Sessão de abertura do Conselho da Diáspora Açoriana
Nota de Imprensa
May 26, 2026 José Manuel Bolieiro highlights key role of diaspora in developing and shaping future of the Azores The President of the Regional Government of the Azores, José Manuel Bolieiro, chaired today the opening session of the Azorean Diaspora Council, highlighting the key role of Azorean communities around the world in shaping the present and future of the Region. At a time marked by the recognition of the progress already made, the President highlighted the significance of the creation of this advisory body, recalling “what has been achieved in such a short time with the Azorean Diaspora Council,” whose establishment was unanimously approved by the Legislative Assembly of the Autonomous Region of the Azores. The proceedings of this meeting focused on three key areas: economic relations with the diaspora, the cultural ties sustaining the Azorean identity beyond borders, and the involvement of new generations in promoting Azorean identity. The head of the Azorean Government emphasised the importance and prestige of the Azorean communities, describing them as “fantastic both in terms of their quality and the recognition they have earned throughout the world.” For the President of the Government, this reality confers on the Azores a unique capacity for global connection. “We are great in our relations with the world, through our diaspora. And no one has lost touch with their identity,” he said. The President of the Government also stressed the importance of continuing to nurture this connection, with a particular focus on younger generations, sending a clear message of collective commitment: “This recognition also brings with it a responsibility: being a captivating bridge between our roots and our shared future.” José Manuel Bolieiro also addressed the need for a change in mindset, acknowledging that, over time, the Azores have often been perceived as a distant and limited place. “For a long time, we have been conditioned to regard the Azores as remote and underdeveloped. Today, we are embracing a vision of greatness, potential and confidence,” he declared. Without overlooking the constraints of remoteness and size, the head of the Azorean Government defended that these factors should be viewed as opportunities for growth rather than as limitations. “We are great despite our size and our remoteness,” he emphasised. The President of the Regional Government also announced that the Government is preparing a Strategic Migration Plan for the coming decade, with an integrated approach covering both emigration and immigration, thereby reinforcing the vision of the Azores as an open and global Region. The session was also marked by the launch of a new issue of the "Açorianidade" magazine, an initiative aimed at deepening reflection on the Azorean identity and boosting its profile both within and beyond the archipelago. The President of the Government expressed his gratitude to all those who have contributed to keeping this connection alive, thanking them for their “dedication and commitment.” He emphasised: “Our diaspora is an example of a living identity and a connection to our roots.” José Manuel Bolieiro also highlighted the Azores’ geostrategic position in the North Atlantic, advocating that this centrality should be embraced as a distinguishing asset. “Our geography, so often regarded as a limitation, is nowadays a factor of affirmation and opportunity,” he continued. The Azorean Diaspora Council brings together representatives of Azorean communities from various regions, providing a space for dialogue, sharing, and building commitments towards the collective future of the Azores.
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Entrega de novas viaturas destinadas à Unidade de Saúde de Ilha Terceira
Nota de Imprensa
May 26, 2026 Mónica Seidi destaca renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, presidiu hoje, na Praia da Vitória, à entrega de novas viaturas destinadas à Unidade de Saúde de Ilha Terceira (USIT), no âmbito da renovação integral da frota automóvel da instituição, uma medida há muito necessária e profundamente estruturante para o reforço da resposta de proximidade prestada à população terceirense. Através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a USIT irá beneficiar da aquisição de 17 novas viaturas, num investimento superior a 816 mil euros, representando uma renovação histórica que não acontecia há mais de duas décadas. A modernização da frota permitirá melhorar significativamente as condições de trabalho dos profissionais de saúde, reforçando simultaneamente a segurança das deslocações realizadas diariamente no âmbito da prestação de cuidados de saúde em toda a ilha, nomeadamente no acompanhamento domiciliário e nos cuidados de proximidade. A Secretária Regional sublinha que “a renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira representa um investimento essencial para garantir melhores condições de resposta à população e maior segurança aos profissionais de saúde”. A governante destacou ainda a estratégia de reforço da capacidade assistencial da USIT, que irá contratar a breve prazo mais três Médicos de Medicina Geral e Familiar, consolidando a resposta dos cuidados de saúde primários na ilha. Atualmente, a ilha Terceira conta com uma taxa de cobertura de médico de família de 95%, resultado do investimento contínuo do Governo dos Açores na valorização dos recursos humanos e no fortalecimento do Serviço Regional de Saúde. No final do primeiro trimestre de 2026, a Unidade de Saúde de Ilha Terceira contava com 360 profissionais, cerca de mais de uma centena do que em 2019, refletindo o crescimento consistente da capacidade de resposta da instituição. Entre 2021 e 2026, o investimento global na USIT ascende a 2,4 milhões de euros, destinados à modernização tecnológica, reforço de equipamentos e aumento da capacidade operacional. A Secretária Regional reafirma: “Estamos a investir em pessoas, infraestruturas e inovação para garantir um Serviço Regional de Saúde mais resiliente, mais próximo e mais preparado para responder às necessidades dos açorianos, do Corvo a Santa Maria”.
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Sessão de abertura da 91.ª Board Meeting da European Students’ Union (ESU)
Nota de Imprensa
May 26, 2026 Participação e talento dos jovens é determinante para a capacidade competitiva dos Açores, defende Maria João Carreiro A Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, defendeu hoje, em Ponta Delgada, que a participação e o talento dos jovens é determinante para afirmar e potenciar a capacidade competitiva dos Açores. Durante a sessão de abertura da 91.ª Board Meeting da European Students’ Union (ESU) – organização que representa as associações de estudantes do Ensino Superior de mais de 40 países – a governante apresentou os Açores como uma “região aberta ao talento, à criatividade e à ambição” de quem quer aprender, trabalhar e construir futuro. “Nos Açores, é possível crescer profissionalmente, ter contacto com empresas inovadoras, instituições dinâmicas e setores em transformação, sem abdicar da qualidade de vida”, disse, sinalizando investimentos públicos regionais e comunitários em curso, designadamente nas áreas da economia azul, da economia verde e da economia digital. De território historicamente de partidas, os Açores representam hoje uma oportunidade para os jovens naturais e residentes nos Açores, bem como para jovens que decidam iniciar o seu percurso académico ou profissional numa Região que “está a investir nas competências, na atração e fixação de talento e na qualidade do emprego”, enalteceu. Perante uma plateia de mais de uma centena de dirigentes associativos europeus, Maria João Carreiro sublinhou que “os Açores são muito mais do que um destino turístico no meio do Atlântico”, apelando aos jovens para que “olhem e ajudem a olhar” para esta região europeia e ultraperiférica como uma terra onde podem começar a sua carreira, testar ideias, criar ligações internacionais e descobrir novas formas de viver e trabalhar. “Os Açores podem ser um laboratório europeu de talento jovem, inovação, mobilidade e a melhor forma de conhecer esta Região, onde cada jovem é visto como parte da solução e do futuro, é vivendo-a, trabalhando nela e fazer parte desta nova geração que escolhe o Atlântico para começar o seu caminho”, disse. A 91.ª Board Meeting da European Students’ Union, que acontece pela primeira vez nos Açores, vai decorrer até sábado em Ponta Delgada, numa coorganização da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude, e do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa - FAIRe Portugal. Subordinado ao tema “O poder transformador do Ensino Superior nas Regiões Ultraperiféricas”, este encontro inclui sessões plenárias, grupos de trabalho temáticos, debates políticos e sessões formais de tomada de decisão, durante as quais serão discutidas e votadas resoluções com impacto no setor do ensino superior europeu. Do programa do evento, que está a decorrer no Azoris Royal Garden Hotel, constam ainda sessões abertas ao público, com oradores regionais do setor público e do setor privado, entre os quais o Vice-Presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, o Deputado ao Parlamento Europeu, Paulo «do Nascimento Cabral, e a Reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, num amplo debate sobre questões estratégicas para o desenvolvimento regional e europeu. Para Maria João Carreiro, a realização deste encontro nos Açores “assume um significado particularmente relevante”, não só porque coloca os Açores no centro do debate europeu sobre o Ensino Superior, a participação estudantil e os desafios da educação e da qualificação dos jovens, mas também porque permite “dar visibilidade ao caminho que temos vindo a construir nos Açores para reforçar as oportunidades para os jovens”. Além da Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, participaram na sessão de abertura a Secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico, a Presidente da ESU, Lana Par, e o Presidente do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa, Daniel Aragão.
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Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores
Nota de Imprensa
May 25, 2026 José Manuel Bolieiro highlights Azores’ autonomy and ambition on Region Day The President of the Government of the Azores, José Manuel Bolieiro, spoke today at the Formal Celebration Session of the Day of the Autonomous Region of the Azores, held at the Teatro Micaelense in Ponta Delgada, São Miguel Island, emphasising the need to establish the Azores as a model of sustainable development, underpinned by political autonomy and the ability to turn challenges into opportunities. The head of the Azorean Government highlighted the symbolic significance of the 50th anniversary of Political Autonomy, emphasising the pride in the identity of the Azorean people. “Today, with great pride, we celebrate the Azores. We celebrate our Azorean identity,” he said. José Manuel Bolieiro highlighted the archipelago’s history, noting that its autonomy stemmed from the democracy secured by the April 25 Revolution and was enshrined in the 1976 Constitution. For the head of the Azorean Government, this process has led to a profound transformation of life on the islands: “It is through their own political power that the Azores have transformed themselves over the past fifty years, making up for a huge backlog,” he emphasised. The President of the Regional Government of the Azores also highlighted the progress made in key areas such as health, education and the economy, pointing to indicators that demonstrate this progress. As examples, he mentioned the significant increase in healthcare professionals, the extension of secondary education to all islands, and the growth in regional wealth. “The Azorean people are creating wealth and jobs as never before, and this is how we fight historical poverty,” he said. In a speech that balanced reflection on the past with a vision for the future, José Manuel Bolieiro emphasised the importance of unity among the nine islands as the foundation for regional development. “Unity is a transformative force that drives development across all the islands, leaving none behind,” he said, mentioning cohesion as a fundamental element for collective success. The head of the Azorean Government also addressed the current international context, marked by instability and uncertainty, defending that the Azores should position themselves as a Region of stability and institutional responsibility. “At a time when the international scene is marked by conflict and uncertainty, the Azores must establish themselves as a counterpoint,” he stated. The sustainable development strategy was another key focus of his speech, with the President of the Regional Government highlighting the importance of natural resources and the commitment to climate, digital and energy transitions. “The world needs examples and guiding lights. Today, the Azores are both an example and a guiding light,” he said, highlighting the archipelago’s role in protecting the ocean and leading the way on global sustainability targets. Another key point was the geostrategic dimension of the Azores, which is becoming increasingly relevant in the Atlantic context. The President of the Government highlighted the Region’s role as a bridge between continents and as a strategic asset for Portugal, the European Union and NATO. “We are increasingly becoming a hub for scientific research, technology and the knowledge of the future,” he said. José Manuel Bolieiro also marked the 40th anniversary of Portugal’s accession to the European Union, noting that this membership has been crucial for the modernisation of the archipelago and the creation of new opportunities. Nevertheless, he emphasised the need to continue to capitalise on the Region’s status as an outermost condition, whilst balancing this with the Azores’ growing central role in the Atlantic. The President of the Government of the Azores delivered a message of confidence and ambition, calling for collective mobilisation. “We intend to combine the Region of needs that we are with the Region of opportunities that we want to be,” he stated, reaffirming his commitment to a future built together with all generations.
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Intervenção
May 25, 2026 Intervenção do Presidente do Governo Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, em Ponta Delgada, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores: “- Senhora Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Excelência; Permita-me que lhe dirija uma especial saudação, nesta que é a sua primeira participação na sessão celebrativa do Dia dos Açores e da sua Autonomia Política. - Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Excelência; - Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Excelência; - Senhora Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil do Governo Regional da Madeira, em representação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira - Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada; Permita-me que, na sua pessoa, faça uma saudação e felicitação à condição especial de Ponta Delgada, como capital Portuguesa da Cultura, 2026. - Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada; - Senhores Antigos Presidentes do Governo dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia da República; - Senhores Deputados ao Parlamento Europeu; - Senhoras e Senhores Membros do Governo Regional dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; - Senhora Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores; - Senhor Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores; - Senhor Coordenador Regional da Associação Nacional de Freguesias; - Magnífica Reitora da Universidade dos Açores; - Senhor Comandante Operacional dos Açores; - Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo de Angra; - Entidades Autárquicas, Religiosas, Militares, das Forças de Segurança e representantes de diversos organismos governamentais e não governamentais; - Dirigentes e Representantes das Ordens Profissionais, Organizações Sindicais, Associações Patronais, Profissionais, Culturais, Recreativas e Humanitárias, bem como das entidades representativas do setor social e solidário; - Distintos Agraciados; - Ilustres Convidados; - Minhas Senhoras e Meus Senhores. Açorianos: Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo. Evocamos a nossa identidade, a nossa história, e, de forma muito especial, evocamos os 50 anos de Autonomia Política. Exaltamos um marco fundador, a conquista da democracia. Exaltamos a consagração constitucional da Autonomia Política, a criação da Região Autónoma e dos Órgãos de Governo Próprio. Celebramos o que somos: Um Povo. Povo forjado ao longo de 600 anos de história insular. O Povo Açoriano, atlântico, ilhéu e resiliente, que, ao longo da sua história, soube transformar dificuldades em caminho, isolamento em abertura ao mundo e incerteza em esperança. No preâmbulo do nosso Estatuto Político-Administrativo está bem expressa a marca da identidade do Povo Açoriano, e cito: “afirmando-se herdeiros daqueles que historicamente resistiram ao isolamento e ao abandono, às intempéries e a outros cataclismos da natureza, aos ciclos de escassez material e às mais variadas contrariedades, forjando assim um singular e orgulhoso portuguesismo a que ousaram nomear de açorianidade”.   A unidade das nove ilhas dos Açores é essencial para o sucesso deste projeto ousado e inovador. Unidade que é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores. Um desenvolvimento que permitiu um surto de progresso social, territorial e económico, em todas as ilhas, sem paralelo na nossa história pré-Autonomia Política. Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes 50 anos, com recuperação de enormes atrasos, por isolamento, solidão, desconsideração e abandono. Ao longo destas cinco décadas de Autonomia Política e Democrática, o Povo Açoriano escolheu, em cada eleição, a composição da Assembleia Legislativa e a subsequente formação dos Governos Regionais. Saúdo, com o simbolismo próprio desta ocasião, os meus antecessores, os Presidentes Mota Amaral, Madruga da Costa, Carlos César e Vasco Cordeiro. Assinalar, adequadamente, 50 anos de Autonomia Política é fazer compreender o que nos trouxe até aqui, e, simultaneamente, afirmar compromisso com o futuro. A Autonomia Política nasceu da consciência de uma real identidade própria e do nosso entendimento da Democracia Portuguesa. Entendemos que um Estado se torna mais forte quando reconhece a diversidade do seu território e Povo. Portugal é um País arquipelágico e o Povo Português tem povos insulares. Portugal é mais valioso por causa do território Açores. E a história do Povo Açoriano é um orgulho para o País. A nossa Autonomia Política forjou-se na liberdade trazida pelo 25 de Abril de 1974 e no texto da Constituição da República de 1976, sempre progressiva, em cada revisão constitucional subsequente. Os Deputados Constituintes dos Açores conceberam e defenderam, com conteúdo e projeção, como nunca dantes tinha sido sequer pensado ou alcançado, a Autonomia Política e a criação das Regiões Autónomas. Aproveito o ensejo para renovar e reforçar uma saudação, com reconhecimento e gratidão, aos nossos Deputados Constituintes: – Mota Amaral, Jaime Gama, Américo Natalino Viveiros, Germano Domingos, José Manuel Bettencourt e Rúben Raposo. Antero de Quental disse-nos: “A liberdade é a primeira condição para que alcancem as sociedades o fim a que as destina a Providência”. E tem sido assim, a nossa Autonomia Política Democrática nos Açores. Em liberdade, o Povo Açoriano tem escolhido, acreditando nos valores da governabilidade e do realismo das condições sociais e económicas. Apesar da grandeza dos desafios, e numa análise mais macro, estes cinquenta anos foram fazedores de conhecimento e de responsabilidade. Foram construtores de um caminho feito com o Povo, que transformou a realidade das nossas ilhas. A qualidade de vida que hoje vivemos nos Açores não tem nada a ver com aquela que tínhamos há 50 anos. Hoje, os açorianos têm acesso a cuidados de saúde, que eram impensáveis antes da Autonomia Política. Em 1976, os três hospitais existentes empregavam cerca de 700 pessoas. Hoje, em instalações maiores e modernizadas, e equipados com tecnologia avançada, empregam quase 4.200 pessoas. Em 1977 trabalhavam nos Açores 90 médicos. Hoje, trabalham 6.148 profissionais de saúde, dos quais cerca de 900 são médicos e 2.000 são enfermeiros. Hoje os açorianos têm mais qualificações. O ensino secundário foi alargado a todas as ilhas, a qualificação técnica de nível superior foi incentivada e a formação profissional consolidou-se como alternativa para os jovens açorianos. A evolução da riqueza produzida na Região cresceu muito. O PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026. O dobro. A economia da Região alterou-se profundamente. O turismo de natureza, as energias renováveis, os serviços especializados, a modernização da agricultura, a exportação de valor acrescentado dos produtos de agro e do marítimo alimentar impulsionaram o volume total da economia. Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica. Atualmente, temos o maior número de empregados de sempre. Mais de 120.000 pessoas estão empregadas nos Açores! Passamos de uma terra de emigrantes para uma Região que recebe imigrantes e bem os acolhe. E é essa capacidade coletiva que hoje importa reconhecer. E faço-o com orgulho, pois foi a Autonomia Política que o permitiu. Num momento internacional marcado pela instabilidade, conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária, e serem espaço político e social de estabilidade, de diálogo e de responsabilidade institucional. E tem sido com esse sentido de responsabilidade que temos vindo a afirmar a nossa estratégia. Uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que valoriza as pessoas, que promove o aumento do rendimento das famílias e das empresas, que mantém uma política de redução fiscal consistente, que estimula o crescimento económico, que promove a mobilidade interna das pessoas e a circulação de mercadorias, gerando riqueza, que assegure a estabilidade do emprego e qualificação do nosso recurso humano. Os Açores estão a reforçar a sua dimensão geoestratégica, com valorização do seu património natural e de todo o seu território - o terrestre, o marítimo e o espacial. Na verdade, o mundo e o futuro precisam dessa estratégia de desenvolvimento sustentável. E ambos precisam de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol. Compreender e respeitar a terra, o mar e o espaço é a melhor forma de criar valor. Valor para os Açores. Na proteção do oceano, lideramos pelo exemplo. E essa liderança é reconhecida, sobretudo a nível internacional, onde o cumprimento antecipado de objetivos globais de desenvolvimento sustentável previsto pelas Nações Unidas demonstra a consistência do nosso caminho. E este é um resultado da nossa Autonomia Política. Açorianos: Também este ano, celebramos 40 anos da nossa integração na União Europeia. A nossa integração europeia tem vindo a permitir reforçar meios financeiros para modernizar o nosso território, para qualificar os nossos cidadãos e, portanto, para potenciar novas oportunidades e ambições. Na atualidade, devemos juntar à nossa condição de Região Ultraperiférica, que justifica a atenção especial às nossas especificidades e necessidades, para que sejam cumpridos valores europeus e comunitários fundamentais, como a coesão social, a continuidade territorial, o direito a ficar das populações residentes, também a nossa condição de centralidade atlântica, que justifica o reconhecimento do valor que acrescentamos a Portugal, à União Europeia e à NATO. Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro. Elementos essenciais para sermos efetivamente relevantes nas transições globais, como sejam as transições climática, digital, energética e tecnológica. Todas muito importantes para a definição das economias de alta precisão, no mar, no espaço e em terra.  Aliás, o melhor futuro que poderemos dar à nossa Autonomia, será o da Autonomia do conhecimento. Facto é que somos um ponto de ligação entre continentes. Uma relevante presença da União Europeia no Atlântico. Um território que é, simultaneamente, fronteira e ponto de encontro, linha avançada e lugar de convergência entre continentes, rotas e interesses globais. A importância geoestratégica dos Açores manifesta se na forma como o arquipélago acrescenta dimensão a Portugal e à União Europeia — no mar, no espaço, nas comunicações e na ciência. Portugal e a União Europeia têm, nos Açores, uma vantagem estratégica singular, a qual têm o dever e a oportunidade de reconhecer e potenciar. Os constrangimentos geográficos continuarão a existir, mas as oportunidades da geografia tornar-se-ão cada vez mais evidentes. Progressivamente, pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser. E é para essa transformação que trabalhamos, com confiança, transformando incerteza em ambição. É um dever. Com todas as gerações. Com todos os açorianos. Vivam os Açores!”
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