28 de Março 2024 - Publicado há 78 dias, 14 horas e 29 minutos
Secretaria das Infraestruturas melhora caminho alternativo à Estrada do Raminho, na ilha Terceira
location Ponta Delgada

Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, através da Direção Regional das Obras Públicas, está já a trabalhar na melhoria das condições de circulação do caminho alternativo à Estrada do Raminho, na ilha Terceira.

Esta intervenção, que será executada no mês de abril, com recursos internos deste departamento do Governo dos Açores, visa criar mais conforto e melhor segurança à circulação na via alternativa.

Em conformidade com a avaliação da Proteção Civil (competência municipal) e a Direção Regional das Obras Públicas, a via principal continua encerrada à circulação automóvel devido ao perigo que representa para pessoas e bens e assim vai permanecer, precisamente, por não oferecer as mínimas condições de segurança para pessoas e bens e, também, porque a crise sísmica na ilha Terceira se mantém bastante ativa.

Entretanto, a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas solicitou uma análise técnica à empresa Linha de Vida – Trabalhos em Altura, Lda. As conclusões do relatório apontam vários riscos inerentes às intervenções necessárias aos trabalhos em altura para desobstrução e limpeza de uma faixa de berma da estrada regional, entre o Cabo do Raminho e a Mata da Serreta, incluindo a instabilidade dos taludes e riscos geológicos derivados da atividade sísmica constante naquela zona.

Segundo o relatório, os taludes desta área, enquadrada no vulcão de Santa Bárbara, estão demasiado instáveis para se reabrir a estrada do Raminho à circulação. O risco identificado nos taludes é potenciado pela crise sísmica que ainda afeta aquela zona da ilha Terceira e pelos perigos existentes que “tanto podem atuar isoladamente, como de modo combinado”.

Os movimentos de vertente são um risco específico na área em questão e “a atividade sísmica ocorrida nos últimos meses tem desempenhado uma função desencadeante do perigo de movimentos de vertente, com maior severidade e expressão nos episódios de maior magnitude, mas, também, com menor severidade e de um modo mais recorrente, aquando de eventos de menor intensidade, os quais que têm sucedido frequentemente”, refere aquele relatório.

Neste sentido, o documento em apreço refere que “dada a tipologia do maciço rochoso traquítico, o qual apresenta elevado nível de fraturação e alteração natural ao nível das suas condições naturais, associada à frequência sísmica registada no local, a área instabilizada se encontra muito suscetível a processos de fraturação, queda e mobilização de blocos rochosos de dimensões várias, situação que condiciona fortemente a segurança do desenvolvimento de trabalhos em altura, quer ao nível das ancoragens e outros pontos de apoio, quer ao nível do risco de movimentação de blocos rochosos por solicitações não resultantes da ação do operador”.

Após a última visita técnica ao local, na semana passada, e conjugando as informações recolhidas, a Direção Regional das Obras Públicas prevê lançar no mês de abril o concurso para o projeto que visa a recuperação de toda a zona do Raminho, incluindo a via principal, extremamente afetada pela crise sísmica.

© Governo dos Açores

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