172.ª reunião plenária do Comité das Regiões Europeu
Nota de Imprensa
3 de Julho 2026 Artur Lima no Comité das Regiões com agricultura, política social e política energética em agenda O Vice-Presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, participou, em Bruxelas, na 172.ª reunião plenária do Comité das Regiões Europeu. A 172.ª reunião plenária do Comité das Regiões Europeu decorreu nos dias 1 e 2 de julho, em Bruxelas, para debate e aprovação de pareceres sobre a Política Agrícola Comum, o Fundo Social Europeu e as prioridades em matéria de clima e energia para o período 2028-2034. No âmbito da sessão, a Região apresentou e apoiou um conjunto de emendas de outras Regiões Ultraperiféricas que visam garantir o reconhecimento das suas especificidades e constrangimentos estruturais permanentes, através de soluções adequadas e ajustadas territorialmente. O Vice-Presidente do Governo destacou a “ação dos Açores para procurar salvaguardar a justa e devida adequação das políticas europeias à realidade regional, em particular no que diz respeito ao próximo Quadro Financeiro Plurianual”. Artur Lima salientou que “esta é uma matéria absolutamente prioritária para a Região, face às negociações em curso para o próximo orçamento europeu”. Neste sentido, “as instituições europeias têm de reconhecer a relevância de políticas estruturantes como a Política Agrícola Comum ou a Coesão para os Açores e restantes Regiões Ultraperiféricas”, sublinhou. Da mesma forma, “terão de reconhecer o valor que os Açores trazem à Europa no atual contexto geopolítico”, salientou o governante. Da agenda da plenária constou também a realização de três debates:  um sobre Pescas, Quadro Financeiro Plurianual e as comunidades costeiras, com a participação de Costas Kadis, Comissário das Pescas e dos Oceanos; outro sobre clima e energia, com intervenção de Teresa Ribera, Vice-Presidente Executiva responsável pela Transição Limpa, Justa e Competitiva; e por último um debate sobre habitação, com a presença de Nadia Calviño, Presidente do Banco Europeu de Investimento. A reunião contou ainda com uma série de intervenções relativas ao início oficial da Presidência irlandesa do Conselho da União Europeia que decorre de 1 de julho a 31 de dezembro. O Comité das Regiões Europeu tem como principal missão emitir pareceres sobre temas políticos da atualidade e propostas legislativas em áreas relacionadas com o exercício do poder regional e local na Europa, como a coesão económica e social, o emprego e formação profissional, a educação e cultura, a saúde e política social, bem como o ambiente, as alterações climáticas, a energia e os transportes, entre outras.
more
Artesanato dos Açores distinguido na FIA Lisboa
Nota de Imprensa
3 de Julho 2026 Artesanato dos Açores distinguido na FIA Lisboa com peças de Adolfo Mendonça, Carolina Medeiros e Marina Mendonça O Artesanato dos Açores voltou a ser distinguido na edição deste ano da Feira Internacional de Artesanato - FIA Lisboa 2026 com as peças dos artesãos Adolfo Mendonça, Carolina Medeiros e Marina Mendonça. O ceramista Adolfo Mendonça, da ilha Terceira, recebeu o 1.º Prémio “Artesanato Contemporâneo” com a peça “39ºC”, trabalhada a partir de elementos marinhos que caracterizam o seu trabalho e com uma menagem de alerta para as questões ambientais, revelando a fragilidade dos ecossistemas e alertando para o impacto da ação humana sobre a natureza. Carolina Medeiros, da ilha de São Miguel, recebeu a Menção Honrosa “Artesanato Contemporâneo” com a peça “Colar SUBT’L Wearable Architecture”, cuja composição geométrica em preto, branco e madeira natural cria um jogo de formas e padrões que evidencia uma estética minimalista, contemporânea e de inspiração arquitetónica. Marina Mendonça, da ilha de Santa Maria, foi também distinguida com uma Menção Honrosa “Artesanato Contemporâneo” com o “Pote Condessa”, uma peça com origem nos cestos Condessa e que combina a técnica tradicional de cestaria numa estética de cerâmica contemporânea. “O Governo dos Açores felicita os artesãos distinguidos na FIA, um reconhecimento justo e que constitui um motivo de enorme orgulho para os açorianos”, afirma Maria João Carreiro. A Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego enaltece a disponibilidade de uma “nova geração de artesãos para apreender a autenticidade e defender o saber-fazer artesanal açoriano nas suas produções, conferindo-lhes inovação, projeção nacional e internacional e transformando tradição em valor identitário, cultural e económico”. Maria João Carreiro assegura, ainda, total empenho do Governo Regional em “continuar a promover as condições para a criação e a produção artesanal”, designadamente através do Centro de Artesanato e Design dos Açores - CADA, um “serviço público de excelência que faz um trabalho de permanente valorização dos artesãos e produções artesanais”.  A FIA Lisboa, o maior certame de artesanato da Península Ibérica, está a decorrer até domingo, dia de 5 julho, no Parque das Nações, e conta com a participação de 10 Unidades Produtivas Artesanais inscritas no CADA. Os artesãos açorianos estão a exibir trabalho em cerâmica figurativa, folha de milho, escamas de peixe, presépios de lapinha, cerâmica, têxteis, arte de trabalhar o papel e fabrico de bijuteria, dando visibilidade aos produtos certificados da marca coletiva “Artesanato dos Açores”. O ‘stand’ dos Açores conta ainda com a presença complementar do “Mercado das Ilhas” para dar a conhecer o melhor dos sabores açorianos. A presença marcante do Artesanato dos Açores na FIA foi reforçada este ano com a inclusão de peças de artesãos açorianos, resultantes de colaborações com designers e outros artesãos, na mostra “Design for Craft”, com curadoria de Guta Moura Guedes. Esta mostra é uma iniciativa da FIA para reposicionar o artesanato na contemporaneidade e marca o início de um ciclo de três edições, até 2028, com o objetivo de consolidar o conceito e expandi-lo gradualmente para uma dimensão internacional. A FIA Lisboa conta com 500 expositores e 36 países representados.
camera detail
more
Assinatura de um protocolo de cooperação com o Crédito Agrícola, no âmbito do Regime de Incentivo à Compra de Terras Agrícolas – RICTA
Nota de Imprensa
2 de Julho 2026 Governo dos Açores e instituições financeiras reduzem para metade os juros na compra de terras agrícolas O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, presidiu à assinatura do protocolo de cooperação entre o Governo dos Açores, através do IROA, S.A., e duas instituições financeiras regionais. A medida, enquadrada no Regime de Incentivo à Compra de Terras Agrícolas (RICTA), reforça o compromisso do executivo açoriano com a atividade agrícola na Região. Assinaram o protocolo a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo dos Açores e a Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo, constituindo-se como as primeiras entidades subscritoras desta renovação do acordo de cooperação. A assinatura ocorre precisamente no mês em que se assinalam 18 anos da publicação do Decreto Legislativo Regional n.º 23/2008/A, de 24 de julho, diploma que regula o sistema de incentivos à compra de terras agrícolas, vulgarmente conhecido como RICTA. Face à evolução do mercado financeiro desde 2011, o Governo dos Açores considerou oportuno proceder à renovação dos protocolos celebrados com as instituições de crédito. O objetivo passa por reduzir o spread aplicável às operações de aquisição de terras agrícolas enquadradas nos apoios geridos pelo IROA. Desta forma, o spread volta a fixar-se em 1,5%, face aos 3% anteriormente praticados. Esta redução permite, simultaneamente, uma maior disponibilidade financeira do IROA para a aprovação de novas candidaturas ao sistema de aquisição de terras agrícolas. Durante a cerimónia, António Ventura destacou que a adesão da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo dos Açores e da Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo constitui “um claro sinal de confiança das instituições financeiras na dinâmica dos empresários agrícolas açorianos e na relevância estratégica do setor agrícola para a criação de riqueza e desenvolvimento económico da Região Autónoma dos Açores”. O governante sublinhou ainda que facilitar o crédito “é essencial para o progresso da produção agroalimentar, tornando-se a terra o ativo central para a viabilidade económica e para a sustentabilidade das explorações agrícolas”. O Secretário Regional salientou também que “os Açores estão hoje a produzir mais alimentos da sua própria terra, reforçando a segurança alimentar da Região e contribuindo para uma maior autonomia produtiva dos açorianos”. Atualmente, através do Sistema de Apoio ao Crédito para Aquisição de Terras (SICATE) e do Regime de Incentivos à Compra de Terras Agrícolas (RICTA), já foram aprovados 490 processos, abrangendo uma área total de 2.578,58 hectares. António Ventura destacou igualmente o papel desempenhado pelo IROA, S.A., através do seu presidente, Pedro Ribeiro, na operacionalização destes instrumentos de apoio e na execução das políticas de ordenamento e estruturação fundiária na Região. “O IROA, S.A. tem sido um parceiro fundamental dos agricultores açorianos, assegurando proximidade, acompanhamento técnico e soluções que permitem melhorar a organização do território agrícola e promover uma utilização mais eficiente e sustentável dos recursos disponíveis”, afirmou. Com esta renovação do protocolo e a redução dos encargos financeiros associados à aquisição de terras agrícolas, o Governo dos Açores reforça a sua estratégia de modernização, redimensionamento e sustentabilidade das explorações agrícolas, promovendo simultaneamente a renovação geracional e a valorização da produção agroalimentar regional.
more
Declarações
Nota de Imprensa
2 de Julho 2026 Açores assumem papel de referência na preparação do Plano Nacional de Restauro da Natureza A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, através da Direção Regional do Ambiente e Ação Climática, promoveu, na quarta-feira, a segunda reunião do Grupo de Trabalho criado na Região Autónoma dos Açores com o objetivo de apresentar os contributos regionais para o Plano Nacional de Restauro da Natureza. O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Direção Regional do Ambiente e Ação Climática e pelas diversas entidades envolvidas no processo, referindo que “foram apresentados os principais resultados de um trabalho amplo e tecnicamente exigente, desenvolvido ao longo dos últimos meses, que permitiu à Região Autónoma dos Açores assumir um papel de destaque na preparação da proposta nacional decorrente do Regulamento (UE) 2024/1991, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de junho de 2024, relativo ao Restauro da Natureza”. Segundo Alonso Miguel, “os Açores deram um contributo muito relevante para a construção do Plano Nacional de Restauro da Natureza, afirmando-se como uma referência pela qualidade técnica do trabalho realizado, pela capacidade de coordenação institucional e pela mobilização de um vasto conjunto de entidades regionais e de especialistas”. O governante salientou que o processo foi coordenado pela Diretora Regional do Ambiente e Ação Climática, Ana Rodrigues, tendo sido desenvolvido em estreita articulação com os departamentos governamentais responsáveis pelas áreas da agricultura, desenvolvimento rural, recursos florestais, políticas marítimas, pescas e ordenamento do território, bem como com as autarquias, associações representativas, instituições científicas e organizações da sociedade civil. “Desde o primeiro momento procurámos assegurar uma abordagem participada, rigorosa e ajustada à realidade açoriana, valorizando o conhecimento científico, a experiência acumulada no terreno e as especificidades ecológicas, geográficas e socioeconómicas do arquipélago”, afirmou. O trabalho, no contexto regional, foi estruturado em nove subgrupos temáticos, abrangendo domínios como os ecossistemas terrestres, marinhos, urbanos, agrícolas e florestais, bem como as áreas dos polinizadores e da conectividade natural, permitindo identificar medidas concretas de restauro e estruturar um contributo sólido para o Plano Nacional de Restauro da Natureza. Entre os principais resultados alcançados destaca-se a definição de medidas específicas para a Região Autónoma dos Açores, a adaptação das metodologias de avaliação e de planeamento à realidade insular e a confirmação do elevado potencial dos sistemas agrícolas e florestais açorianos para o sequestro de carbono, a conservação dos solos e a proteção da biodiversidade. Alonso Miguel destacou ainda que “os Açores não se limitaram a acompanhar o processo nacional, tendo contribuído de forma decisiva para uma proposta robusta, tecnicamente consistente e territorialmente ajustada, capaz de responder aos desafios de conservação da natureza, adaptação às alterações climáticas e valorização dos serviços dos ecossistemas”. O Plano Nacional de Restauro da Natureza prevê, até 2050, intervenções em mais de 1.000 quilómetros quadrados de habitats protegidos, ecossistemas agrícolas, urbanos e florestais e habitats essenciais para polinizadores, bem como em cerca de 300 quilómetros quadrados de habitats marinhos. Entre os objetivos definidos a nível europeu incluem-se o restabelecimento de 30% dos habitats degradados até 2030, 60% até 2040 e mais de 90% até 2050, bem como a melhoria progressiva do conhecimento científico sobre o estado de conservação desses habitats. O regulamento estabelece igualmente metas específicas para os ecossistemas urbanos, para a recuperação das populações de polinizadores e para a melhoria dos indicadores ecológicos nos sistemas agrícolas e florestais. Alonso Miguel explicou que “o plano integra 324 medidas de restauro de âmbito nacional, também aplicáveis aos Açores, às quais acrescem 56 medidas especificamente desenhadas para o arquipélago. Entre estas incluem-se ações de controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras, criação de viveiros para produção de espécies autóctones e nativas, recuperação de turfeiras e outros habitats sensíveis, bem como intervenções de restauro passivo em ecossistemas marinhos, através da regulamentação de atividades em Áreas Marinhas Protegidas”. O Secretário Regional sublinhou que “a implementação destas medidas representa uma oportunidade para reforçar a conservação da biodiversidade, aumentar a resiliência dos territórios açorianos face às alterações climáticas e promover uma gestão sustentável dos recursos naturais, em benefício das gerações atuais e futuras”. O Plano Nacional de Restauro da Natureza entrará brevemente em consulta pública, com vista a recolher contributos da sociedade civil, sendo, posteriormente, submetido à apreciação da Comissão Europeia, até 1 de setembro de 2026, para avaliação técnica, prevendo-se a conclusão e entrega da versão final do documento até 1 de setembro de 2027.
more
Declarações
Nota de Imprensa
1 de Julho 2026 Governo dos Açores cumpre compromisso com as empresas O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional das Finanças Planeamento e Administração Pública, comprometeu-se com os empresários açorianos a assegurar a regularidade nos pagamentos dos apoios do Programa de Manutenção do Emprego (PME-I e PME-II), do Acesso a Mercados (AM) e do Programa de Apoio à Restauração e Hotelaria (PARH), nomeadamente. O compromisso assumido com as associações empresariais prevê que os apoios candidatados em cada trimestre sejam pagos até ao final do trimestre seguinte. Nesse sentido, o Governo Regional dos Açores, cumpriu mais uma vez com a calendarização definida, injetando no tecido empresarial, até 30 de junho, mais de seis milhões de euros. “Assumimos perante as empresas açorianas um calendário claro e previsível e estamos a cumpri-lo”, afirma o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas. Duarte Freitas assegura igualmente que o executivo açoriano continuará a trabalhar em estreita articulação com as associações empresariais, consultores e empresários, mantendo uma relação de proximidade e acompanhamento permanente, de forma a responder eficazmente às necessidades do tecido empresarial regional. O Governo dos Açores reafirma, assim, a sua determinação em continuar a apoiar as empresas da Região, reconhecendo o seu papel fundamental no desenvolvimento económico e social do arquipélago.
more

HomeMapPortlet