de uma crise sísmica de grande dimensão”. Segundo o governante, “os resultados obtidos demonstraram que a Região dispõe de um sistema de proteção civil preparado, resiliente e capaz de responder eficazmente a elevados níveis de exigência operacional, tanto ao nível municipal como regional”. De acordo com o Secretário Regional, a realização regular de exercícios desta natureza é fundamental para reforçar a proficiência do sistema regional de proteção civil, permitindo identificar oportunidades de melhoria, aperfeiçoar procedimentos, fortalecer a interoperabilidade entre entidades e aumentar a confiança entre todos os intervenientes. “Quanto mais e melhor treinarmos, mais preparados estaremos para responder quando a realidade nos colocar à prova. É na preparação que se constrói a confiança e é a confiança que permite salvar vidas”, sublinhou. Alonso Miguel salientou igualmente que “a qualidade da resposta operacional não depende apenas do treino, mas também da existência de meios adequados e de recursos humanos qualificados, motivados e valorizados”. Nesse contexto, recordou que o Governo Regional dos Açores investiu cerca de 60 milhões de euros na área da proteção civil nos últimos cinco anos, correspondendo aos maiores investimentos de sempre neste setor na Região. “Entre as principais medidas implementadas destacam-se a valorização das carreiras dos bombeiros, a aposta na formação e qualificação dos operacionais, a aquisição de mais de meia centena de viaturas de emergência e socorro, num investimento próximo dos oito milhões de euros, o reforço do Sistema de Emergência Médica Pré-Hospitalar e a criação do Modelo de Financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntário”, referiu. O governante destacou ainda a criação de um mecanismo inovador de apoio às Escolas de Infantes e Cadetes dos bombeiros açorianos, “uma medida pioneira no país que já apresenta resultados muito positivos, traduzidos num aumento de 54% do número de escolas em funcionamento e de 82% do número de jovens integrados nestas estruturas. Esta aposta tem contribuído de forma decisiva para a renovação geracional, o fortalecimento da cultura de voluntariado e a sustentabilidade futura dos corpos de bombeiros da Região”. Alonso Miguel sublinhou igualmente os avanços alcançados através da implementação de novos instrumentos de gestão e coordenação operacional, designadamente o Sistema de Gestão de Operações e o novo modelo de despacho de meios e capacidades operacionais dos corpos de bombeiros. “Todos estes investimentos demonstram o forte compromisso do Governo dos Açores com a segurança, a proteção e o bem-estar dos açorianos, reforçando a capacidade da Região para enfrentar riscos cada vez mais exigentes e complexos”, afirmou. O Secretário Regional terminou deixando uma palavra de reconhecimento a todos os participantes no TOURO26, designadamente bombeiros, forças de segurança, Forças Armadas, Autoridade Marítima Nacional, profissionais de saúde, Cruz Vermelha Portuguesa, autarquias, departamentos governamentais, entidades com dever de cooperação e instituições científicas. “É graças ao empenho e profissionalismo de todos que continuamos a construir um sistema regional de proteção civil cada vez mais preparado, resiliente e capaz de proteger as nossas comunidades”, concluiu.