28 de Junho 2023 - Publicado há 1033 dias, 2 horas e 38 minutos
Sofia Ribeiro salienta, na Madeira, importância da revisão curricular
location Funchal

Secretaria Regional da Educação e dos Assuntos Culturais

A Secretária Regional da Educação e dos Assuntos Culturais, Sofia Ribeiro, defendeu na terça-feira a necessidade de se rever o currículo educativos dos alunos.

“Precisamos rever o que se ensina, por que se ensina o que se ensina, como se ensina e com que instrumentos ensinamos. E, já, agora, com quem e quando”, começou por salientar.

A governante falava na sessão de abertura do seminário promovido pelo Conselho Nacional da Educação sobre o currículo educativo e a qualidade das aprendizagens, no Funchal.

Sofia Ribeiro salientou a temática “pertinente”, especialmente num mundo em que “as alterações tecnológicas e científicas sucedem a uma velocidade vertiginosa” e em que as escolas devem “constituir-se” como estruturas que consigam “acompanhar as rápidas mudanças, ou até, idealmente, antecipá-las”.

“Esta revisão tem de começar, desde logo, ao nível do 1.º ciclo do ensino básico, com uma importante sustentação na educação pré-escolar”, considerou.

Sofia Ribeiro afirmou que importa “conduzir o aluno em aprendizagens absolutamente fundamentais” através de “uma abordagem pluridisciplinar”.

Para a titular da pasta da Educação, acima de tudo tem de ser definida “a estrutura” dos conteúdos, “a sua ordem de prioridades” e o “nível mínimo de aquisição pelos alunos” para que possam “transitar para o conteúdo seguinte”.

A Secretária Regional salientou o projeto educativo Pensamento Computacional a ser desenvolvido em todas as escolas dos Açores, e que, através de “atividades dinâmicas”, os alunos são “desafiados” a realizar tarefas que permitam “desenvolver as ferramentas necessárias à resolução de problemas”, aprendendo a pensar “de forma estruturada” e a “verbalizarem o seu raciocínio”.

De acordo com Sofia Ribeiro, é igualmente importante ensinar “os alunos a aprender” e “refletir” sobre como é feita a “condução da aprendizagem”.

A única forma de estar preparado para o futuro “é assumir o controlo da nossa aprendizagem”, realçou a governante, acrescentando que, para que isso seja possível, tem de ser necessário priorizar a “formação e a motivação dos professores”.

“Encontramo-nos perante uma catástrofe educacional, patente na perda de docentes devidamente qualificados. As saídas de docentes por via da aposentação ou, simplesmente, por enveredarem por outras saídas profissionais face ao desencanto que grassa de entre a classe torna verdadeiramente premente a revisão das condições do exercício da profissão”, referiu.

Para a governante, as Regiões Autónomas têm sabido conduzir as alterações às condições docentes “com sucesso”, evitando a “catástrofe de uma fuga” que era à partida “o mais provável em territórios com menor dimensão e maior afastamento”.

“Não basta fixar docentes. É fundamental que formemos novos professores, não somente em número, mas também em qualidade. Importa, assim, revisitar o modelo de formação inicial e contínua dos professores e dos educadores”, reiterou.

Recorde-se que esta segunda-feira foi publicado o novo Estatuto da Carreira Docente da Região Autónoma dos Açores, que vai equiparar os horários de todos os docentes das escolas açorianas.

© Governo dos Açores

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