12 de Fevereiro 2025 - Publicado há 10 dias, 4 horas
Mónica Seidi anuncia que 31 enfermeiros do HDES retiraram escusas de responsabilidade com abertura de urgência do modular
location Horta

Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social

A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, anunciou hoje que 31 enfermeiros do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) retiraram as escusas de responsabilidade que haviam assinado, em virtude da “falta de condições estruturais e degradação das instalações existentes”, após a abertura em pleno da urgência na estrutura modular do hospital.

“No antigo serviço de urgência do hospital de Ponta Delgada, 31 enfermeiros disseram que não se responsabilizavam pelas consequências dos seus cuidados prestados nas condições ali existentes. Por isso mesmo, entregaram escusas de responsabilidade. O motivo destas escusas era muito claro: falta de condições estruturais e degradação das instalações existentes. É, por isso, com satisfação, enquanto governante e profissional de saúde, que anuncio que estas escusas de responsabilidade acabam de ser retiradas com a abertura em pleno da urgência do hospital modular”, declarou.

A governante falava na Assembleia Legislativa Regional, na cidade da Horta, num debate em torno do HDES, afetado por um incêndio em maio do ano passado.

A Secretária Regional declarou não ter dúvidas de que a retirada das escusas é um sinal claro de confiança nas novas instalações, e lembrou que, para a Ordem dos Médicos, a abertura do modular constituiu “um avanço significativo para a saúde da Região”, enquanto a Ordem dos Enfermeiros considera que a unidade “é uma solução de apoio indispensável”.

Nesse sentido, as condições do novo serviço de urgência “garantem mais segurança do que as antigas instalações, que alguns queriam reabrir de qualquer maneira”, prosseguiu.

No que refere a um relatório de junho do Serviço de Instalações e Equipamentos do Hospital, onde era referido que a Urgência poderia reabrir mediante “a realização de pequenas intervenções de conforto que poderiam ser concluídas num prazo de 60 dias”, a governante lembrou: “a 26 de agosto de 2024, decorridos 69 dias após a elaboração daquele relatório, o administrador com o pelouro das Instalações e Equipamentos comunicou à tutela, e passo a citar, que «estão concluídos todos os trabalhos de limpeza e substituição de filtros nas unidades de tratamento de ar em toda a ala poente, com exceção do Serviço de Urgência». Fim de citação”.

“Ou seja, quem em junho garantia que tudo estaria pronto dois meses depois, chegou ao final de agosto com o trabalho por concluir no Serviço de Urgência. Em suma, desmentiu-se a si próprio”, disse.

Mónica Seidi, que recordou que o atual governo foi o primeiro que concretizou, no Hospital de Ponta Delgada, “uma ação planeada de modernização e substituição de equipamentos completamente obsoletos e com mais de 20 anos”, apresentou também números concretos em relação à atividade assistencial: “nos três hospitais da Região, o número total de consultas de hospital de dia em 2024 foi de quase 88 mil, mais 15% do que em relação a 2019; o número total de cirurgias em 2024 foi de 12 mil, mais 32% do que em 2019; o número total de consultas médicas em 2024 foi de 330 mil, mais 42% que em 2019. Nas unidades de saúde de ilha, o número total de consultas médicas em 2024 foi de quase 579 mil, mais 15% do que em relação a 2019”.

E concluiu: “há algo de que não abdicarei: para mim, o bem-estar e a segurança dos utentes estão acima da política e dos partidos. É por esta máxima que me guio.”

© Governo dos Açores | Fotos: SRSSS

Partilhar