Presidência do Governo Regional
José Manuel Bolieiro destaca papel central da diáspora na afirmação e no futuro dos Açores
José Manuel Bolieiro destaca papel central da diáspora na afirmação e no futuro dos Açores
Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social
Mónica Seidi destaca renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira
Mónica Seidi destaca renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira
Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego
Participação e talento dos jovens é determinante para a capacidade competitiva dos Açores, defende Maria João Carreiro
Participação e talento dos jovens é determinante para a capacidade competitiva dos Açores, defende Maria João Carreiro
Presidência do Governo Regional
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região
Nota de Imprensa
26 de Maio 2026 José Manuel Bolieiro destaca papel central da diáspora na afirmação e no futuro dos Açores O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu hoje à sessão de abertura do Conselho da Diáspora Açoriana, sublinhando o papel central das comunidades açorianas espalhadas pelo mundo na construção do presente e do futuro da Região. Num momento marcado pelo reconhecimento do caminho já percorrido, o governante realçou o significado da criação deste órgão consultivo, lembrando “o que foi possível concretizar em tão pouco tempo com o Conselho da Diáspora Açoriana”, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Os trabalhos desta reunião centram-se em três dimensões estruturantes: as relações económicas com a diáspora, as ligações culturais que sustentam a identidade açoriana além-fronteiras e o envolvimento das novas gerações na afirmação da Açorianidade. O líder do executivo açoriano fez questão de destacar a relevância e o prestígio das comunidades açorianas, considerando-as “fantásticas na sua qualidade e no reconhecimento que conquistaram pelo mundo inteiro”. Para o Presidente do Governo, esta realidade confere aos Açores uma capacidade única de ligação global. “Nós somos grandiosos na relação com o mundo, através da nossa diáspora. E ninguém perdeu a ligação à sua identidade”, afirmou. O governante sublinhou ainda a importância de continuar a alimentar essa ligação, com especial atenção às novas gerações, deixando uma mensagem clara de compromisso coletivo: “Este reconhecimento traz também uma responsabilidade: sermos um elo cativante de adesão às nossas raízes e ao nosso futuro comum". José Manuel Bolieiro abordou também a necessidade de evolução das mentalidades, reconhecendo que, ao longo do tempo, os Açores foram frequentemente percecionados como uma realidade distante e limitada. “Durante muito tempo habituámo-nos a olhar para os Açores como distantes e pobres. Hoje, afirmamos uma visão de grandeza, de potencial e de confiança”, declarou. Sem ignorar os constrangimentos da insularidade e da escala, o líder do executivo açoriano defendeu que esses fatores devem ser encarados como oportunidades de afirmação e não como limitações. “Somos grandiosos apesar da nossa dimensão e da nossa distância", vincou. O Presidente do Governo anunciou ainda que o executivo está a preparar um Plano Estratégico das Migrações para a próxima década, com uma abordagem integrada que abrange tanto a emigração como a imigração, reforçando a visão dos Açores como uma Região aberta e global. A sessão ficou igualmente assinalada pelo lançamento de um novo número da revista Açorianidade, uma iniciativa que pretende aprofundar a reflexão sobre a identidade açoriana e reforçar a sua projeção dentro e fora do arquipélago. O governante açoriano deixou palavras de reconhecimento a todos os que têm contribuído para manter viva esta ligação, agradecendo o “desempenho e pelo compromisso que têm demonstrado". E vincou: "A nossa diáspora é um exemplo de identidade viva e de ligação às raízes". José Manuel Bolieiro destacou ainda a posição geoestratégica dos Açores no Atlântico Norte, defendendo que essa centralidade deve ser assumida como um ativo diferenciador. “A nossa geografia, tantas vezes vista como limitação, é hoje um fator de afirmação e de oportunidade", prosseguiu. O Conselho da Diáspora Açoriana reúne representantes de comunidades açorianas de várias geografias, num espaço de diálogo, partilha e construção de compromissos para o futuro coletivo dos Açores.
26 de Maio 2026 José Manuel Bolieiro destaca papel central da diáspora na afirmação e no futuro dos Açores O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu hoje à sessão de abertura do Conselho da Diáspora Açoriana, sublinhando o papel central das comunidades açorianas espalhadas pelo mundo na construção do presente e do futuro da Região. Num momento marcado pelo reconhecimento do caminho já percorrido, o governante realçou o significado da criação deste órgão consultivo, lembrando “o que foi possível concretizar em tão pouco tempo com o Conselho da Diáspora Açoriana”, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Os trabalhos desta reunião centram-se em três dimensões estruturantes: as relações económicas com a diáspora, as ligações culturais que sustentam a identidade açoriana além-fronteiras e o envolvimento das novas gerações na afirmação da Açorianidade. O líder do executivo açoriano fez questão de destacar a relevância e o prestígio das comunidades açorianas, considerando-as “fantásticas na sua qualidade e no reconhecimento que conquistaram pelo mundo inteiro”. Para o Presidente do Governo, esta realidade confere aos Açores uma capacidade única de ligação global. “Nós somos grandiosos na relação com o mundo, através da nossa diáspora. E ninguém perdeu a ligação à sua identidade”, afirmou. O governante sublinhou ainda a importância de continuar a alimentar essa ligação, com especial atenção às novas gerações, deixando uma mensagem clara de compromisso coletivo: “Este reconhecimento traz também uma responsabilidade: sermos um elo cativante de adesão às nossas raízes e ao nosso futuro comum". José Manuel Bolieiro abordou também a necessidade de evolução das mentalidades, reconhecendo que, ao longo do tempo, os Açores foram frequentemente percecionados como uma realidade distante e limitada. “Durante muito tempo habituámo-nos a olhar para os Açores como distantes e pobres. Hoje, afirmamos uma visão de grandeza, de potencial e de confiança”, declarou. Sem ignorar os constrangimentos da insularidade e da escala, o líder do executivo açoriano defendeu que esses fatores devem ser encarados como oportunidades de afirmação e não como limitações. “Somos grandiosos apesar da nossa dimensão e da nossa distância", vincou. O Presidente do Governo anunciou ainda que o executivo está a preparar um Plano Estratégico das Migrações para a próxima década, com uma abordagem integrada que abrange tanto a emigração como a imigração, reforçando a visão dos Açores como uma Região aberta e global. A sessão ficou igualmente assinalada pelo lançamento de um novo número da revista Açorianidade, uma iniciativa que pretende aprofundar a reflexão sobre a identidade açoriana e reforçar a sua projeção dentro e fora do arquipélago. O governante açoriano deixou palavras de reconhecimento a todos os que têm contribuído para manter viva esta ligação, agradecendo o “desempenho e pelo compromisso que têm demonstrado". E vincou: "A nossa diáspora é um exemplo de identidade viva e de ligação às raízes". José Manuel Bolieiro destacou ainda a posição geoestratégica dos Açores no Atlântico Norte, defendendo que essa centralidade deve ser assumida como um ativo diferenciador. “A nossa geografia, tantas vezes vista como limitação, é hoje um fator de afirmação e de oportunidade", prosseguiu. O Conselho da Diáspora Açoriana reúne representantes de comunidades açorianas de várias geografias, num espaço de diálogo, partilha e construção de compromissos para o futuro coletivo dos Açores.
Nota de Imprensa
26 de Maio 2026 Mónica Seidi destaca renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, presidiu hoje, na Praia da Vitória, à entrega de novas viaturas destinadas à Unidade de Saúde de Ilha Terceira (USIT), no âmbito da renovação integral da frota automóvel da instituição, uma medida há muito necessária e profundamente estruturante para o reforço da resposta de proximidade prestada à população terceirense. Através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a USIT irá beneficiar da aquisição de 17 novas viaturas, num investimento superior a 816 mil euros, representando uma renovação histórica que não acontecia há mais de duas décadas. A modernização da frota permitirá melhorar significativamente as condições de trabalho dos profissionais de saúde, reforçando simultaneamente a segurança das deslocações realizadas diariamente no âmbito da prestação de cuidados de saúde em toda a ilha, nomeadamente no acompanhamento domiciliário e nos cuidados de proximidade. A Secretária Regional sublinha que “a renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira representa um investimento essencial para garantir melhores condições de resposta à população e maior segurança aos profissionais de saúde”. A governante destacou ainda a estratégia de reforço da capacidade assistencial da USIT, que irá contratar a breve prazo mais três Médicos de Medicina Geral e Familiar, consolidando a resposta dos cuidados de saúde primários na ilha. Atualmente, a ilha Terceira conta com uma taxa de cobertura de médico de família de 95%, resultado do investimento contínuo do Governo dos Açores na valorização dos recursos humanos e no fortalecimento do Serviço Regional de Saúde. No final do primeiro trimestre de 2026, a Unidade de Saúde de Ilha Terceira contava com 360 profissionais, cerca de mais de uma centena do que em 2019, refletindo o crescimento consistente da capacidade de resposta da instituição. Entre 2021 e 2026, o investimento global na USIT ascende a 2,4 milhões de euros, destinados à modernização tecnológica, reforço de equipamentos e aumento da capacidade operacional. A Secretária Regional reafirma: “Estamos a investir em pessoas, infraestruturas e inovação para garantir um Serviço Regional de Saúde mais resiliente, mais próximo e mais preparado para responder às necessidades dos açorianos, do Corvo a Santa Maria”.
26 de Maio 2026 Mónica Seidi destaca renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, presidiu hoje, na Praia da Vitória, à entrega de novas viaturas destinadas à Unidade de Saúde de Ilha Terceira (USIT), no âmbito da renovação integral da frota automóvel da instituição, uma medida há muito necessária e profundamente estruturante para o reforço da resposta de proximidade prestada à população terceirense. Através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a USIT irá beneficiar da aquisição de 17 novas viaturas, num investimento superior a 816 mil euros, representando uma renovação histórica que não acontecia há mais de duas décadas. A modernização da frota permitirá melhorar significativamente as condições de trabalho dos profissionais de saúde, reforçando simultaneamente a segurança das deslocações realizadas diariamente no âmbito da prestação de cuidados de saúde em toda a ilha, nomeadamente no acompanhamento domiciliário e nos cuidados de proximidade. A Secretária Regional sublinha que “a renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira representa um investimento essencial para garantir melhores condições de resposta à população e maior segurança aos profissionais de saúde”. A governante destacou ainda a estratégia de reforço da capacidade assistencial da USIT, que irá contratar a breve prazo mais três Médicos de Medicina Geral e Familiar, consolidando a resposta dos cuidados de saúde primários na ilha. Atualmente, a ilha Terceira conta com uma taxa de cobertura de médico de família de 95%, resultado do investimento contínuo do Governo dos Açores na valorização dos recursos humanos e no fortalecimento do Serviço Regional de Saúde. No final do primeiro trimestre de 2026, a Unidade de Saúde de Ilha Terceira contava com 360 profissionais, cerca de mais de uma centena do que em 2019, refletindo o crescimento consistente da capacidade de resposta da instituição. Entre 2021 e 2026, o investimento global na USIT ascende a 2,4 milhões de euros, destinados à modernização tecnológica, reforço de equipamentos e aumento da capacidade operacional. A Secretária Regional reafirma: “Estamos a investir em pessoas, infraestruturas e inovação para garantir um Serviço Regional de Saúde mais resiliente, mais próximo e mais preparado para responder às necessidades dos açorianos, do Corvo a Santa Maria”.
Nota de Imprensa
26 de Maio 2026 Participação e talento dos jovens é determinante para a capacidade competitiva dos Açores, defende Maria João Carreiro A Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, defendeu hoje, em Ponta Delgada, que a participação e o talento dos jovens é determinante para afirmar e potenciar a capacidade competitiva dos Açores. Durante a sessão de abertura da 91.ª Board Meeting da European Students’ Union (ESU) – organização que representa as associações de estudantes do Ensino Superior de mais de 40 países – a governante apresentou os Açores como uma “região aberta ao talento, à criatividade e à ambição” de quem quer aprender, trabalhar e construir futuro. “Nos Açores, é possível crescer profissionalmente, ter contacto com empresas inovadoras, instituições dinâmicas e setores em transformação, sem abdicar da qualidade de vida”, disse, sinalizando investimentos públicos regionais e comunitários em curso, designadamente nas áreas da economia azul, da economia verde e da economia digital. De território historicamente de partidas, os Açores representam hoje uma oportunidade para os jovens naturais e residentes nos Açores, bem como para jovens que decidam iniciar o seu percurso académico ou profissional numa Região que “está a investir nas competências, na atração e fixação de talento e na qualidade do emprego”, enalteceu. Perante uma plateia de mais de uma centena de dirigentes associativos europeus, Maria João Carreiro sublinhou que “os Açores são muito mais do que um destino turístico no meio do Atlântico”, apelando aos jovens para que “olhem e ajudem a olhar” para esta região europeia e ultraperiférica como uma terra onde podem começar a sua carreira, testar ideias, criar ligações internacionais e descobrir novas formas de viver e trabalhar. “Os Açores podem ser um laboratório europeu de talento jovem, inovação, mobilidade e a melhor forma de conhecer esta Região, onde cada jovem é visto como parte da solução e do futuro, é vivendo-a, trabalhando nela e fazer parte desta nova geração que escolhe o Atlântico para começar o seu caminho”, disse. A 91.ª Board Meeting da European Students’ Union, que acontece pela primeira vez nos Açores, vai decorrer até sábado em Ponta Delgada, numa coorganização da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude, e do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa - FAIRe Portugal. Subordinado ao tema “O poder transformador do Ensino Superior nas Regiões Ultraperiféricas”, este encontro inclui sessões plenárias, grupos de trabalho temáticos, debates políticos e sessões formais de tomada de decisão, durante as quais serão discutidas e votadas resoluções com impacto no setor do ensino superior europeu. Do programa do evento, que está a decorrer no Azoris Royal Garden Hotel, constam ainda sessões abertas ao público, com oradores regionais do setor público e do setor privado, entre os quais o Vice-Presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, o Deputado ao Parlamento Europeu, Paulo «do Nascimento Cabral, e a Reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, num amplo debate sobre questões estratégicas para o desenvolvimento regional e europeu. Para Maria João Carreiro, a realização deste encontro nos Açores “assume um significado particularmente relevante”, não só porque coloca os Açores no centro do debate europeu sobre o Ensino Superior, a participação estudantil e os desafios da educação e da qualificação dos jovens, mas também porque permite “dar visibilidade ao caminho que temos vindo a construir nos Açores para reforçar as oportunidades para os jovens”. Além da Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, participaram na sessão de abertura a Secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico, a Presidente da ESU, Lana Par, e o Presidente do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa, Daniel Aragão.
26 de Maio 2026 Participação e talento dos jovens é determinante para a capacidade competitiva dos Açores, defende Maria João Carreiro A Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, defendeu hoje, em Ponta Delgada, que a participação e o talento dos jovens é determinante para afirmar e potenciar a capacidade competitiva dos Açores. Durante a sessão de abertura da 91.ª Board Meeting da European Students’ Union (ESU) – organização que representa as associações de estudantes do Ensino Superior de mais de 40 países – a governante apresentou os Açores como uma “região aberta ao talento, à criatividade e à ambição” de quem quer aprender, trabalhar e construir futuro. “Nos Açores, é possível crescer profissionalmente, ter contacto com empresas inovadoras, instituições dinâmicas e setores em transformação, sem abdicar da qualidade de vida”, disse, sinalizando investimentos públicos regionais e comunitários em curso, designadamente nas áreas da economia azul, da economia verde e da economia digital. De território historicamente de partidas, os Açores representam hoje uma oportunidade para os jovens naturais e residentes nos Açores, bem como para jovens que decidam iniciar o seu percurso académico ou profissional numa Região que “está a investir nas competências, na atração e fixação de talento e na qualidade do emprego”, enalteceu. Perante uma plateia de mais de uma centena de dirigentes associativos europeus, Maria João Carreiro sublinhou que “os Açores são muito mais do que um destino turístico no meio do Atlântico”, apelando aos jovens para que “olhem e ajudem a olhar” para esta região europeia e ultraperiférica como uma terra onde podem começar a sua carreira, testar ideias, criar ligações internacionais e descobrir novas formas de viver e trabalhar. “Os Açores podem ser um laboratório europeu de talento jovem, inovação, mobilidade e a melhor forma de conhecer esta Região, onde cada jovem é visto como parte da solução e do futuro, é vivendo-a, trabalhando nela e fazer parte desta nova geração que escolhe o Atlântico para começar o seu caminho”, disse. A 91.ª Board Meeting da European Students’ Union, que acontece pela primeira vez nos Açores, vai decorrer até sábado em Ponta Delgada, numa coorganização da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude, e do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa - FAIRe Portugal. Subordinado ao tema “O poder transformador do Ensino Superior nas Regiões Ultraperiféricas”, este encontro inclui sessões plenárias, grupos de trabalho temáticos, debates políticos e sessões formais de tomada de decisão, durante as quais serão discutidas e votadas resoluções com impacto no setor do ensino superior europeu. Do programa do evento, que está a decorrer no Azoris Royal Garden Hotel, constam ainda sessões abertas ao público, com oradores regionais do setor público e do setor privado, entre os quais o Vice-Presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, o Deputado ao Parlamento Europeu, Paulo «do Nascimento Cabral, e a Reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, num amplo debate sobre questões estratégicas para o desenvolvimento regional e europeu. Para Maria João Carreiro, a realização deste encontro nos Açores “assume um significado particularmente relevante”, não só porque coloca os Açores no centro do debate europeu sobre o Ensino Superior, a participação estudantil e os desafios da educação e da qualificação dos jovens, mas também porque permite “dar visibilidade ao caminho que temos vindo a construir nos Açores para reforçar as oportunidades para os jovens”. Além da Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, participaram na sessão de abertura a Secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico, a Presidente da ESU, Lana Par, e o Presidente do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa, Daniel Aragão.
Nota de Imprensa
25 de Maio 2026 José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a necessidade de afirmar os Açores como um exemplo de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na capacidade de transformar desafios em oportunidades. O líder do executivo açoriano enfatizou o momento simbólico que marca os 50 anos da Autonomia Política, sublinhando o orgulho na identidade do povo açoriano. “Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade”, afirmou. José Manuel Bolieiro destacou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para o governante açoriano este processo permitiu transformar profundamente a realidade das ilhas: “Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes cinquenta anos, com recuperação de enormes atrasos”, sublinhou. O presidente do Governo dos Açores salientou ainda a evolução verificada em áreas essenciais, como a saúde, a educação e a economia, destacando indicadores que evidenciam esse progresso - referiu, por exemplo, o aumento significativo dos profissionais de saúde, a generalização do ensino secundário a todas as ilhas e o crescimento da riqueza regional. “Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e é assim que se combate a pobreza histórica”, afirmou. Num discurso que conciliou memória e projeção de futuro, José Manuel Bolieiro destacou a importância da unidade das nove ilhas como base do desenvolvimento regional. “A unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma para trás”, disse, apontando a coesão como elemento fundamental para o sucesso coletivo. O líder do executivo açoriano abordou também o contexto internacional atual, marcado por instabilidade e incerteza, defendendo que os Açores devem assumir-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional. “Num momento internacional marcado por conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária”, declarou. A estratégia de desenvolvimento sustentável foi outro dos pilares da intervenção, com o Presidente do Governo dos Acores a destacar a valorização dos recursos naturais e a aposta nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, afirmou, sublinhando o papel do arquipélago na proteção do oceano e na antecipação de metas globais de sustentabilidade. Outro dos pontos centrais do discurso foi a dimensão geoestratégica dos Açores, cada vez mais relevante no contexto atlântico. O líder açoriano destacou o papel da Região como ponte entre continentes e como ativo estratégico para Portugal, a União Europeia e a NATO. “Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro”, referiu. José Manuel Bolieiro assinalou igualmente os 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, considerando que essa pertença tem sido crucial para a modernização do arquipélago e para a criação de novas oportunidades. Salientou, contudo, a necessidade de continuar a valorizar a condição ultraperiférica, conciliando-a com a crescente centralidade atlântica dos Açores. O presidente do Governo dos Acores deixou uma mensagem de confiança e ambição, apelando à mobilização coletiva. “Pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser”, afirmou, reforçando o compromisso com um futuro construído com todas as gerações. Nota relacionada: Intervenção do Presidente do Governo
25 de Maio 2026 José Manuel Bolieiro destaca autonomia e ambição açoriana no Dia da Região O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu hoje, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a necessidade de afirmar os Açores como um exemplo de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na capacidade de transformar desafios em oportunidades. O líder do executivo açoriano enfatizou o momento simbólico que marca os 50 anos da Autonomia Política, sublinhando o orgulho na identidade do povo açoriano. “Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade”, afirmou. José Manuel Bolieiro destacou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para o governante açoriano este processo permitiu transformar profundamente a realidade das ilhas: “Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes cinquenta anos, com recuperação de enormes atrasos”, sublinhou. O presidente do Governo dos Açores salientou ainda a evolução verificada em áreas essenciais, como a saúde, a educação e a economia, destacando indicadores que evidenciam esse progresso - referiu, por exemplo, o aumento significativo dos profissionais de saúde, a generalização do ensino secundário a todas as ilhas e o crescimento da riqueza regional. “Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e é assim que se combate a pobreza histórica”, afirmou. Num discurso que conciliou memória e projeção de futuro, José Manuel Bolieiro destacou a importância da unidade das nove ilhas como base do desenvolvimento regional. “A unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma para trás”, disse, apontando a coesão como elemento fundamental para o sucesso coletivo. O líder do executivo açoriano abordou também o contexto internacional atual, marcado por instabilidade e incerteza, defendendo que os Açores devem assumir-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional. “Num momento internacional marcado por conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária”, declarou. A estratégia de desenvolvimento sustentável foi outro dos pilares da intervenção, com o Presidente do Governo dos Acores a destacar a valorização dos recursos naturais e a aposta nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, afirmou, sublinhando o papel do arquipélago na proteção do oceano e na antecipação de metas globais de sustentabilidade. Outro dos pontos centrais do discurso foi a dimensão geoestratégica dos Açores, cada vez mais relevante no contexto atlântico. O líder açoriano destacou o papel da Região como ponte entre continentes e como ativo estratégico para Portugal, a União Europeia e a NATO. “Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro”, referiu. José Manuel Bolieiro assinalou igualmente os 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, considerando que essa pertença tem sido crucial para a modernização do arquipélago e para a criação de novas oportunidades. Salientou, contudo, a necessidade de continuar a valorizar a condição ultraperiférica, conciliando-a com a crescente centralidade atlântica dos Açores. O presidente do Governo dos Acores deixou uma mensagem de confiança e ambição, apelando à mobilização coletiva. “Pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser”, afirmou, reforçando o compromisso com um futuro construído com todas as gerações. Nota relacionada: Intervenção do Presidente do Governo
Intervenção
25 de Maio 2026 Intervenção do Presidente do Governo Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, em Ponta Delgada, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores: “- Senhora Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Excelência; Permita-me que lhe dirija uma especial saudação, nesta que é a sua primeira participação na sessão celebrativa do Dia dos Açores e da sua Autonomia Política. - Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Excelência; - Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Excelência; - Senhora Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil do Governo Regional da Madeira, em representação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira - Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada; Permita-me que, na sua pessoa, faça uma saudação e felicitação à condição especial de Ponta Delgada, como capital Portuguesa da Cultura, 2026. - Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada; - Senhores Antigos Presidentes do Governo dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia da República; - Senhores Deputados ao Parlamento Europeu; - Senhoras e Senhores Membros do Governo Regional dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; - Senhora Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores; - Senhor Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores; - Senhor Coordenador Regional da Associação Nacional de Freguesias; - Magnífica Reitora da Universidade dos Açores; - Senhor Comandante Operacional dos Açores; - Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo de Angra; - Entidades Autárquicas, Religiosas, Militares, das Forças de Segurança e representantes de diversos organismos governamentais e não governamentais; - Dirigentes e Representantes das Ordens Profissionais, Organizações Sindicais, Associações Patronais, Profissionais, Culturais, Recreativas e Humanitárias, bem como das entidades representativas do setor social e solidário; - Distintos Agraciados; - Ilustres Convidados; - Minhas Senhoras e Meus Senhores. Açorianos: Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo. Evocamos a nossa identidade, a nossa história, e, de forma muito especial, evocamos os 50 anos de Autonomia Política. Exaltamos um marco fundador, a conquista da democracia. Exaltamos a consagração constitucional da Autonomia Política, a criação da Região Autónoma e dos Órgãos de Governo Próprio. Celebramos o que somos: Um Povo. Povo forjado ao longo de 600 anos de história insular. O Povo Açoriano, atlântico, ilhéu e resiliente, que, ao longo da sua história, soube transformar dificuldades em caminho, isolamento em abertura ao mundo e incerteza em esperança. No preâmbulo do nosso Estatuto Político-Administrativo está bem expressa a marca da identidade do Povo Açoriano, e cito: “afirmando-se herdeiros daqueles que historicamente resistiram ao isolamento e ao abandono, às intempéries e a outros cataclismos da natureza, aos ciclos de escassez material e às mais variadas contrariedades, forjando assim um singular e orgulhoso portuguesismo a que ousaram nomear de açorianidade”. A unidade das nove ilhas dos Açores é essencial para o sucesso deste projeto ousado e inovador. Unidade que é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores. Um desenvolvimento que permitiu um surto de progresso social, territorial e económico, em todas as ilhas, sem paralelo na nossa história pré-Autonomia Política. Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes 50 anos, com recuperação de enormes atrasos, por isolamento, solidão, desconsideração e abandono. Ao longo destas cinco décadas de Autonomia Política e Democrática, o Povo Açoriano escolheu, em cada eleição, a composição da Assembleia Legislativa e a subsequente formação dos Governos Regionais. Saúdo, com o simbolismo próprio desta ocasião, os meus antecessores, os Presidentes Mota Amaral, Madruga da Costa, Carlos César e Vasco Cordeiro. Assinalar, adequadamente, 50 anos de Autonomia Política é fazer compreender o que nos trouxe até aqui, e, simultaneamente, afirmar compromisso com o futuro. A Autonomia Política nasceu da consciência de uma real identidade própria e do nosso entendimento da Democracia Portuguesa. Entendemos que um Estado se torna mais forte quando reconhece a diversidade do seu território e Povo. Portugal é um País arquipelágico e o Povo Português tem povos insulares. Portugal é mais valioso por causa do território Açores. E a história do Povo Açoriano é um orgulho para o País. A nossa Autonomia Política forjou-se na liberdade trazida pelo 25 de Abril de 1974 e no texto da Constituição da República de 1976, sempre progressiva, em cada revisão constitucional subsequente. Os Deputados Constituintes dos Açores conceberam e defenderam, com conteúdo e projeção, como nunca dantes tinha sido sequer pensado ou alcançado, a Autonomia Política e a criação das Regiões Autónomas. Aproveito o ensejo para renovar e reforçar uma saudação, com reconhecimento e gratidão, aos nossos Deputados Constituintes: – Mota Amaral, Jaime Gama, Américo Natalino Viveiros, Germano Domingos, José Manuel Bettencourt e Rúben Raposo. Antero de Quental disse-nos: “A liberdade é a primeira condição para que alcancem as sociedades o fim a que as destina a Providência”. E tem sido assim, a nossa Autonomia Política Democrática nos Açores. Em liberdade, o Povo Açoriano tem escolhido, acreditando nos valores da governabilidade e do realismo das condições sociais e económicas. Apesar da grandeza dos desafios, e numa análise mais macro, estes cinquenta anos foram fazedores de conhecimento e de responsabilidade. Foram construtores de um caminho feito com o Povo, que transformou a realidade das nossas ilhas. A qualidade de vida que hoje vivemos nos Açores não tem nada a ver com aquela que tínhamos há 50 anos. Hoje, os açorianos têm acesso a cuidados de saúde, que eram impensáveis antes da Autonomia Política. Em 1976, os três hospitais existentes empregavam cerca de 700 pessoas. Hoje, em instalações maiores e modernizadas, e equipados com tecnologia avançada, empregam quase 4.200 pessoas. Em 1977 trabalhavam nos Açores 90 médicos. Hoje, trabalham 6.148 profissionais de saúde, dos quais cerca de 900 são médicos e 2.000 são enfermeiros. Hoje os açorianos têm mais qualificações. O ensino secundário foi alargado a todas as ilhas, a qualificação técnica de nível superior foi incentivada e a formação profissional consolidou-se como alternativa para os jovens açorianos. A evolução da riqueza produzida na Região cresceu muito. O PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026. O dobro. A economia da Região alterou-se profundamente. O turismo de natureza, as energias renováveis, os serviços especializados, a modernização da agricultura, a exportação de valor acrescentado dos produtos de agro e do marítimo alimentar impulsionaram o volume total da economia. Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica. Atualmente, temos o maior número de empregados de sempre. Mais de 120.000 pessoas estão empregadas nos Açores! Passamos de uma terra de emigrantes para uma Região que recebe imigrantes e bem os acolhe. E é essa capacidade coletiva que hoje importa reconhecer. E faço-o com orgulho, pois foi a Autonomia Política que o permitiu. Num momento internacional marcado pela instabilidade, conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária, e serem espaço político e social de estabilidade, de diálogo e de responsabilidade institucional. E tem sido com esse sentido de responsabilidade que temos vindo a afirmar a nossa estratégia. Uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que valoriza as pessoas, que promove o aumento do rendimento das famílias e das empresas, que mantém uma política de redução fiscal consistente, que estimula o crescimento económico, que promove a mobilidade interna das pessoas e a circulação de mercadorias, gerando riqueza, que assegure a estabilidade do emprego e qualificação do nosso recurso humano. Os Açores estão a reforçar a sua dimensão geoestratégica, com valorização do seu património natural e de todo o seu território - o terrestre, o marítimo e o espacial. Na verdade, o mundo e o futuro precisam dessa estratégia de desenvolvimento sustentável. E ambos precisam de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol. Compreender e respeitar a terra, o mar e o espaço é a melhor forma de criar valor. Valor para os Açores. Na proteção do oceano, lideramos pelo exemplo. E essa liderança é reconhecida, sobretudo a nível internacional, onde o cumprimento antecipado de objetivos globais de desenvolvimento sustentável previsto pelas Nações Unidas demonstra a consistência do nosso caminho. E este é um resultado da nossa Autonomia Política. Açorianos: Também este ano, celebramos 40 anos da nossa integração na União Europeia. A nossa integração europeia tem vindo a permitir reforçar meios financeiros para modernizar o nosso território, para qualificar os nossos cidadãos e, portanto, para potenciar novas oportunidades e ambições. Na atualidade, devemos juntar à nossa condição de Região Ultraperiférica, que justifica a atenção especial às nossas especificidades e necessidades, para que sejam cumpridos valores europeus e comunitários fundamentais, como a coesão social, a continuidade territorial, o direito a ficar das populações residentes, também a nossa condição de centralidade atlântica, que justifica o reconhecimento do valor que acrescentamos a Portugal, à União Europeia e à NATO. Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro. Elementos essenciais para sermos efetivamente relevantes nas transições globais, como sejam as transições climática, digital, energética e tecnológica. Todas muito importantes para a definição das economias de alta precisão, no mar, no espaço e em terra. Aliás, o melhor futuro que poderemos dar à nossa Autonomia, será o da Autonomia do conhecimento. Facto é que somos um ponto de ligação entre continentes. Uma relevante presença da União Europeia no Atlântico. Um território que é, simultaneamente, fronteira e ponto de encontro, linha avançada e lugar de convergência entre continentes, rotas e interesses globais. A importância geoestratégica dos Açores manifesta se na forma como o arquipélago acrescenta dimensão a Portugal e à União Europeia — no mar, no espaço, nas comunicações e na ciência. Portugal e a União Europeia têm, nos Açores, uma vantagem estratégica singular, a qual têm o dever e a oportunidade de reconhecer e potenciar. Os constrangimentos geográficos continuarão a existir, mas as oportunidades da geografia tornar-se-ão cada vez mais evidentes. Progressivamente, pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser. E é para essa transformação que trabalhamos, com confiança, transformando incerteza em ambição. É um dever. Com todas as gerações. Com todos os açorianos. Vivam os Açores!”
25 de Maio 2026 Intervenção do Presidente do Governo Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, proferida hoje, em Ponta Delgada, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores: “- Senhora Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Excelência; Permita-me que lhe dirija uma especial saudação, nesta que é a sua primeira participação na sessão celebrativa do Dia dos Açores e da sua Autonomia Política. - Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Excelência; - Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Excelência; - Senhora Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil do Governo Regional da Madeira, em representação do Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira - Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada; Permita-me que, na sua pessoa, faça uma saudação e felicitação à condição especial de Ponta Delgada, como capital Portuguesa da Cultura, 2026. - Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Ponta Delgada; - Senhores Antigos Presidentes do Governo dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia da República; - Senhores Deputados ao Parlamento Europeu; - Senhoras e Senhores Membros do Governo Regional dos Açores; - Senhoras e Senhores Deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores; - Senhora Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores; - Senhor Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores; - Senhor Coordenador Regional da Associação Nacional de Freguesias; - Magnífica Reitora da Universidade dos Açores; - Senhor Comandante Operacional dos Açores; - Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo de Angra; - Entidades Autárquicas, Religiosas, Militares, das Forças de Segurança e representantes de diversos organismos governamentais e não governamentais; - Dirigentes e Representantes das Ordens Profissionais, Organizações Sindicais, Associações Patronais, Profissionais, Culturais, Recreativas e Humanitárias, bem como das entidades representativas do setor social e solidário; - Distintos Agraciados; - Ilustres Convidados; - Minhas Senhoras e Meus Senhores. Açorianos: Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo. Evocamos a nossa identidade, a nossa história, e, de forma muito especial, evocamos os 50 anos de Autonomia Política. Exaltamos um marco fundador, a conquista da democracia. Exaltamos a consagração constitucional da Autonomia Política, a criação da Região Autónoma e dos Órgãos de Governo Próprio. Celebramos o que somos: Um Povo. Povo forjado ao longo de 600 anos de história insular. O Povo Açoriano, atlântico, ilhéu e resiliente, que, ao longo da sua história, soube transformar dificuldades em caminho, isolamento em abertura ao mundo e incerteza em esperança. No preâmbulo do nosso Estatuto Político-Administrativo está bem expressa a marca da identidade do Povo Açoriano, e cito: “afirmando-se herdeiros daqueles que historicamente resistiram ao isolamento e ao abandono, às intempéries e a outros cataclismos da natureza, aos ciclos de escassez material e às mais variadas contrariedades, forjando assim um singular e orgulhoso portuguesismo a que ousaram nomear de açorianidade”. A unidade das nove ilhas dos Açores é essencial para o sucesso deste projeto ousado e inovador. Unidade que é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores. Um desenvolvimento que permitiu um surto de progresso social, territorial e económico, em todas as ilhas, sem paralelo na nossa história pré-Autonomia Política. Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes 50 anos, com recuperação de enormes atrasos, por isolamento, solidão, desconsideração e abandono. Ao longo destas cinco décadas de Autonomia Política e Democrática, o Povo Açoriano escolheu, em cada eleição, a composição da Assembleia Legislativa e a subsequente formação dos Governos Regionais. Saúdo, com o simbolismo próprio desta ocasião, os meus antecessores, os Presidentes Mota Amaral, Madruga da Costa, Carlos César e Vasco Cordeiro. Assinalar, adequadamente, 50 anos de Autonomia Política é fazer compreender o que nos trouxe até aqui, e, simultaneamente, afirmar compromisso com o futuro. A Autonomia Política nasceu da consciência de uma real identidade própria e do nosso entendimento da Democracia Portuguesa. Entendemos que um Estado se torna mais forte quando reconhece a diversidade do seu território e Povo. Portugal é um País arquipelágico e o Povo Português tem povos insulares. Portugal é mais valioso por causa do território Açores. E a história do Povo Açoriano é um orgulho para o País. A nossa Autonomia Política forjou-se na liberdade trazida pelo 25 de Abril de 1974 e no texto da Constituição da República de 1976, sempre progressiva, em cada revisão constitucional subsequente. Os Deputados Constituintes dos Açores conceberam e defenderam, com conteúdo e projeção, como nunca dantes tinha sido sequer pensado ou alcançado, a Autonomia Política e a criação das Regiões Autónomas. Aproveito o ensejo para renovar e reforçar uma saudação, com reconhecimento e gratidão, aos nossos Deputados Constituintes: – Mota Amaral, Jaime Gama, Américo Natalino Viveiros, Germano Domingos, José Manuel Bettencourt e Rúben Raposo. Antero de Quental disse-nos: “A liberdade é a primeira condição para que alcancem as sociedades o fim a que as destina a Providência”. E tem sido assim, a nossa Autonomia Política Democrática nos Açores. Em liberdade, o Povo Açoriano tem escolhido, acreditando nos valores da governabilidade e do realismo das condições sociais e económicas. Apesar da grandeza dos desafios, e numa análise mais macro, estes cinquenta anos foram fazedores de conhecimento e de responsabilidade. Foram construtores de um caminho feito com o Povo, que transformou a realidade das nossas ilhas. A qualidade de vida que hoje vivemos nos Açores não tem nada a ver com aquela que tínhamos há 50 anos. Hoje, os açorianos têm acesso a cuidados de saúde, que eram impensáveis antes da Autonomia Política. Em 1976, os três hospitais existentes empregavam cerca de 700 pessoas. Hoje, em instalações maiores e modernizadas, e equipados com tecnologia avançada, empregam quase 4.200 pessoas. Em 1977 trabalhavam nos Açores 90 médicos. Hoje, trabalham 6.148 profissionais de saúde, dos quais cerca de 900 são médicos e 2.000 são enfermeiros. Hoje os açorianos têm mais qualificações. O ensino secundário foi alargado a todas as ilhas, a qualificação técnica de nível superior foi incentivada e a formação profissional consolidou-se como alternativa para os jovens açorianos. A evolução da riqueza produzida na Região cresceu muito. O PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026. O dobro. A economia da Região alterou-se profundamente. O turismo de natureza, as energias renováveis, os serviços especializados, a modernização da agricultura, a exportação de valor acrescentado dos produtos de agro e do marítimo alimentar impulsionaram o volume total da economia. Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica. Atualmente, temos o maior número de empregados de sempre. Mais de 120.000 pessoas estão empregadas nos Açores! Passamos de uma terra de emigrantes para uma Região que recebe imigrantes e bem os acolhe. E é essa capacidade coletiva que hoje importa reconhecer. E faço-o com orgulho, pois foi a Autonomia Política que o permitiu. Num momento internacional marcado pela instabilidade, conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária, e serem espaço político e social de estabilidade, de diálogo e de responsabilidade institucional. E tem sido com esse sentido de responsabilidade que temos vindo a afirmar a nossa estratégia. Uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que valoriza as pessoas, que promove o aumento do rendimento das famílias e das empresas, que mantém uma política de redução fiscal consistente, que estimula o crescimento económico, que promove a mobilidade interna das pessoas e a circulação de mercadorias, gerando riqueza, que assegure a estabilidade do emprego e qualificação do nosso recurso humano. Os Açores estão a reforçar a sua dimensão geoestratégica, com valorização do seu património natural e de todo o seu território - o terrestre, o marítimo e o espacial. Na verdade, o mundo e o futuro precisam dessa estratégia de desenvolvimento sustentável. E ambos precisam de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol. Compreender e respeitar a terra, o mar e o espaço é a melhor forma de criar valor. Valor para os Açores. Na proteção do oceano, lideramos pelo exemplo. E essa liderança é reconhecida, sobretudo a nível internacional, onde o cumprimento antecipado de objetivos globais de desenvolvimento sustentável previsto pelas Nações Unidas demonstra a consistência do nosso caminho. E este é um resultado da nossa Autonomia Política. Açorianos: Também este ano, celebramos 40 anos da nossa integração na União Europeia. A nossa integração europeia tem vindo a permitir reforçar meios financeiros para modernizar o nosso território, para qualificar os nossos cidadãos e, portanto, para potenciar novas oportunidades e ambições. Na atualidade, devemos juntar à nossa condição de Região Ultraperiférica, que justifica a atenção especial às nossas especificidades e necessidades, para que sejam cumpridos valores europeus e comunitários fundamentais, como a coesão social, a continuidade territorial, o direito a ficar das populações residentes, também a nossa condição de centralidade atlântica, que justifica o reconhecimento do valor que acrescentamos a Portugal, à União Europeia e à NATO. Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro. Elementos essenciais para sermos efetivamente relevantes nas transições globais, como sejam as transições climática, digital, energética e tecnológica. Todas muito importantes para a definição das economias de alta precisão, no mar, no espaço e em terra. Aliás, o melhor futuro que poderemos dar à nossa Autonomia, será o da Autonomia do conhecimento. Facto é que somos um ponto de ligação entre continentes. Uma relevante presença da União Europeia no Atlântico. Um território que é, simultaneamente, fronteira e ponto de encontro, linha avançada e lugar de convergência entre continentes, rotas e interesses globais. A importância geoestratégica dos Açores manifesta se na forma como o arquipélago acrescenta dimensão a Portugal e à União Europeia — no mar, no espaço, nas comunicações e na ciência. Portugal e a União Europeia têm, nos Açores, uma vantagem estratégica singular, a qual têm o dever e a oportunidade de reconhecer e potenciar. Os constrangimentos geográficos continuarão a existir, mas as oportunidades da geografia tornar-se-ão cada vez mais evidentes. Progressivamente, pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser. E é para essa transformação que trabalhamos, com confiança, transformando incerteza em ambição. É um dever. Com todas as gerações. Com todos os açorianos. Vivam os Açores!”
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