Últimas Notas
Audiência pela Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola
Nota de Imprensa
26 de Junho 2026
José Manuel Bolieiro reforça defesa das Regiões Ultraperiféricas junto de Roberta Metsola
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, foi hoje recebido em audiência pela Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, num encontro marcado pelo reforço da defesa das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia. O líder do executivo açoriano destacou o papel que o Parlamento Europeu tem desempenhado como "um importante aliado da causa das Regiões Ultraperiféricas", sublinhando a importância de manter este compromisso numa fase decisiva para o futuro quadro financeiro plurianual da União Europeia. José Manuel Bolieiro manifestou preocupação com a nova proposta da Comissão Europeia para o próximo período de programação financeira, apelando a que o Parlamento Europeu continue a defender o tratamento específico das Regiões Ultraperiféricas, consagrado no artigo 349.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. Entre as prioridades apresentadas esteve também a manutenção do POSEI, instrumento financeiro considerado essencial para apoiar a agricultura e a economia destas regiões. O governante açoriano afirmou que Roberta Metsola demonstrou sensibilidade para estas preocupações, recordando que a Presidente do Parlamento Europeu tem sido uma "voz ativa" na defesa das Regiões Ultraperiféricas, e salientou ainda que esta posição é partilhada pelas diferentes famílias políticas representadas no Parlamento Europeu. Para o Presidente do Governo, o próximo desafio passa agora por sensibilizar os Estados-membros no âmbito das negociações que terão lugar no Conselho Europeu, considerando que Roberta Metsola continuará a ser uma aliada importante na defesa dos interesses de regiões como os Açores.
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Visita ao Centro Experimental da Lagoa Seca, nas Furnas
Nota de Imprensa
26 de Junho 2026
António Ventura anuncia Centro de Interpretação da Fruticultura, ao abrigo de projetos europeus
O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, visitou esta manhã o Centro Experimental da Lagoa Seca, nas Furnas, ilha de São Miguel, para assinalar o arranque de uma nova fase de revitalização deste espaço, que passará a acolher o futuro Centro de Interpretação da Fruticultura e um Centro de Disseminação para as Boas Práticas Agrícolas em Economia Circular. Estas intervenções estruturantes, que implicam a recuperação do edifício ali existente, serão financiadas pelos projetos europeus LIFE IP AGRILOOP e LIFE POLINIZAÇORES, candidaturas submetidas pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação que foram aprovadas com um valor global de 30 milhões de euros. Para o titular da pasta da Agricultura, “esta visita representa muito mais do que o acompanhamento de um projeto, marca o início de uma nova fase de revitalização para um espaço com enorme valor histórico e científico, que passará a assumir um papel estratégico na agricultura dos Açores”. O governante sublinha o impacto desta requalificação: “Queremos que o Centro Experimental da Lagoa Seca seja uma referência na demonstração de soluções inovadoras, na preservação do nosso património genético frutícola e na promoção de práticas agrícolas sustentáveis e regenerativas, colocando o conhecimento ao serviço dos agricultores e das futuras gerações”, disse. Atualmente, o Centro Experimental da Lagoa Seca já desempenha um papel determinante na conservação de coleções de variedades regionais de macieiras, pereiras, ameixeiras e kiwis - muitas delas raras ou em risco de desaparecimento.  Num esforço contínuo, os Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel têm vindo a recolher variedades tradicionais não só nesta ilha, mas em todo o arquipélago, com o objetivo de instalar ali uma verdadeira reserva genética da fruticultura açoriana. Os novos investimentos preveem também a instalação e requalificação de campos demonstrativos de agricultura biológica e o desenvolvimento de ações de promoção da biodiversidade, nomeadamente com a criação de faixas para polinizadores e viveiros destinados à propagação de espécies vegetais, contribuindo para uma agricultura mais sustentável, resiliente e amiga dos ecossistemas. O espaço destaca-se ainda pela sua riqueza ornamental e paisagística, albergando diversas espécies arbóreas e arbustivas, entre as quais uma vasta coleção de camélias (Camellia japonica) dispersa em vários núcleos, azáleas (Rhododendron simsii), hortênsias (Hydrangea macrophylla), Hydrangea (Hydrangea paniculata), planta do chá (Camellia sinensis L.), rododendros (Rhododendron arboreum Sm.), magnólia chinesa (Magnolia soulangeana), magnólia de cheiro-a-banana (Michelia figo Lour.), corticeira (Erythrina crista-galli), faia europeia (Fagus sylvatica L.), ácer japonês (Acer palmatum), castanheiro (Castanea sativa Mill.), nogueira pecã (Carya illinoinensis), entre outras. Com esta transformação, o Governo dos Açores reforça a sua estratégia de investimento na investigação aplicada, na inovação agrícola e na valorização dos recursos endógenos, promovendo um setor primário cada vez mais competitivo, resiliente e preparado para os desafios económicos e ambientais do futuro.
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Sessão Plenária Comemorativa dos 50 Anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira
Nota de Imprensa
26 de Junho 2026
José Manuel Bolieiro defende Açores como "Região estratégica" para futuro de Portugal na celebração dos 50 anos da Autonomia
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou hoje na Sessão Plenária Comemorativa dos 50 Anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, realizada na Assembleia da República e presidida pelo Presidente do Parlamento, José Pedro Aguiar-Branco. Perante os deputados da Assembleia da República, representantes das regiões autónomas e diversas entidades institucionais, José Manuel Bolieiro classificou a data como "um dia histórico", sublinhando que a consagração constitucional da autonomia política representou uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. O líder do executivo açoriano destacou que a autonomia permitiu aos Açores ultrapassar atrasos históricos, reforçar a sua identidade e assumir plenamente a responsabilidade pelo seu desenvolvimento. "O futuro desejado foi e é mais ambicioso", afirmou, defendendo que os Açores devem ser reconhecidos não apenas como uma Região Ultraperiférica da União Europeia, mas como uma Região estratégica que "aumenta Portugal". José Manuel Bolieiro realçou o papel geoestratégico do arquipélago, considerando que o mar e o espaço açorianos conferem a Portugal uma dimensão atlântica única, posicionando o país como uma das grandes nações marítimas da Europa, e sublinhou ainda que os Açores constituem "a grande fronteira ocidental da União Europeia" e uma plataforma de estabilidade, conhecimento e cooperação num contexto internacional marcado pela incerteza. O presidente do Governo dos Açores defendeu também que a Região deve afirmar-se como território de oportunidades nas economias verde, azul e digital, bem como na ciência, inovação, tecnologia espacial, investigação científica e monitorização ambiental. "Aquilo que durante séculos foi visto como distância pode hoje ser encarado como uma centralidade estratégica", afirmou, apelando a uma visão nacional que reconheça este potencial através de investimento em infraestruturas críticas, ciência, inovação e conhecimento. José Manuel Bolieiro reforçou que a autonomia nunca afastou os Açores de Portugal: "Pelo contrário. A Autonomia Política fortaleceu a Democracia e engrandeceu Portugal no mundo", sustentou. "O futuro de Portugal passa pelo valor do Atlântico. O futuro do Atlântico conta com os Açores", concluiu, manifestando orgulho em ser açoriano, português e democrata, contribuindo, a partir da Região, para "cumprir Portugal". A sessão assinalou os 50 anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, reunindo intervenções dos representantes parlamentares, dos presidentes dos governos e das assembleias legislativas regionais, encerrando com a exibição de um vídeo evocativo desta importante data para a democracia portuguesa. Nota relacionada: Intervenção do Presidente do Governo
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Sessão plenária comemorativa dos 50 anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira
Intervenção
26 de Junho 2026
Intervenção do Presidente do Governo
Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, na Assembleia da República, em Lisboa, na sessão plenária comemorativa dos 50 anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira: “Senhor Presidente da Assembleia da República, Excelência, Senhor Ministro da Presidência, Excelência, Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares, Excelência, Senhores Representantes da República para as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, Excelências, Senhores Presidentes das Assembleias Legislativas Regionais, Excelências, Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, Excelência, Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia da República, Senhoras e Senhores Deputados às Assembleias Legislativas Regionais, Autoridades Civis, Militares, Judiciais e Religiosas, Ilustres Convidadas e Convidados, Minhas Senhoras e Meus Senhores, Hoje cumpre-se um dia histórico! Celebração, na Assembleia da República, dos 50 anos da consagração constitucional da Autonomia Política dos Açores e da Madeira. Saúdo, calorosamente, o senhor Presidente e as senhoras e senhores Deputados pela iniciativa e acolhimento enfático desta celebração. É honrosa para nós e para a nossa democracia a inclusão, nesta cerimónia, dos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas, com intervenção e voz na Casa da Democracia Portuguesa. A maturidade democrática revela-se, também, na compreensão descomplexada do valor institucional da Autonomia Política em Portugal. Esta celebração reconhece os que compreenderam que a Democracia portuguesa só ficaria completa inscrevendo a identidade, as aspirações e a capacidade de autogoverno dos povos insulares. Saudação especial aos Deputados Constituintes e a todos aqueles que fizeram da Autonomia Política uma das mais felizes realizações do Portugal democrático. A Autonomia Política permitiu aos Açores vencer atrasos históricos, afirmar a sua identidade e assumir, plenamente, a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento. Hoje, os Açores são mais do que uma região ultraperiférica da União Europeia. Porque o futuro desejado foi e é mais ambicioso do que isso. Queremos transformar os Açores numa Região verdadeiramente reconhecida como região estratégica, que aumenta Portugal. O nosso mar e o nosso espaço dão a Portugal uma dimensão atlântica singular e fazem do nosso país uma das grandes nações marítimas da Europa e do mundo. Os Açores conferem profundidade atlântica a Portugal e à União Europeia. Somos a grande fronteira ocidental da União Europeia e uma plataforma de estabilidade, de conhecimento e de cooperação, num mundo cada vez mais incerto. À região de necessidades que temos sido, acrescentaremos, para futuro, ao nosso país uma região de oportunidades. Uma região de oportunidades para as economias verde, azul e digital, para a ciência, para a tecnologia e para a inovação. É com esta prospetiva que promoveremos a Autonomia do conhecimento e das oportunidades. E é nesta dimensão que residirá parte importante do futuro de Portugal no Atlântico. Num tempo de profundas transformações geopolíticas, energéticas, digitais e científicas, os Açores são um verdadeiro laboratório do futuro. Na proteção do oceano, na investigação científica, na observação da Terra, nas tecnologias espaciais, na economia azul e na monitorização ambiental, os Açores oferecem oportunidades que servem, a partir da Região, Portugal e a Europa. Queremos e podemos transformar o que, durante séculos, foi visto como distância, para ser, agora, visto como uma centralidade estratégica. O desafio nacional é cristalino! O reconhecimento do valor dos Açores não pode ficar apenas nas palavras. Tem de traduzir-se em visão, em cooperação ativa e em investimento. Investimento em infraestruturas críticas estratégicas, de interesse comum. Investimento na ciência, na inovação e no conhecimento, que faça Portugal maior e mais relevante. Investimento que transforme Portugal num ativo europeu e universal ao serviço da segurança e defesa, da competitividade e do desenvolvimento económicos. A Autonomia Política não afastou, nem afasta, os Açores de Portugal. Pelo contrário. A Autonomia Política fortaleceu a Democracia e engrandeceu Portugal no mundo. O futuro de Portugal passa pelo valor do Atlântico. O futuro do Atlântico conta com os Açores. É um orgulho ser açoriano. É um orgulho ser português, e contribuir, a partir dos Açores, para todos cumprirmos Portugal. É um orgulho ser Democrata e cumprir a Democracia portuguesa em Autonomia Política. Disse!”
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Declarações
Nota de Imprensa
26 de Junho 2026
Governo dos Açores aprova novo quadro de apoio à investigação e inovação na Região
O Governo Regional dos Açores aprovou um novo regime jurídico das instituições de investigação e inovação, criando a Comunidade Regional de Investigação e Inovação (CoRe). Este novo diploma irá substituir integralmente o atual Sistema Científico e Tecnológico dos Açores (SCTA), em vigor desde 2012, promovendo uma atualização estrutural profunda e preparando a região para os desafios do futuro. “A CoRe representa uma evolução significativa na política regional de ciência e tecnologia” refere o Vice-Presidente do Governo Regional, Artur Lima. De acordo com o governante, “o novo modelo passa a enquadrar o setor de forma mais integrada e orientada para a inovação, articulando num mesmo quadro jurídico a investigação, as entidades de interface, a inovação empresarial e a literacia científica”. “O foco deixa de estar estritamente em entidades e incentivos isolados, transformando-se numa verdadeira comunidade que fomenta a cooperação estruturada entre a academia, as empresas, a sociedade e o Governo”, sublinhou Artur Lima. “Queremos uma ciência que responda aos problemas atuais, através da sua aplicação e orientação para o desenvolvimento de processos, serviços e produtos de inovação, capaz de transformar o território e beneficiar toda a comunidade”, salientou. A CoRe promove uma reorganização institucional estratégica, dado que o ecossistema passa a estruturar-se em três grandes tipologias de entidades: de Investigação e Desenvolvimento (I&D), de interface e de inovação. Esta clarificação de funções aproxima a região das categorias europeias e nacionais e clarifica o processo de reconhecimento e acesso ao sistema, colmatando lacunas do diploma anterior. O novo diploma densifica, também, os princípios fundamentais do setor, consagrando expressamente a autonomia e liberdade de investigação, a integridade, a ciência aberta, a internacionalização e a responsabilidade social e ambiental. Este novo regime de apoios substituirá o antigo PROSCIENTIA pelo SAPiÊNCIA, que introduz regras muito mais claras de acesso, elegibilidade e acumulação de incentivos, alterando a orgânica de financiamento para o modelo de "Tipologia de Operação", perfeitamente alinhado com as diretrizes e Programas Europeus atuais. Com esta total reformulação, os Açores reforçam substancialmente a densidade jurídica e a capacidade de articulação do ecossistema de ciência e inovação regional. “Atravessamos um contexto de rápida evolução global que exige maior capacidade de adaptação e competitividade”, afirmou Artur Lima. A CoRe assume-se, assim, como uma plataforma robusta, abrangente e flexível, desenhada para capacitar os beneficiários no acesso a fundos internacionais e para acompanhar de forma dinâmica a evolução do conhecimento global nas próximas décadas. Este novo regime jurídico e sistema de apoios “responde por isso à atual exigência de políticas estruturantes para a ciência e tecnologia na Região, cumprindo um dos objetivos estratégicos: estimular um modelo de desenvolvimento baseado no conhecimento e na inovação”, destacou Artur Lima.
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Declarações
Nota de Imprensa
26 de Junho 2026
Mais de 2.170 jovens colocados em projetos OTLJ Verão 2026
Mais de 2.170 jovens com candidaturas aprovadas ao OTLJ – Programa de Ocupação dos Tempos Livres dos Jovens foram colocados num dos três subprogramas “Ocupação em Férias”, “Jovens Ativos” e “Verão em Ocupação”, o que significa mais de 150 jovens colocados em relação a 2025. As colocações podem ser consultadas no Portal da Juventude, em juventude.azores.gov.pt. A maioria, isto é, 94% dos jovens colocados, escolheu fazer o subprograma “Ocupação em Férias”, seguindo-se o “Verão em Ocupação”, com 74 jovens, e o “Jovens Ativos”, com 57 jovens.  No que respeita às entidades promotoras dos projetos, foram candidatados 1.117 projetos de ocupação, para o conjunto dos três subprogramas, das quais 1.062 com projetos aprovados, o que representa um aumento de 25% em relação aos projetos aprovados para o ano de 2025.  Os jovens não colocados podem consultar no Portal da Juventude as entidades com projetos aprovados e indicar o seu interesse em desenvolver o projeto em determinada entidade.  Em janeiro de 2025 foi publicado o novo regulamento do OTLJ, promovido pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude.  O regulamento do OTLJ não era revisto nos Açores há sete anos.  O novo regulamento, além de criar o subprograma “Verão em Ocupação”, reforça em 20% das bolsas atribuídas aos jovens e alarga o prazo de candidaturas de um para dois meses.  Podem candidatar-se ao “Ocupação em Férias” os jovens entre os 14 e os 24 anos de idade, residentes nos Açores, que frequentem o 9.º ano de escolaridade, ou equiparado, ou o Ensino Secundário, enquanto ao “Jovens Ativos” podem candidatar-se os residentes nos Açores dos 15 aos 24 anos de idade integrados em projetos promovidos por IPSS. Os projetos enquadrados em cada um destes dois subprogramas têm a duração de 20 dias úteis, nos meses de julho e ou agosto, não podendo ultrapassar as cinco horas diárias e as 17h30 semanais. Aos jovens é atribuída uma bolsa de três euros por hora, num total de até 207 euros mensais.  O recém-criado subprograma “Verão em Ocupação” destina-se aos jovens residentes nos Açores, dos 16 aos 24 anos de idade, que frequentem o Ensino Secundário, do Ensino Geral ou Profissional, ou o Ensino Superior, em cursos de Licenciatura ou Mestrado. Os projetos decorrem entre julho e agosto, no total de 35 dias úteis, com início até ao 5.º dia útil do mês de julho, num conjunto máximo de 20 horas semanais, não ultrapassando as 5 horas diárias.  Aos jovens é atribuída uma bolsa no valor de quatro euros por hora, o que poderá totalizar, se o jovem cumprir a totalidade da sua ocupação, uma bolsa no valor de 560 euros.
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Indicador Nacional de Saúde
Nota de Imprensa
25 de Junho 2026
Plano Regional de Saúde Açores 2030 alinhado com as recomendações do Indicador Nacional de Saúde
A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social considera que os resultados do Indicador Nacional de Saúde (INS) de 2025 devem ser interpretados com rigor e prudência. O INS é um inquérito de saúde por entrevista, baseado em informação auto-reportada pelos próprios cidadãos, pelo que os resultados refletem simultaneamente a presença de doença, o grau de diagnóstico e o contacto com os serviços de saúde. No seu conjunto, o INS evidencia os desafios que a Região enfrenta no domínio das doenças crónicas não transmissíveis e dos seus principais determinantes, reforçando a importância de uma atuação integrada sobre fatores como o tabagismo, a alimentação, a atividade física, a saúde mental e a prevenção da doença cardiometabólica. Mais do que identificar uma realidade desconhecida, estes resultados consolidam a necessidade de prosseguir e intensificar políticas públicas sustentadas, assentes na prevenção, na promoção da saúde e na intervenção precoce. O inquérito evidencia igualmente indicadores encorajadores. No domínio dos comportamentos aditivos, a Região apresenta um padrão de consumo de álcool globalmente mais favorável do que a média nacional, sendo a segunda região do país com menor prevalência de consumo diário (10,4%) e a que regista o menor consumo semanal (17,1%). Entre 2019 e 2025 verificou-se, além disso, uma redução do consumo diário de álcool, de 11,3% para 10,4%, acompanhada por uma diminuição global da prevalência de consumo de álcool nos últimos 12 meses. Também no consumo de tabaco se registam sinais positivos. Entre 2019 e 2025, a prevalência de fumadores reduziu-se de 23,4% para 19,5% (-3,9 pontos percentuais) e a de fumadores diários de 21,2% para 18,1% (-3,1 pontos percentuais), acompanhadas por um aumento da proporção de ex-fumadores. Apesar desta evolução favorável, o tabagismo continua a representar um dos principais desafios de saúde pública da Região, justificando o reforço das estratégias de prevenção da iniciação e de apoio à cessação tabágica. É precisamente esse o caminho que a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social pretende continuar a consolidar, em alinhamento com o Plano Regional de Saúde dos Açores 2030. Entre as prioridades estratégicas destacam-se o reforço da prevenção e da cessação tabágica em todas as ilhas, a prevenção do consumo de álcool em contextos recreativos e entre os mais jovens, a promoção de ambientes alimentares mais saudáveis, o incentivo à atividade física ao longo do ciclo de vida, a melhoria da deteção precoce e do acompanhamento da hipertensão, da diabetes e das dislipidemias, o reforço da saúde mental comunitária e da literacia em saúde, bem como uma abordagem verdadeiramente intersectorial através do princípio da "Saúde em Todas as Políticas". Importa salientar que muitos dos domínios agora evidenciados pelo INS 2025 já constituem indicadores de contratualização do Serviço Regional de Saúde, refletindo o compromisso do Governo dos Açores com a prevenção e o controlo das doenças crónicas. Entre estes incluem-se o controlo da diabetes e da hipertensão arterial, o registo e acompanhamento do índice de massa corporal, a promoção da cessação tabágica e o seguimento estruturado das pessoas com doença crónica. Esta contratualização permite alinhar a atividade assistencial com objetivos concretos de ganhos em saúde para a população açoriana, promovendo a prevenção, a deteção precoce e a melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados. A Secretaria Regional considera igualmente prioritário reforçar os mecanismos de vigilância epidemiológica e acompanhar a evolução destes indicadores através de fontes oficiais, defendendo a reedição do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF), que permitirá complementar estes resultados com dados objetivos. O INS 2025 confirma que os desafios permanecem exigentes, mas demonstra igualmente que existem sinais de evolução positiva e oportunidades concretas para melhorar os indicadores de saúde da população. O essencial já não está em identificar os problemas, mas em consolidar as medidas que têm produzido resultados e reforçar uma resposta coordenada, integrada e sustentada na melhor evidência científica. A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social reafirma, por isso, o seu compromisso em prosseguir o desenvolvimento de políticas públicas que promovam mais anos de vida com saúde para os açorianos, concentrando esforços nos determinantes com maior impacto na prevenção da doença e na melhoria da qualidade de vida da população, ciente de que os efeitos das medidas em curso se materializarão de forma gradual e não imediata.
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Conselho Consultivo da Administração Pública Regional
Nota de Imprensa
25 de Junho 2026
Conselho Consultivo analisou planeamento e rejuvenescimento da Administração Pública dos Açores
O Conselho Consultivo da Administração Pública Regional reuniu-se hoje, em Ponta Delgada, numa sessão dedicada à análise de matérias estruturantes para a gestão dos recursos humanos, a organização do trabalho e o reforço da capacidade de resposta dos serviços públicos regionais. A reunião, presidida pelo Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, teve como principais pontos da agenda a apresentação das conclusões finais sobre o Planeamento e Rejuvenescimento da Administração Pública Regional dos Açores e o ponto de situação relativo ao projeto-piloto da semana de trabalho de quatro dias. Duarte Freitas destacou que os trabalhos apresentados traduzem “uma abordagem integrada à Administração Pública Regional, que olha para as pessoas, para a organização dos serviços e para a necessidade de preparar, com antecedência, as respostas que a Região terá de assegurar nos próximos anos”. No âmbito do Planeamento e Rejuvenescimento da Administração Pública Regional dos Açores, foram apresentadas as conclusões finais do trabalho desenvolvido, com especial enfoque na identificação das necessidades futuras dos serviços, na renovação progressiva dos quadros, no reforço de competências e na importância de uma gestão previsional dos recursos humanos. “Não podemos gerir a Administração Pública apenas em função das necessidades imediatas. Temos de antecipar cenários, planear a substituição de competências críticas e garantir que os serviços continuam a ter capacidade técnica para responder aos cidadãos, às empresas e aos desafios da governação regional”, afirmou o Secretário Regional. A reunião permitiu também fazer um ponto de situação sobre o projeto-piloto da Semana de Trabalho de quatro dias, enquanto medida associada à reflexão sobre novas formas de organização do trabalho, conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar, produtividade e qualidade do serviço público. Para o Secretário Regional, “a discussão sobre modelos de trabalho deve ser feita com responsabilidade, avaliando impactos, ouvindo os serviços e garantindo que qualquer evolução nesta matéria tem sempre como pressuposto a continuidade, a qualidade e a eficiência da resposta pública”. O governante valorizou ainda o papel do Conselho Consultivo enquanto espaço de auscultação, partilha e acompanhamento das políticas públicas dirigidas aos trabalhadores e aos serviços da Administração Pública Regional. “Os desafios que temos pela frente exigem planeamento, responsabilidade e envolvimento. A Administração Pública Regional deve continuar a evoluir, valorizando os seus trabalhadores, adaptando a organização do trabalho e reforçando a qualidade dos serviços prestados à população açoriana”, concluiu. A reunião contou com a participação dos representantes sindicais da Administração Pública e dos representantes do Governo Regional que integram este órgão consultivo, assegurando um espaço de diálogo institucional sobre matérias relevantes para o presente e o futuro da Administração Pública Regional.
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