22 de Maio 2024 - Publicado há 29 dias, 2 horas e 7 minutos
Mónica Seidi diz que este é o tempo da “ponderação, união e decisão”
location Horta

Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social

A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, apresentou hoje, 18 dias após o incêndio no Hospital Divino Espírito Santo (HDES), as prioridades orçamentais nas áreas da sua tutela, defendendo ser este o momento da “ponderação, união e decisão”.

“Este é, pois, tempo de ponderação. É tempo de união. E de decisão! É mais do que tempo de os utentes do Serviço Regional de Saúde (SRS) serem efetivamente uma preocupação de todos nós. Este é o momento de começar a trazer os nossos utentes para casa”, assinalou.

A governante falava na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na cidade da Horta, no segundo dia de discussão das propostas de Orientações de Médio Prazo 2024-2028 e do Plano e Orçamento para 2024.

E prosseguiu: “posso dizer que os resultados da contra-análise ao posto de água que abastece o Serviço de Nefrologia do HDES ontem [terça-feira] recebidos estão dentro dos parâmetros da normalidade, pelo que, ainda hoje, com o apoio logístico da SATA, regressarão os doentes que estão na Madeira, seguindo-se no próximo domingo e segunda-feira os doentes que se encontram na ilha do Faial e na ilha Terceira”.

No imediato, reconheceu Mónica Seidi, “é necessário proceder à reparação do HDES, para que mesmo com limitações seja possível parte o seu funcionamento, não sendo de descurar a possibilidade de se encontrarem soluções transitórias que permitam, o quanto antes, o regresso de valências que se encontram fora do perímetro do hospital, nomeadamente as áreas dedicadas à urgência que funcionam atualmente na CUF”, na Lagoa.

“À data de hoje, e assumindo que se trata de uma estimativa preliminar que naturalmente será detalhada pelo Grupo de Trabalho criado para este fim, o valor identificado que permite ao HDES assumir os serviços prestados à comunidade é de 24,3 milhões de euros para o ano de 2024. Reitero que este é um valor preliminar, e diz respeito a despesas relacionadas com reparações e funcionamento”, acrescentou.  

O futuro, prosseguiu a Secretária Regional, “passa de forma inequívoca” por ter um HDES “renovado e modernizado”, que “dê resposta aos desafios não só dos micaelenses, mas de todos os açorianos nos próximos 30 anos”.

“Reconhecendo a excecionalidade dos tempos em que vivemos, não deixa de ser missão do Governo Regional continuar o investimento nos profissionais do SRS, valorizando as demais carreiras que o constituem”, disse posteriormente, alargando a intervenção para a valorização dos recursos humanos do setor.

“Embora sem imaginar o que viveríamos no passado dia 4 de maio, o Plano de Investimentos para 2024 prioriza a formação dos profissionais do setor ao reforçar a sua verba”, sinalizou.

No campo das respostas sociais, e no que respeita em concreto ao envelhecimento ativo, o Programa “Novos Idosos”, um “exemplo da mudança de paradigma” que o anterior governo da coligação implementou nos Açores, “será também replicado em vários concelhos”.

E prosseguiu: “após o sucesso da 1.ª e 2.ª fase de candidaturas, no próximo mês de junho queremos lançar uma 3.ª fase, totalizando um investimento para este ano de três milhões de euros”.

Há também que continuar a reforçar as políticas de combate à pobreza e exclusão social, com a participação e cooperação ativa das IPSS e Misericórdias.

“Neste sentido, e após ter sido entregue à tutela em fevereiro, pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, pretendemos operacionalizar o Plano Regional para a Inclusão Social e a Cidadania”, adiantou Mónica Seidi.

Ainda reconhecendo o apoio imediato aos mais vulneráveis, o chamado “cheque pequenino” será majorado “conforme os rendimentos dos seus beneficiários, enfatizando um apoio mais elevado aos que têm rendimentos mais baixos”.

“Quer isto dizer que, para o 1.º escalão, está preconizado um aumento de 20% para este ano, o que faz com que estes beneficiários recebam um valor de 113,98 euros por mês”, declarou.

Já o COMPAMID, “que tem vindo a registar um crescimento exponencial de beneficiários, será majorado em 5%, perfazendo um valor total de 608 euros/ano”.

Recorde-se que este valor em 2018 era de 305 euros, e abrangia apenas 5.300 beneficiários, sendo que neste momento chega a 24.770 beneficiários.

“O esforço de levar os Açores em frente tem um denominador comum ao longo dos anos: de união, de solidariedade, e de resiliência perante os infortúnios, venham eles de onde vierem. Somos um povo unido, sobrevivente, e no final de cada provação saímos sempre mais fortes”, concluiu a Secretária Regional.

Nota relacionada: Intervenção da Secretária Regional da Saúde e Segurança Social

© Governo dos Açores | Fotos: MM

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